16 de agosto de 2013

SE se


A economia é um dos motores do desenvolvimento, do progresso (esse palavrão tão querido pelos comunistas), do emprego e da autonomia indivídual. A notícia da melhoria das contas com o Produto Interno Bruto a registar uma progressão de 1,1%, após dois anos de recessão, devia suscitar artigos positivos e brados de optimismo. É no optimismo que pode residir a resistência à depressão financeira. Ao invés, os críticos do costume teimam em não ver que a sociedade civil (a que não está adormecida nos contractos emanados da Constituição) está a lutar para sobreviver e através das empresas, fustigadas pelo fisco terrorista, empreende um caminho que, só espero, se mantenha e revigore. Fez bem o governo em não atirar foguetes para o ar, o sorriso, merecido, do primeiro-ministro seria gasolina para o ódio e ressabiamento da oposição e da alcateia de paineleiros que vivem à custa do escárnio e maldicência. Não creio que o PIB possa crescer muito mais mas acredito que este indicador possa fazer crescer a esperança naqueles para quem construir é melhor do que criticar. 
Somos o país do se se. Se a economia está em recessão a culpa é do governo (de direita!), se o PIB cresce a responsabilidade não é do governo (de direita!). 
Para os que se dizem na esquerda, portuguesa, destruir não é uma palavra vã, é marisco que se derrete naquelas boquinhas mansas, entupidas pelo manjar entremeado entre sonhadas "revoluções" –  e, se as houve (!), o benefíciário nunca foi o povo, o país ou a nossa economia.

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