29 de junho de 2013

A mesma ralé



Se dúvidas houvesse estas esmoreceram com a apreensão de 6 "garrafas com gasolina", vulgo cocktail molotov, "paus", pedras e facas aos jovens que se preparavam para cortar os acessos à ponte "25 de Abril"! Face aos discursos de pacifismo que os manifestantes ergueram, aquando da barreira imposta pela polícia e o inerente desgosto que os jovens tiveram pela presença da polícia de choque, a apreensão destes materiais leva a supor outras intenções que não as de querer a paz no mundo. Mas, no fundo, a ralé, infiltrada, sempre se apresentou com carinha laroca, roupinha da moda, barbicha acertada, sainhas à camponesa, discurso "a rua é nossa" e sempre do lado "certo" da indignação! A mesma ralé, a coberto da defesa do universo e da liberdade, também esteve na ocupação de terras e fábricas, no assalto a bancos e a sedes de partidos (independente da cor) nos saudosos anos de 74-76, nos tumultos da ponte – sim, a mesma apelidada de 25... – nos tempos do Cavaco ministro e, de forma muito acentuada, no Regicídio de 1908 e nas "barricadas" da Rotunda e do Rossio em 4 de Outubro de 1910. O mesmo discurso pacifista, a mesma ralé.

27 de junho de 2013

Não deposito qualquer confiança nesta desunião europeia


A "(des)união europeia" cavalga para a (des)união bancária. Com esse propósito, a independência dos estados vai-se acelerar e a questão das soberanias ficará ao nível da poesia e dos compêndios da história. Desde o primeiro dia, quando foi pensada pela família socialista, nos anos 50, que a "união europeia" tem na sua agenda constituir-se como uma federação de "estados" que mais não serão do que lugares ou vilas dos Estados Unidos da Europa. Para começar, chegam as boas notícias! Os depositantes em bancos passam a "credores" responsabilizados pelo fiasco do banco onde depositam. Dizem que os depósitos abaixo dos 100 000 euros serão protegidos. Dizem. O que não me parecem legislar é sobre os montantes máximos que os estados/governos podem chantagear à banca, verdadeira razão para a escassez de dinheiro na economia e para a especulação imoral. De facto, tantos milhares de funcionários europeus, tantas leis proteccionistas e a crise veio em força e promete não debelar. Nunca depositei nem deposito qualquer confiança nesta desunião europeia.

26 de junho de 2013

Muros vandalizados, povo berrado


Um cronista de nome Belanciano balança-se sobre a questão dos murais. No meio da sua razão, exorta o "medo", a mudez, a "polícia", "a rua vista como galeria a céu aberto", etc, tudo a propósito da "liberdade", da "arte". Tudo em prol do indefensável se nos focarmos na defesa da propriedade privada e pública. Por este modo de ideias o vandalismo (onde os graffitis também se enquadram) pode ser visto como uma forma de expressão, de catarse, como acto teatral, decorativo, coreográfico!! Durante a Porto 2001, capital europeia da cultura, trabalhei a questão dos graffitis e o ponto a que chegamos foi a necessidade de construção de suportes para a "prática" controlada visto os artistas não serem entusiastas de regras de civilidade. Ceder na questão, óbvia, do vandalismo face ao reconhecimento do mesmo como "arte de rua" é o mesmo que dar um prémio a um sujeito que esmurrou outro só porque a sua "técnica" proporcionou momentos de rara beleza enquanto boxe.

22 de junho de 2013

...o que é meu é meu, o que é vosso é nosso.


Como é que alguém que se diz Comunista (simpatizante da ditadura e opressão) pode estar contra a falta de liberdade? Digo, essa "liberdade" para borrar "paredes públicas"...! Ficamos, também, a saber que a "Constituição" permite palavras de ordem em paredes/edifícios públicos!!! Valente 25 de Abril! Que bonito seria ver amanhã as zonas de vereneio pintadas, as árvores carregadas de tinta, o asfalto das auto-estradas pintado com epítetos a favor da liberdade, do respeito pelo país e pelo bem público! Eu já sabia que deveria haver uma falha mental para se ser comunista e se andar a exigir aos outros o que não se daria na mesma posição, mas agora vejo que o estado prenuncia uma coisa pior. De manhã os comunistas berram contra os impostos mal gastos, o esbanjamento e as mordomias, à tarde vão pedir o cheque da subvenção estatal aos partidos, à noite vão pintar os muros públicos que terão de ser repintados com o dinheiro dos impostos.

