30 de agosto de 2013

Uma "constituição" ultrapassada pela realidade


O Tribunal Constitucional, que alberga juízes nomeados e renomeados por partidos, inclusivé os que não aceitam qualquer mexida na caduca, ultrapassada, desadequada, irreal, Constituição, decidiram-se – à melhor de 7, pois 6 dos seus membros estavam "ausentes", dando um bom exemplo – pelo chumbo a mais uma ideia do governo para requalificar a função pública. Já aqui disse muita coisa sobre o valor social deste Tribunal. Acrescento mais duas. O tribunal conforta e protege uma "constituição" ultrapassada pela realidade; os juízes também são funcionários públicos!

29 de agosto de 2013

E salto Bloco, e salta Bloco, olé, olé


Sei que a notícia é fresca, não está em todos os jornais on line, sei que talvez se esfume na electricidade mas, vou ficar a aguardar os comentários dos camaradas, especialmente do Bloco, esses amigos dos Estalinistas. Tal como o Kim.

Nobody fuck with the USA


Lembro-me de estar sentado numa esplanada, sombreada por duas grandes árvores num bela praça em Salónica, corria o ano de 1986. Em Setembro, precisamente. Eu fazia o InterRail e havia chegado à Grécia, pré-troika, através do "Expresso do Oriente"; uns dias antes tinha visitado Zagreb e Belgrado. Na dita esplanada conheci uns americanos. Um deles, que também tocava guitarra, como eu, dizia-me a propósito do ser, turista, "americano": "Nobody fuck with the USA"! Esta frase ficou e de quando em vez lembro-me dela e da cara do autor, até, pela expressão de imunidade que o dito sentia. Passados estes anos, caso o americano esteja de boa saúde, imagino o que o meu companheiro de esplanada deve pensar.
A arrogância dos americanos e a sua maquilhagem bélica é algo único entre os povos. O "I have a dream" que ontem celebraram mostra que o sonho daquele povo vai muito para além das igualdades de oportunidades e descansa mais na visão de um mundo policiado por GI Joe's do que num planeta desarmado e entregue a cada qual. É este sentimento de intrusão, para os americanos tão natural, que leva um "prémio Nobel da Paz" a desenterrar o machado da guerra e a lançar avisos sobre a conduta de uma facção em guerra, contra mercenários terroristas que procuram alimentar uma guerra civil (e que podem ter sido os autores do ignóbil lançamento de gás sobre a cidade de Damasco). Vários órgãos de comunicação, entre eles a Al Jazeera, já mostraram imagens de capturas de equipamentos de lançamento de gás aos rebeldes Sirios, pelas forças governamentais. Mas nada serve para demover os estrategas americanos que vêm por agora uma oportunidade para lançar ataques no país que mais tem resistido às Primaveras. Caso o façam, em resposta a um presumível uso de armas químicas por parte das tropas regimentais – e coagidos pelas imagens de crianças mortas nesses ataques – a resposta dos não-aliados pode ser fatal para as seguintes ocorrências no médio-oriente. Uma guerra global pode estar eminente caso os Russos não baixem a bolinha e deixem os americanos lançarem os tão apetecidos petardos sobre os alvos cirúrgicos, ataques, onde, certamente, não morrerão mais crianças... 


27 de agosto de 2013

Possuir couraça


Andar na bloggosfera assemelha-se a andar de carro. No interior de um automóvel vê-se a maioria dos condutores a sentirem-se imunes, ultrapassando indevidamente, agredindo verbalmente, insultando com gestos, gestualizando uma capacidade física que fora do veículo diminuiria para 10%! É essa sensação de possuir couraça que faz com que a atitude na estrada se revele imprudente e desmesurada com o resultado sabido nos acidentes mortais. Escrever à distância, envolve o mesmo sentimento de couraça, segurança, porque, o não contacto agiganta os covardes e faz dos críticos ordinários uns grandes senhores, protegidos pelo limbo cibernético. O melhor exemplo do que constato vejo-o aqui. Na ausência de melhores argumentos um tal Sérgio Lavos tem laivos de intelectual Abrilista e não se cansa de desferir palavras consoantes com a sua pequenez. O ódio caminha em pessoas como o dito autor e não será a internet que poderá curar ou satisfazer tanta carga interna de ressabiamento. Nem a morte de todos os inimigos deste sujeito poderá ajustar o seu râncor. Nem a sua própria.

