19 de julho de 2013

O Fisco que nos confisca a vida


O Fisco tornou-se o carrasco oficial da nova era, em parte, porque o sonho do socialismo com dinheiro a rodos para pagar tudo a "todos" acabou e o dinheiro emprestado, virtual, fictício, que alimentava a porca não vai aparecer pela ideologia ou pela letra da Constituição. Sempre fui a favor de uma máquina fiscal que combatesse a fuga aos impostos mas o que se tem assistido é uma pressão imoral sobre as empresas e os cidadãos. Todas as "ideias" que começam a aparecer, mais cedo ou mais tarde, vão abater-se sobre os mais desprotegidos. Notícias como esta são abraçadas pelo crescente ressabiamento, pelos coitadinhos, pelos odiosos contra o "capital", como se na imensa prole de micro e pequenas empresas o dinheiro crescesse nas gavetas ou debaixo dos colchões dos empresários "faxistas"-capitalistas...! 
Simultâneamente com o combate à "era dourada" da fuga ao fisco deve-se acabar com a "era dourada" do assalto fiscal.


16 de julho de 2013

Vira aí à esquerda


– Já chegamos?
– Não meu amigo, para isso ainda nos falta caminho e não nos falta que falar!
– De quê?
– Da nossa "amizade", camarada! Temos que ser amigos urgentemente....
– Ouve lá, lá por tu me pedires boleia não quer dizer que somos amigos...!
– Não sejas petulante, camarada, estamos todos no mesmo barco! Olha, ofereço-te esta cassete!
– E agora, é sempre em frente?
– Qual em frente, camarada, vira aí à esquerda.... e depois à esquerda... e depois à esquerda, ... e depois à esquerda, ... e depois à esquerda, ... e depois à esquerda, e....



15 de julho de 2013

Assim se vê a forma do PC



De tanto se retraírem, de vez em quando sai a rolha e floresce o cravo da verdade. Lenine, Estaline, Hitler, vivem dentro destes homenzinhos que, à volta da fogueira, teimam em nos mentir quando falam em "liberdade". 

Porque não me estranha o silêncio da comunicação social ante a frase acima descrita?


12 de julho de 2013

Ser ou não ser


Perfazem-se 136 anos desde a primeira tradução para português de uma obra de William Shakespeare, Hamlet. Dois anos volvidos, 1879, foi traduzida a segunda obra do mesmo dramaturgo. O traductor em questão era o Rei D. Luís I, homem das letras, da oceanografia (mentor da construção dos Portos marítimos de Leixões e Lisboa e da pesquiza oceânica), da música, chefe de estado firme, conhecedor da génese pátria, patrocinador do I Código Civil, aboliu a pena de morte e a escravatura, impulsionador da actividade partidária. Pelo menos três obras de Shakespeare foram traduzidas por este chefe de estado. Hoje o nosso país está arrendado a técnicos que da natureza social percebem pouco para além das suas próprias necessidades, sem autonomia e "biblioteca", sem espinha dorsal para assumirem "posições difíceis", em permanente medo da reacção dos "revolucionários". Como diria Hamlet, olhando a caveira de Yorick, como eu digo, olhando a personagem de D. Luís I, ser ou não ser....

"Rio dos Bons Sinais"



Convido-os a visitar um blogge onde se homenageiam heróis portugueses, generosidade rara neste tempo de gente com temor do passado e da história.

11 de julho de 2013

Chinfrinistas


Com vontade de dar nas vistas, um grupo de assistentes na Assembleia, espontâneamente, começou a atirar papelinhos e a gritar "fascismo nunca mais"! Apraz-me focar duas coisas: não tenho qualquer respeito pelos chinfrinistas "anti-fascistas" (!) até ao dia em que eu os veja a gritar "comunismo nunca mais", não tenho espaço para compreender os chinfrinistas até ao dia em que eu os veja a exigir reformas esboçadas pela inteligência, daquelas que não se provocam com papeizinhos e frases gastas mas com sangue próprio, suor próprio e lágrimas d'alma.

Foto: Público

A cova está pronta. Façam enterrar o regime


O regime está vivo artificialmente. A inevitabilidade de um novo regime, de uma nova Constituição nunca foi tão urgente. Há quem não queira ver, mas esses estão tão moribundos quanto a República, essa névoa que gaseia este país desde há tantos anos.

