4 de maio de 2013

Contra a voz das latrinas de serviço do regime, um Herói português



Por estes dias a RTP, em serviço púdico, passa umas entrevistas a "heróis" d'Abril sobre a guerra colonial. Uma corrente de argumentos a favor da descolonização, uma sucessão de ruídos saídos das latrinas de serviço do regime. O ouvinte ouve, a borracha de má consciência passa mais vez pelo cérebro dos distraídos. Para não ficar infectado, relembro Daniel Roxo, apenas para ter, mais uma vez, a certeza que, à data dos acontecimentos, ainda havia quem amasse Portugal:
 "(...) Reparto com os meus homens [indígenas] tudo o que me chega à mão. Sei que não aguentarei sempre. Dentro de alguns anos, as forças começarão a faltar-me. Inclusivamente, não estou livre de ter um azar. Mas, enquanto puder, cá estarei de pé firme, para o que der e vier. E depois, há os homens que lutam comigo, que confiam em mim, que de mim dependem. E há, sobretudo, a população em peso da província [Niassa], que conta incondicionalmente comigo. Sinto-me no dever de ajudá-los até ao limite das minhas forças. É para isso que cá ando".
Uma biografia que nunca passará nos programinhas da RTP.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

E o lendário propulsor das Milícias do Niassa lá ficou.

Resta a Memória, coisa que não merecem os corvos que agastaram o Caríssimo João.

Abraço

João Amorim disse...

A série que passa na RTP, salvo erro, é repetida e já passou noutros "25". O embuste e a lavagem cerebral continua, com a historieta do Joaquim Furtado e outros, que tais, que ajudaram a passar a Grândola na rádio, tudo episódios mediocres face à grandeza moral e física dos que na mesma altura defendiam os seus semelhantes numa guerra que não queriam.