26 de agosto de 2013

Dos bombeiros, dos polícias, dos enfermeiros, dos médicos, das IPSS, da Cáritas, da Santa Casa da Misericórdia e até dos antigos Combatentes do Ultramar


O coordenador do Bloco, uma espécie de puzzle partidário onde se cantam as ossanas ao genocída Estaline, rebocado pela "agitação" nas "redes sociais", sobre o pesar do presidente da República ao falecimento do economista António Borges, exalta o papel dos Bombeiros e os mortos havidos à custa dos (tradicionais) fogos de verão. Diz, Semedo, que o presidente devia fazer uma homenagem pública aos bombeiros. Devia. Aos falecidos e os vivos. Em minha casa, costumo dizer às minhas filhas que devem respeitar com suplementar consideração, pela profissão e sacrifício, os bombeiros e os polícias. Mas, existem outras "profissões" de risco, de sacrifício, de altruísmo! Todos nós, pelo menos uma vez na vida, temos oportunidade para ajudar ou para um golpe maior de coragem. São inúmeras as actividades profissionais que lidam com a carência, o arrojo, o concidadão, a piedade, a caridade. Mas não menos preponderante é o papel dos empresários que sacrificam o seu património para pagar impostos das empresas a fim de que estas continuem a labutar ou o legislador que escreve um lei imparcial e íntegra. Semedo acusa o presidente de ter tido uma atitude "chocante" ao não publicar no seu Facebook uma palavra aos bombeiros falecidos (pelo que se sabe, fê-lo em privado), eu, também considero chocante o coordenador lembrar-se dos idos para o rebate político e de não prestar, essa, homenagem a todos os que lutaram por Portugal independentemente da sua cor política, sem esquecer os arredados e humilhados antigos combatentes do ultramar, tão espezinhados pela esquerda solidária, onde se inclui o Semedo ( o mesmo que juntamente com o Rosas disse em 2008, na Assembleia da República, que o assassinato do chefe de Estado D. Carlos I foi "útil" e "heróico" para o propósito da queda da Monarquia e, desse modo, não apoiavam um voto de pesar!). 
Para quando uma homenagem pública dos evangelistas de esquerda aos Heróis falecidos no Portugal ultramarino?

23 de agosto de 2013

Arrenda


A campanha eleitoral ainda não começou e o candidato pelo PSD ao Porto já atende eleitores no seu gabinete da Câmara de Gaia! Pelo S. João pagou uns porcos assados e petiscos em bairros, por ora já se encontra a pagar umas rendas de potenciais apoiantes – dos bairros sociais. A campanha promete e o nível deve baixar ainda mais. Já temos um regime arrendado de cinco em cinco anos (o que era público na Monarquia ficou privado na República), vamos tendo um Assembleia que se arrenda ao sabor do rotativismo (tão combatido pelos "republicanos" nos últimos anos oitocentistas), teremos no Porto uma câmara arrendada a interesses pessoais e um presidente que paga rendas em atraso, vá-se, ainda, saber com que renda.

20 de agosto de 2013

Seremos menos e teremos que viver ainda com menos.