10 de julho de 2013

Às 20h30 vou à mercearia


O Presidente da República fala e o melhor lugar para se estar é na mercearia! Na minha mercearia, que só fecha depois das 21h00, eu compro o que quero, escolho com o meu tacto e com a minha experiência, regateio o preço, não compro gato por lebre, não me metem no saco o que não pedi e, principalmente, ninguém me obriga a lá voltar ou a estar "fidelizado" com o argumento que é a coisa melhor e mais moderna. Na minha mercearia não compro barretes e as horas – a permanência – que somam as nossas vidas, são dadas pelo pequeno mas belíssimo relógio redondo, que, por acaso em cima do congelador, nos oferece o tempo decorado com uma bandeira azul e branca e o brasão de armas de Portugal.


8 de julho de 2013

Salta-sopinhas


O sr. Soares fala de barriga cheia. Para a sumidade todos são maus a não ser que façam o que ele pensa. Em dez anos só o ouvi elogiar o sr. Guterres, o sr. Sócrates e meio-elogio ao sr. Passos. Portas pode ser tudo mas não anda a saltar pocinhas, poderá, quanto muito, andar a molhar-se na lama em que o sistema se tornou, muito, pelo desenho aturado – atolado – que foi sendo riscado pelo socialismo dos amanhãs que cantam. O sistema, a que chamam democracia, em Portugal é uma festa privada, já na sua 39ª edição, onde os convivas se afrontam e incham a barriga de gases borbulhantes cujo esgar se constacta nos sonoros traques que nos oferecem. Um sistema flatulante e saturado de salta-sopinhas.


6 de julho de 2013

Uns narizes redondos e vermelhos


Vi uma reportagem ao final da noite onde a comunicação social ouvia afoitadamente o "secretário-geral" do PS (curioso um secretário ter mais poder que o Presidente) proferir que a situação era uma "palhaçada". De fato e gravata, mas com um tom vocal de semi-operário do povo pelo qual ele deseja ser eleito, Seguro promove formosamente a "seriedade" do estado. Este dado é curioso pois se são os partidos da ganga e do charro que mais exigem a "seriedade do estado", o "rigor" e o "respeito pelas instituições", também são os que mais a agridem. Ora exigem respeito pelos portugueses ora insultam e chamam impropérios aos representantes dos órgãos de chefia. O fato e gravata, nesta gente cinzenta e obscura, presta-lhes um ar de pompa – que aspiram desde criançinhas – mas sem circunstância. Sonham com a corte mas não poderiam exercer para além de bobos.
Não creio que os momentos sejam de palhaçada, a situação, de que fala Seguro, não se enquadra, é, com o tempo de fome e ganância pelo poder que a oposição auspera. Tão desespera que já lhes crescem uns narizes redondos e vermelhos.

5 de julho de 2013

Alerta "laranja" pode piorar para alerta "vermelho"


Com a temperatura a subir, as pessoas descuidadas, as pessoas desprotegidas, podem sofrer riscos de mortalidade. Face a esta notícia, este blogge decide também dar um alerta – e solicitar a sua multiplicação – ao avisar que as previsões das políticas de austeridade, autista, face à instabilidade, poderão superar máximos históricos e ter efeitos sobre a mortalidade. Apesar de ser um alerta laranja, o segundo pior, as previsões económicas preocupantes poderão agravar-se e passar a alerta vermelho caso as políticas de austeridade passem a políticas de devaneio esquerdista!
Este blogge aconselha a população a manter-se vigilante e consumir, mesmo que não sinta necessidade, muita reflexão, inteligência, memória recente e independência intelectual. Não se aconselha o consumo de extremismo bacoco nem a utilização de porte ressabiado.

