6 de julho de 2013

Uns narizes redondos e vermelhos


Vi uma reportagem ao final da noite onde a comunicação social ouvia afoitadamente o "secretário-geral" do PS (curioso um secretário ter mais poder que o Presidente) proferir que a situação era uma "palhaçada". De fato e gravata, mas com um tom vocal de semi-operário do povo pelo qual ele deseja ser eleito, Seguro promove formosamente a "seriedade" do estado. Este dado é curioso pois se são os partidos da ganga e do charro que mais exigem a "seriedade do estado", o "rigor" e o "respeito pelas instituições", também são os que mais a agridem. Ora exigem respeito pelos portugueses ora insultam e chamam impropérios aos representantes dos órgãos de chefia. O fato e gravata, nesta gente cinzenta e obscura, presta-lhes um ar de pompa – que aspiram desde criançinhas – mas sem circunstância. Sonham com a corte mas não poderiam exercer para além de bobos.
Não creio que os momentos sejam de palhaçada, a situação, de que fala Seguro, não se enquadra, é, com o tempo de fome e ganância pelo poder que a oposição auspera. Tão desespera que já lhes crescem uns narizes redondos e vermelhos.

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