10 de maio de 2013

Já temos "freiras de patins", já tivemos "freiras eróticas", em breve teremos "freiras carjacking"


As Freiras sempre estiveram sobre o foco dos ateus, laicos, republicanos, desinteressados, feministas, machistas, voyeristas, trocistas, paineleiristas, parôlos entusiasmados com o desdém, sacrilégio, enfim, de todos aqueles que não sabendo, tão pouco, como a missão cristã foi instituída, não esperam para opinar. Sempre existiu, da parte dos anti-católicos, o anátema do Ser freira; coitadinhas, exploradas, víctimas da "situação". Freita, irmã, monja, missionária, tudo metido no mesmo saco da ignorância que só procura o espectáculo da crítica. Por estes dias, na imprensa, desta vez (escrita pela excelente jornalista Joana Gorjão Henriques) o título da notícia casa com uma foto apelativa – "freiras de patins" –, como que a justificar o adjectivo "radical". Yeha. Os católicos americanos são todos Evangelistas e Protestantistas e não se firmam pela Igreja Romana! Todas as diferenças na evangelização e teologia, praticada, têm sido alvo de confrontos sobre os géneros de doutrinas. Nada de novo. Nada que os Papas, em Roma, possam fazer. Nada que seja passível de transposição para a cultura religiosa latina, mediterrânica. Importar estes estilos – evangélicos, litúrgicos, doutrinais, sensacionalistas – é um erro, tão errado como pensarmos que as ruas de Chicago são frequentadas pelas mesmas pessoas que as de Leiria. 
Já temos freiras de patins, já tivemos freiras eróticas, em breve teremos freiras carjacking.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

É que, pela proximidade de grafia e fonética, o vocábulo "Freira" ameaça, a todo o momento, em lábia e lábios profanos, redundar numa... feira.

Abraço, Meu Caro João

João Amorim disse...

Lol, pouco falta. A procissão laica gosta de armar a tenda em relação às estruturas da Igreja, daí à figuração adulterada (para adultos) que muitos ignóbeis fazem da imagem dos religiosos.

abraço,