26 de junho de 2013

Muros vandalizados, povo berrado


Um cronista de nome Belanciano balança-se sobre a questão dos murais. No meio da sua razão, exorta o "medo", a mudez, a "polícia", "a rua vista como galeria a céu aberto", etc, tudo a propósito da "liberdade", da "arte". Tudo em prol do indefensável se nos focarmos na defesa da propriedade privada e pública. Por este modo de ideias o vandalismo (onde os graffitis também se enquadram) pode ser visto como uma forma de expressão, de catarse, como acto teatral, decorativo, coreográfico!! Durante a Porto 2001, capital europeia da cultura, trabalhei a questão dos graffitis e o ponto a que chegamos foi a necessidade de construção de suportes para a "prática" controlada visto os artistas não serem entusiastas de regras de civilidade. Ceder na questão, óbvia, do vandalismo face ao reconhecimento do mesmo como "arte de rua" é o mesmo que dar um prémio a um sujeito que esmurrou outro só porque a sua "técnica" proporcionou momentos de rara beleza enquanto boxe.

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