Imagem: Público


4 de julho de 2013

É a pena


Tentar perceber o que se passa é muito difícil! Cada jornal cada sentença, cada televisão cada tendência, cada blogge cada crença, cada comentário cada ofensa. Todos querem que a realidade cumpra a sua vontade, seja pessoal ou ideológica. Mas não será assim. A crise tem atado e confinado os movimentos da governação e a mesma crise "guiará" a solução política iniciada pelas desavenças pessoais que, de facto, estão na razão deste imbróglio político. Ninguém tem razão! Todos têm culpas. Os políticos no poder, os políticos na assembleia, os ratos escondidos na rectaguarda. A nossa soberania está reduzida a poucos metros de autonomia. Que ninguém tenha dúvida que os credores internacionais não terão complacência com mais revoluções e manifestações. Exigir eleições – como se o partido ou coligação vencedora alterasse o quadro económico caótico – não alterará o trabalho forçado que estamos obrigados a cumprir por muitos anos. Como eu tenho falado, é a pena que temos de cumprir pelo crime que uma maioria cometeu ao votar e arrotar continuamente as ladainhas mansas do "é tudo nosso", "Grândola vila morena", "Portugal não pode parar"....

Vídeo: "roubado" ao Kosta de Alhabaite

2 de julho de 2013

Verdades


Há uns anos atrás ouvi numa entrevista na rádio o ínclito historiador José Hermano Saraiva proferir que o Cônsul Sousa Mendes havia cobrado dinheiro por alguns vistos, daqueles, que passara na sua marcha para a mistificação. Da parte do entrevistador nem um "Ai", e a conversa correu para outro lado. Esta semana tive notícia do lançamento de um livro, coincidentemente, durante a ressaca da visita de uma comitiva de "descendentes" de judeus abonados pelos vistos do dito Cônsul.
Sem mais delongas, aqui fica um excerto que por certo avisará a consciência de alguns, os que não se acovardam com a confrontação ante as verdades absolutas.

"(...) (o autor) além de pressionado por vários amigos, dado que ele é, actualmente, a única pessoa viva que, ainda no MNE, conviveu com Sousa Mendes, e, crê-se, a única dos que sobre ele escreveram que o conheceu pessoalmente, decidiu escrever este livro, repondo a verdade sempre que o julgou necessário, sem deixar de evidenciar simpatia pessoal, não profissional, por este cônsul de Portugal, dadas as circunstâncias de tempo, lugar, e psicológicas em que actuou. (...) O leitor vai encontrar aqui vasta informação relevante que certamente desconhecia, porque, propositadamente, se tem omitido ou deturpado, por razões políticas e económicas, que aborrecem a verdade. Aristides, ao contrário do que se tem propalado, não deu 30.000 vistos dos quais 10.000 a judeus nos dias da ira, mas apenas entre 600 e 650, nunca tendo sido exonerado de cônsul de Portugal nem aposentado por Salazar, recebendo até morrer o seu vencimento como tal.
Desde alguns descendentes de Aristides até ao influente político americano de origem açoriana Tony Coelho, passando por grupos judaicos amestrados para isso, e por Jaime Gama e outros políticos portugueses, tem-se elevado uma monstruosa montanha mitificadora à base de falácias que não engrandecem quer Aristides quer a Assembleia da República, quer o Governo e o Presidente da República que para isso contribuíram.”

1 de julho de 2013

Sisi do Egípto


Depois das Primaveras, o Verão. Após as grandes "manifestações" para afastar Mubarack, promovidas pela Irmandade Islâmica e pela esquerda radical de Hamdem Sabahi, – este, em permanente radicalismo contra tudo o que mexe, primeiro contra a ditadura, depois contra a junta militar e agora contra o governo de Morsi, eleito "democraticamente" por 51% da população – os Generais falam em querer apoiar a vontade popular que emana da gritaria. Constante. O generalíssimo Sisi, faz jus ao seu nome e não está para mariquices! No fundo as estações não parecem correr no país das pirâmides bem mais bicudas/islamizadas que a arquitectura ancestral dos faraós. Pelo que nos é dado a oferecer, a oposição radical dança ao sabor das manifs e se, há dois anos, apoiou os "irmãos" contra os "Sisis", agora, após a renúncia a coligações, está na luta contra os ideais "economicistas" da Irmandade, ela própria, já partida e consumida pelos abutres. Mais lá do que cá, o "povo" é quem mais ordena, e ordenha, mesmo não parecendo saber o que quer.

Já vejo as hienas


Poucas horas passadas da nomeação, imprensa e bloggosfera, já, insultam, apontam e acusam a nova ministra das Finanças. Só desejo que consiga fazer o seu melhor com honestidade, coragem e serviço pátrio, sucedendo a um ministro de que muito falará a história. Nos próximos dias as hienas, assanhadas por uma ideia de oposição, vão contentar-se.