Não adianta arranjar as desculpas de ocasião – a "crise", a ausência de trabalho – a "retração" do sistema de ensino não o é, pelo "ensino", mas pelas políticas anti-família que foram sendo lavradas ao longo dos últimos 38 anos contribuindo para o cenário preocupante da natalidade lusa. A natalidade sucede por muitas variáveis; a dispersão dos ideais tradicionais ante o novo-mundo da individualidade e egocentrismo não foram o motor maior, a propaganda ideológica e política têm, aqui, um papel determinante. O declive começou com o enfraquecimento institucional do casamento, com a fiscalidade imoral contra as famílias com mais de dois filhos, a protecção, plástica, do estado aos cidadãos "individuais", à especulação vibrante do "uma casa para cada um", à contribuição da politica activa da esquerda cega contra o passado, a tradição e os vínculos geracionais (onde os mais velhos eram tidos, havidos e guardadores/educadores dos mais novos). Se a isto aliarmos o desprezo que os políticos votaram ao interior do país, centralizando poderes, distribuindo fundos para o litoral da boa vista para o mar, contribuindo para a desertificação e isolamento dos que não viam razão em partir, a demografia, agora registada, não causa surpresas!
Ter filhos é para os outros, dizia-se, pois também é, mas um país não existe sem cidadãos e desapoiar, desincentivar a natalidade – e ao invés de forma airosa apoiar o aborto livre e pago pelos contribuintes – é um risco para a independência material de uma nação. Que ninguém duvide. Seremos menos e teremos que viver ainda com menos. Pessoas e bens. 


18 de agosto de 2013

Como eu gostava


"Tomara que em Portugal houvesse cem Lorenzos e que aqui derretessem as fortunas dando emprego a milhares de portugueses. É a cultura da inveja, sem dúvida o pior traço da mesquinhez ocultada pelos "valores" e pelas "convicções". Espero encontrar a Judite na próxima campanha do Banco Alimentar.
Vá, lembrando Almada, "coragem Portugueses, já só vos faltam as qualidades"."

Acossado por vários mail's de amigos vi a "tal" entrevista, de que se "fala", e descobri aqui quase tudo o que eu percepti sobre a mesma.
Muitas vezes me interrogo sobre a "coragem" dos fazedores de opinião e sobre as privilegiadas oportunidades para fazer esclarecer e fazer acontecer a história. Como eu gostava de estar cara a cara, perante milhões de teleespectadores, e perguntar ao Jerónimo como é possível ser-se comunista sabendo o que foi-é o Comunismo, perguntar ao Louçã porque é que exercita a existência da extrema-esquerda e não a extrema-direita, perguntar ao Mário Soares se soltou alguma lágrima pelos portugueses-africanos que padeceram face à ignomínia da sua descolonização possível, perguntar aos comentadores televisivos que sei serem monárquicos porque que nunca abriram a boca em público para "classificar" este regime, entre milhares de outras perguntas úteis que, sem má educação, poderiam ser feitas de norte a sul, a quem, nas últimas três décadas, governou, tratou e fez tratar dos assuntos de estado. A jornalista Judite deixou transparecer a sua índole – cuja fórmula é comum a muito português moderno: ressabiamento, inveja, covardia – e assumiu-se como a Dona dos bons costumes e das boas práticas descarregando num adolescente milionário a torrente de perguntas que deveria ter feito ao longo da sua carreira a muitos dos entrevistados que se sentaram à sua frente. Não o fez, não o faz, nem creio que as Judites e os Sousas que dominam o perguntês nas nossas estações alguma vez tenham a independência mental para o fazer.

16 de agosto de 2013

SE se


A economia é um dos motores do desenvolvimento, do progresso (esse palavrão tão querido pelos comunistas), do emprego e da autonomia indivídual. A notícia da melhoria das contas com o Produto Interno Bruto a registar uma progressão de 1,1%, após dois anos de recessão, devia suscitar artigos positivos e brados de optimismo. É no optimismo que pode residir a resistência à depressão financeira. Ao invés, os críticos do costume teimam em não ver que a sociedade civil (a que não está adormecida nos contractos emanados da Constituição) está a lutar para sobreviver e através das empresas, fustigadas pelo fisco terrorista, empreende um caminho que, só espero, se mantenha e revigore. Fez bem o governo em não atirar foguetes para o ar, o sorriso, merecido, do primeiro-ministro seria gasolina para o ódio e ressabiamento da oposição e da alcateia de paineleiros que vivem à custa do escárnio e maldicência. Não creio que o PIB possa crescer muito mais mas acredito que este indicador possa fazer crescer a esperança naqueles para quem construir é melhor do que criticar. 
Somos o país do se se. Se a economia está em recessão a culpa é do governo (de direita!), se o PIB cresce a responsabilidade não é do governo (de direita!). 
Para os que se dizem na esquerda, portuguesa, destruir não é uma palavra vã, é marisco que se derrete naquelas boquinhas mansas, entupidas pelo manjar entremeado entre sonhadas "revoluções" –  e, se as houve (!), o benefíciário nunca foi o povo, o país ou a nossa economia.

