21 de maio de 2013

Um intelectual sem medo


Faleceu um dos grandes mentores da direita moderna Francesa. Assumido e coerente, a sua coragem na guerra com a Argélia definiu-o enquanto homem e influenciou a sua obra política. Tornou-se um ensaísta obrigatório para quem quer ler mais qualquer coisa que não o folhetim marxista. Ao contrário dos pensadores (!) portugueses, Dominique Venner, não era homem de falinhas mansas, cautelosas, com medinhos da seita académica, jornaleira, opinadeira. No livro Histoire de la Collaboration, Venner escreveu o que nenhum historiador português ousaria investigar, por exemplo, sobre o processo de descolonização ou a tentativa de implantação de um regime comunista entre 1974 e 1976, a bem do politicamente correcto e do situacionismo, cada vez mais, vigente. No dito livrinho, baseado em centenas de documentos verídicos, Dominique exibe o colaboracionismo da esquerda francesa com os ocupantes Nazis, assim como expõe os fascistas franceses, tão contemporâneamente de "esquerda".
Venner suicidou-se. Os comentários nos blogges e jornais, on-line, traduzem a total ignorância sobre um intelectual que tomou a sua opção – como também a tomam os seus opositores ideológicos – e uma intolerância à liberdade ideológica, num desejo Pidesco que não nos abandona. Independentemente de estar em desacordo com algumas das suas "teorias", reconheço em Venner a coragem em afirmar as suas convicções e o seu desejo de viver Livre.
Não compreendo o suicídio. Compreendo o que ele desejava em vida.


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