29 de junho de 2013

A mesma ralé



Se dúvidas houvesse estas esmoreceram com a apreensão de 6 "garrafas com gasolina", vulgo cocktail molotov, "paus", pedras e facas aos jovens que se preparavam para cortar os acessos à ponte "25 de Abril"! Face aos discursos de pacifismo que os manifestantes ergueram, aquando da barreira imposta pela polícia e o inerente desgosto que os jovens tiveram pela presença da polícia de choque, a apreensão destes materiais leva a supor outras intenções que não as de querer a paz no mundo. Mas, no fundo, a ralé, infiltrada, sempre se apresentou com carinha laroca, roupinha da moda, barbicha acertada, sainhas à camponesa, discurso "a rua é nossa" e sempre do lado "certo" da indignação! A mesma ralé, a coberto da defesa do universo e da liberdade, também esteve na ocupação de terras e fábricas, no assalto a bancos e a sedes de partidos (independente da cor) nos saudosos anos de 74-76, nos tumultos da ponte – sim, a mesma apelidada de 25... – nos tempos do Cavaco ministro e, de forma muito acentuada, no Regicídio de 1908 e nas "barricadas" da Rotunda e do Rossio em 4 de Outubro de 1910. O mesmo discurso pacifista, a mesma ralé.

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