13 de agosto de 2013

As pulgas


As pulgas andam aos pulos de tão excitadas com a presença de uma estátua, em Braga, de homenagem ao Cónego Melo. O cónego caiu em desgraça depois da PIDE do PCP ter feito saber nos fulgurosos anos d'Abril que o homem era simpatizante do Salazar. E ser simpatizante de um ditador de direita é tão vil que a redenção só poderá chegar com a penitência da obrigatória simpatia por dois ditadores de esquerda! As pulgas. Pelos vistos, as pulgas não saltam quando alguém lhes diz que é adepto do Comunismo, do Lenine, Mao e de outros assassinos que tais. A sorte – e hipocrisia – dos camaradas é não viverem na sociedade comunista que tanto admiram!! Eram catados.

12 de agosto de 2013

Já tarda


Lazslo Csatari era o mais procurado da lista de criminosos Nazis. Morreu num hospital enquanto aguardava julgamento aos 98 anos.  Acho bem que se procurem insistentemente todo o tipo de criminosos. Pelo mesmo motivo, acho pertinente que se persigam para serem julgados todos os colaboradores e soldados das, ainda frescas, guerras dos Balcãs, dirigidas por Zdravko Tolimir, Radovan Karadzic, Ratko Mladic, Ante Gotovina, Veselin Vlahovic, os porteiros dos campos de concentração de Grbavica e Vraca, os secretários, condutores, enfermeiros, ou com qualquer outra ocupação – incluindo secretários de estado, presidentes da República – que tenham contribuído para execuções extrajudiciais e torturas cometidas contra homens, mulheres e crianças independentemente do seu credo ou ascendência. De igual modo, e porque a moral e a justiça têm de ser imparciais, já tarda investigar os nomes e responsabilidades dos judeus russos que estiveram na fundação do partido Bolchevique e na consumação da revolução russa, que se iria traduzir numa das maiores operações de limpeza étnica da história, revolução movida pela inspiração do Comunismo – parido por um judeu amante dos casinos e da boémia, Karl Heinrich Marx.


 

7 de agosto de 2013

As férias


Regressado de um período de descanso constacto que tudo de importante se manteve: a família, a saúde dos meus directos, as paredes da minha casa, as constantes nuvens no céu deste litoral nortenho! Para além das, óbvias, preocupações com o trabalho, todo o resto do frenesim nos jornais, jornalecos e enfadonha televisão soa a somenos. Não sei mas sei que os sindicalistas devem andar aos berros, não sei mas sei que os governantes devem estar entre a espada e a parede, a oposição deve continuar com "razão", a cartomante, socialite, Maya deve andar numa azáfama a tecer adivinhações sobre o nosso futuro, não sei mas sei que o Partido Comunista continua desenvergonhadamente a existir. Porque nada muda de um dia para o outro. Para que as coisas mudem, preferencialmente, para melhor, a mudança não se afirma pela presença mas na alteração da consciência. Não basta estar no Rossio com um cartaz na mão para que as coisas mudem, digo, para que os outros aludam nos nossos interesses.
As férias – o descanso, a ausência – são boas para verificarmos o que nos imprime. Não imaginam como bem cresceram as Boganbilias, mesmo sem rega e carinho.