2 de julho de 2013

Verdades


Há uns anos atrás ouvi numa entrevista na rádio o ínclito historiador José Hermano Saraiva proferir que o Cônsul Sousa Mendes havia cobrado dinheiro por alguns vistos, daqueles, que passara na sua marcha para a mistificação. Da parte do entrevistador nem um "Ai", e a conversa correu para outro lado. Esta semana tive notícia do lançamento de um livro, coincidentemente, durante a ressaca da visita de uma comitiva de "descendentes" de judeus abonados pelos vistos do dito Cônsul.
Sem mais delongas, aqui fica um excerto que por certo avisará a consciência de alguns, os que não se acovardam com a confrontação ante as verdades absolutas.

"(...) (o autor) além de pressionado por vários amigos, dado que ele é, actualmente, a única pessoa viva que, ainda no MNE, conviveu com Sousa Mendes, e, crê-se, a única dos que sobre ele escreveram que o conheceu pessoalmente, decidiu escrever este livro, repondo a verdade sempre que o julgou necessário, sem deixar de evidenciar simpatia pessoal, não profissional, por este cônsul de Portugal, dadas as circunstâncias de tempo, lugar, e psicológicas em que actuou. (...) O leitor vai encontrar aqui vasta informação relevante que certamente desconhecia, porque, propositadamente, se tem omitido ou deturpado, por razões políticas e económicas, que aborrecem a verdade. Aristides, ao contrário do que se tem propalado, não deu 30.000 vistos dos quais 10.000 a judeus nos dias da ira, mas apenas entre 600 e 650, nunca tendo sido exonerado de cônsul de Portugal nem aposentado por Salazar, recebendo até morrer o seu vencimento como tal.
Desde alguns descendentes de Aristides até ao influente político americano de origem açoriana Tony Coelho, passando por grupos judaicos amestrados para isso, e por Jaime Gama e outros políticos portugueses, tem-se elevado uma monstruosa montanha mitificadora à base de falácias que não engrandecem quer Aristides quer a Assembleia da República, quer o Governo e o Presidente da República que para isso contribuíram.”

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