18 de junho de 2013

Os meninos "revolucionários" à volta das fogueiras


Anda uma excitaçãozinha no ar e na cabeça de muitos meninos!! Que bom que é andar a atirar pedras à polícia, que bom que é aprender coisas de sonho, que bom que é aprender a verdade sobre a liberdade de insultar, partir montras e queimar carros, que bom que é a liberdade para destruir parques, jardins, casas, assaltar lojas, fazer coktails molotovs para fazer mais fogueiras para os meninos!! A revolução pelo combate da inteligência, na rua do mérito ou na avenida da coragem, fica muito longe das praças apetitosas para a maralha. Ricos meninos; de manhã exigem os direitos alcançados pelo brio das gerações, da "evolução humana", à tarde portam-se como insurretos à boa maneira pré-medieval. Mal sabem estes meninos que estão a enfiar um barrete que já serviu (e serve) na cabeça de outros, meninos, que mal enfiaram o dito acabaram-lhes com as fogueiras...! Ah!... mas a revolução é para os meninos, os adultos que trabalhem e paguem com juros as asneiras das revoluções que os meninos fazem. Da Turquia ao Egipto, de Lisboa ao Rio de Janeiro, os meninos estão a descobrir coisas de sonho. A verdade é que alguém vai ter de apagar os fogos e continuar a construir o país. Enquanto os meninos vão dormir....

17 de junho de 2013

Alguém faz greve quando atentam nos seus deveres?


Alguém faz greve quando atentam nos seus deveres? Não. Um professor que não se indigna por atentarem contra o dever de cumprir e ensinar não merece direitos. Um professor, tem um "direito", legítimo,  e o seu problema reivindicativo é circunstancial ou particular. Um aluno tem o direito, legítimo ao ensino e o seu "problema" é específico, tal qual um exame ou uma matéria. Ambos os direitos coincidem e se fundem no dever que se exprime como Educação, ensino. Nesta matéria, com esta greve maliciosamente coincidente com o primeiro dos exames nacionais, muitos professores não fizeram melhor que os alunos indisciplinados que não permitem que as aulas se desencadeiem e perturbam a comunidade. Os direitos, legítimos, dos professores ficaram esbatidos pela quebra ética do serviço público e do serviço vocacional. Urge lembrar que a ética, disciplina, dedicação, que encerra e é exigida às classes militares e policiais não é menor para outras profissões filiadas no serviço público.


Aos bilharistas



Os alunos do ensino público não sabiam, hoje de manhã cedo, se iriam poder fazer o exame pois os sindicatos dos professores que os deviam vigiar anunciaram "dias de luta" coincidentes com o dia de exames. Viva a greve? Viva. Viva a "luta"? Viva. Viva o "apanhar por tabela"? Viva, aos bilharistas. Passa-me o taco...!

13 de junho de 2013

Os jovens também exercem os seus direitos na Damaia


Uns insultam o presidente da República outros insultam a "república". De insulto em insulto há multas para uns e porrada para outros. Esta é a civilidade e o estado real do país. O resto está nos reality show das televisões.

12 de junho de 2013

Mais direitos para exercer, com a língua bem exercitada


Um cidadão foi multado em 1300 euros por insultar o Presidente da República. Acho pouco, devia ser muito mais e não sou Republicano! Se calhar por isso. Um cidadão do regime que se diz igualitário, fraterno, libertário não pode andar a ferir susceptibilidades do seu maior. Diz o justo que “Vivemos num país democrático e exerci o direito que assiste a qualquer cidadão, de liberdade de expressão”. Ah, a tal liberdade de expressão que foi sonegada em 1910 pelos camaradas da I República a bem da estabilidade da governança. Com a imprensa que temos o cidadão terá mais do que 15 minutos de fama. Talvez lá para a noite pense que, afinal, foi um dos momentos altos da sua vida! A polícia à paisana fez o que tinha de fazer, o sumaríssimo judicial foi aquém da lei pois não interessa andar a cortar a liberdade aos cidadãos exemplares como o justo que se queixa por lhe andarem a ir ao bolso. Da próxima vez que se abeirarem as eleições à Presidência da República o justo que se lembre ao que vai votar. O melhor era ir passear, outra vez, para Elvas e lembrar-se que há alternativas ao regime. Mas não creio. Julgo que o justo quer é mais República, mais Presidentes para levarem com as, suas, culpas, mais direitos para exercer, com a língua bem exercitada para que não se cale, nem de cansaço, a liberdade de exercício, mesmo que mal intencionada, injusta, infame, gratuíta, que nos assiste.

