8 de maio de 2013

Parir


Segundo esta notícia, Portugal é um bom país para se ser mãe! Não deixa de ser curioso quando somos um dos países do mundo com menos natalidade e o pior da Europa em termos de percentagem de nados vivos na última década, isto sem falar em nados mortos, vulgo, aborto pago pelos contribuintes, onde devemos ter uma boa "taxa"! Se aliarmos isto ao envelhecimento da população, não é animador o cenário para as próximas décadas; todavia, os estudos são o que são. De facto, sou testemunha que somos um bom país para se ser mãe, o que não implica que sejamos um bom país para se ser pai, muito menos que sejamos um bom país para se ser filho. Não obstante, devemos ser um dos países onde há mais gente a parir, não digo mães, mas gente que consegue parir do nada, gente que consegue parir admiração sem nunca ter feito algo de notável, gente que consegue parir dívidas e défices sem ser responsabilizado por isso, gente que consegue parir dinheiro do bolso dos contribuintes para o seu próprio bolso sem que os desembolsados se preocupem, gente que está permanentemente a nos mandar para a nossa mãe com o mesmo desplante com que falam da infância democrática deste país e dos lindos olhos que o menino já tem.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Ora. ora, Meu Caro João, claro que deveríamos ser considerados um óptimo País para parir: além de só distar uma letrinha de "partir", continuamos dominados por uma alcateia de parteiros que, anos a fio, foram de ilusões e hoje trazem ao mundo as negações delas.

Abraço

João Amorim disse...

No fundo, este país tornou-se numa clínica privada, ilegal, gerida por abortos.

abraço,