12 de julho de 2013

Ser ou não ser


Perfazem-se 136 anos desde a primeira tradução para português de uma obra de William Shakespeare, Hamlet. Dois anos volvidos, 1879, foi traduzida a segunda obra do mesmo dramaturgo. O traductor em questão era o Rei D. Luís I, homem das letras, da oceanografia (mentor da construção dos Portos marítimos de Leixões e Lisboa e da pesquiza oceânica), da música, chefe de estado firme, conhecedor da génese pátria, patrocinador do I Código Civil, aboliu a pena de morte e a escravatura, impulsionador da actividade partidária. Pelo menos três obras de Shakespeare foram traduzidas por este chefe de estado. Hoje o nosso país está arrendado a técnicos que da natureza social percebem pouco para além das suas próprias necessidades, sem autonomia e "biblioteca", sem espinha dorsal para assumirem "posições difíceis", em permanente medo da reacção dos "revolucionários". Como diria Hamlet, olhando a caveira de Yorick, como eu digo, olhando a personagem de D. Luís I, ser ou não ser....

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