11 de junho de 2013

Um evento confrangedor


As comemorações do dia 10 de Junho, que dizem ser de "Portugal" são um evento confrangedor. Os mesmos textos, os mesmos medos, a mesma retórica, a mesma hipócrisia. Nos últimos dez anos, pelo menos, não me lembro de um discurso que fale sobre o verdadeiro Portugal, que evoque os nosso mortos, que seja construído para nos manter vivos. Portugal está a morrer, numa fogueira que arde lentamente desde há 103 anos e cujas achas têm sido fustigadas nas últimas décadas. Não há nada de relevante nos discursos para além do cheiro pestilento que cada frase atinge. Não é o Presidente Cavaco. Todos os presidentes, os ministros, todos os que se levantaram por Portugal sem que tivessem espinha para isso, são culpados da ausência de um ideal, de uma esperança que nos una. Se o dinheiro que a Europa nos enviava nos unia artificialmente, pouco resta, agora, que nos salve da verdade que o regime comporta. Somos uma República que potencia e absorve os interesses pessoais e partidários acima dos deveres imparciais. Um verdadeiro Presidente devia dizer isto, alto e a bom som; não se trata de demitir o partido que governa, a pedido de outros crápulas, trata-se de demitir todos os partidos, todas as chupadorias, e após, demitir-se e arrear o trapo que está hasteado no Palácio de Belém.

6 de junho de 2013

A canalha da "esquerda" parece ser mais querida que a canalha da "direita"


Um jovem Francês anti-fascista, note-se, foi espancado por "neo-nazis", após desacatos pela venda de material de extrema-esquerda. Não tarda temos toda a comunicação social em Portugal a criticar a canalha da "direita" pelo uso da violência. Canalha é canalha! Fico a aguardar a mesma paixão, furor, objectividade jornalística quanto a canalha da "esquerda" mostrar a sua violência, dia sim dia não nas "manifestações, contra a polícia, os transeuntes, o património público e privado. Já agora, onde estão os artigos de refrescamento de memória sobre as FP-25?

4 de junho de 2013

Depois do Adeus


Depois dos rios de subsídios que o Socialismo esvaziou de norte a sul, de este a oeste da Europa, as novas gerações encontram-se entre o desemprego dos pais, a frustração de ver a torneira seca, agora que chegou a sua vez, e o vazio que a política transporta para a vida quotidiana. Se no tempo dos jornais-panfletos e dos noticiários, uma vez por dia, às 20h00, a "rua" já tinha perdido a rudeza dos primórdios do séc. XX, os dias que correm são ricos em fibra óptica e bandas largas, o que é o mesmo que dizer, que os comícios despertam-se nos computadores, entre a pasmaceira e o ócio – entre o ódio e a inveja pelo outrém. Nunca foi tão fácil bradar e alarmar, tocar a reunir. Primeiro por nichos, depois por magotes, os pacotes trazem toda uma série de opções para comunicar a desilusão. De igual modo, nunca foi tão fácil mentir, copiar, manipular. Se juntarmos a isso um atrofiamento ideológico, generalizado, provocado pela contínua evangelização pelo progresso, então temos uma sociedade débil e articialmente apetrechada para solucionar problemas. E é desta forma que quando vemos alguém a emitir soluções o que ouvimos é: mais Estado, mais direitos mais despesa, independentemente onde o dinheiro cresça!
A juventude Turca não vive uma civilização (tecnológica) diferente da do resto da Europa, um pouco melhor apetrechada que os seus vizinhos medio-orientais, já primavris. A contestação que se vê em Istambul não é só uma reacção, a uma suposta, islamização da sociedade! É uma atitude frontal de uma sociedade que desespera por melhorias económicas e cujo desemprego galopante não torna a mais dócil ou pragmática. Que ninguém duvide, nesta época de mediatismo virtual, a violência é um gesto que substitui palavras onde estas não existem, uma forma de festejar o desalento e exibindo-o como compensação. Nem todos possuem uma índole violenta, mas mesmo que a não tenham, a passividade e a complacência são amigas da agitação. E bem sabemos como acabam as agitações: com mais dureza e totalitarismo. Infelizmente, os pirómanos excitam-se a atear o fogo a a participar nos combates ao incêndio, os pirómanos políticos excitam-se a incendiar as massas e a manietá-las no egocentrismo das ambições ideológicas. Olhar o país, ver os erros passados, construir uma una solução, fica para depois. Para depois do Adeus.


3 de junho de 2013

Grande Escolha


Sempre que me foco em notícias sobre as nossas antigas províncias vejo que o tema não muda. Em todas elas o partido no poder é-o desde 1974. Em Angola, Moçambique e Guiné a "democracia" é um mito e a expressão Liberdade não vale mais do que uma anedota. Assim, nunca devemos esquecer de agradecer aqueles que fizeram parte do "processo" e que contribuíram de forma inequívoca para a situação actual. A entrega cirúrgica do poder às milícias comunistas foi um must, Grande Escolha, que saiu da vindima de Abril. Um dos responsáveis, o sr. Mário Soares, foi, de facto, um enólogo, perdoem-me os enólogos de profissão, mas, tanto foi o vermelho vertido, em terror e em sangue, que não há escarradeiras suficientes para guardar a ignomínia da prova de tal safra.