20 de agosto de 2013

Seremos menos e teremos que viver ainda com menos.


Não adianta arranjar as desculpas de ocasião – a "crise", a ausência de trabalho – a "retração" do sistema de ensino não o é, pelo "ensino", mas pelas políticas anti-família que foram sendo lavradas ao longo dos últimos 38 anos contribuindo para o cenário preocupante da natalidade lusa. A natalidade sucede por muitas variáveis; a dispersão dos ideais tradicionais ante o novo-mundo da individualidade e egocentrismo não foram o motor maior, a propaganda ideológica e política têm, aqui, um papel determinante. O declive começou com o enfraquecimento institucional do casamento, com a fiscalidade imoral contra as famílias com mais de dois filhos, a protecção, plástica, do estado aos cidadãos "individuais", à especulação vibrante do "uma casa para cada um", à contribuição da politica activa da esquerda cega contra o passado, a tradição e os vínculos geracionais (onde os mais velhos eram tidos, havidos e guardadores/educadores dos mais novos). Se a isto aliarmos o desprezo que os políticos votaram ao interior do país, centralizando poderes, distribuindo fundos para o litoral da boa vista para o mar, contribuindo para a desertificação e isolamento dos que não viam razão em partir, a demografia, agora registada, não causa surpresas!
Ter filhos é para os outros, dizia-se, pois também é, mas um país não existe sem cidadãos e desapoiar, desincentivar a natalidade – e ao invés de forma airosa apoiar o aborto livre e pago pelos contribuintes – é um risco para a independência material de uma nação. Que ninguém duvide. Seremos menos e teremos que viver ainda com menos. Pessoas e bens. 


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