1 de julho de 2013

Sisi do Egípto


Depois das Primaveras, o Verão. Após as grandes "manifestações" para afastar Mubarack, promovidas pela Irmandade Islâmica e pela esquerda radical de Hamdem Sabahi, – este, em permanente radicalismo contra tudo o que mexe, primeiro contra a ditadura, depois contra a junta militar e agora contra o governo de Morsi, eleito "democraticamente" por 51% da população – os Generais falam em querer apoiar a vontade popular que emana da gritaria. Constante. O generalíssimo Sisi, faz jus ao seu nome e não está para mariquices! No fundo as estações não parecem correr no país das pirâmides bem mais bicudas/islamizadas que a arquitectura ancestral dos faraós. Pelo que nos é dado a oferecer, a oposição radical dança ao sabor das manifs e se, há dois anos, apoiou os "irmãos" contra os "Sisis", agora, após a renúncia a coligações, está na luta contra os ideais "economicistas" da Irmandade, ela própria, já partida e consumida pelos abutres. Mais lá do que cá, o "povo" é quem mais ordena, e ordenha, mesmo não parecendo saber o que quer.

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