30 de setembro de 2013

A ler

Publicitado pelo João Távora, só agora li uma entrevista, muito interessante, que denota muito da personalidade de Rui Moreira.




Pela primeira vez


Pela primeira, desde que voto,  foi a eleições um candidato com o qual me revejo, em quem votei, em que acredito e que pressinto não seja mais um entre os muitos que passearam a incongruência e as agendas partidárias. A vitória de Rui Moreira foi uma lição para o país e para o candidato Menezes, o dos leitões e Quim Barreiros. O Porto já se vendeu aos partidos e aos sonhos mal paridos. Não ontem.
Parabéns Rui Moreira.

Foto: JN

27 de setembro de 2013

Flávio Nunes

Tal como o João Távora, eu não voto em Tomar, mas gostava....

Nanda


Contorcionista, malabarista das palavras, ávida por pronunciar palavrões, amiga, muito, dos anti-fascistas, embaixadora da esquerda democrática, Nanda não pára de dançar no varão do 25 de Abril e dá show ao comparar o actual primeiro-ministro a Estaline (!), à laia de aula de história, como que a justificar a expressão que critica: "para trás mija a burra". 

26 de setembro de 2013

E assim vai a emoção das eleições no Porto - queques, não queques e católicos


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Manuel Carvalho

26.09.2013/18:22

Vão ganhar os queques da Foz. Vai ganhar a gente fina, vaidosa e bem falante. Mas é a democracia. Como portuense não fico nada chateado. Quem levou com o Rui Rio durante 12 anos mais as suas corridas de pópos, pode bem com uma fotocópia por mais 12 anos.

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Carvalho tira o V e mete

26.09.2013/18:37

Anda aqui à Ribeira ver em quem é vamos votar ò Morcão, vem cá na sexta-feira ao final da tarde quando fizermos a festa e depois diz que somos os queques a voterem no Moreira, deves estar fodiiidooo por o Menezes não ganhar mas aqui estamos de pestana aberta e tivemos porcos e quim barreiros, mas o voto vai para quem o merece Moreira a presidente
Utilizador Não Registado

Lisboeta

26.09.2013/18:34

Deus te ouça e que os Portuenses o concretizem.
in DN

23 de setembro de 2013

A educação


O país parou por se saber que o treinador de futebol do Benfica vai ser constituído arguido. Vi o vídeo que argumenta a coisa e o que vi foi um normal momento de má educação por parte das "gentes" que vivem desse desporto. Ficaria admirado se a notícia fosse sobre cortesia, bons discursos explicativos do fenómeno, diálogos conjugados por mais de 70 palavras diferentes. Mas não. O país vibra com a má educação, com a inveja, com o escárnio, adora a intriga e o escavar no terreno alheio e no fundo, no fundo, adoravam estar no lugar dos que criticam. A grosseria, o à vontadex, a ligeireza, de palavras e actos, é a nova maneira "de ser" do "Portugal não pode parar". Dizem que esta semana "vai dar que falar" e que "muita tinta vai correr pelos jornais". Que bom. Muitos cérebros já vão ter com que pensar.

22 de setembro de 2013

António José de Brito


Faleceu um dos maiores intelectuais portugueses. Face ao panorama de padronização mental que ceifa Portugal, e de que António José de Brito tanto falava, foi com admiração que vi "desenvolvido" aqui uma referência à sua pessoa, mesmo que tardia e demasiada elementar e, de forma minimalista, noutros orgãos de informação. António José de Brito foi um homem de coragem, toda a sua inteligência era coragem. Independência. Rigoroso, minucioso, científico, uma breve passagem por Ensaios de Filosofia do Direito e outros estudos ou Pensamento Contra-Revolucionário, levam-nos a caminhos "incómodos" e difíceis tão vasta é a referenciação filosófica e tão clara é a projecção das suas questões. Sem rodeios, pleno de humor e ironia, conversar com este professor catedrático (jubilado) era como nadar num mar de cultura, de fácil travessia.
Tive o privilégio de o conhecer pessoalmente e de com ele falar sobre assuntos que hoje em dia são reservados aos clandestinos que não se resignam a ser fanatizados pelo politicamente correctinho das ideologias semi-triunfantes. Respeitava a suas ideias, sem abdicar das minhas diferenças.
A cerimónia fúnebre realiza-se na segunda-feira, dia 23 de Setembro, pelas 15h00, na Igreja das Antas, no Porto.

19 de setembro de 2013

A escultura de um regicída regada com a sua acidez


Coitado do Aquilino, coitadinha da sua imagem, os olhos embebecem, o país já não aguenta mais disto. No outro dia foi a estátua do Cónego Melo mas essa já não faz mal vandalizar; tem menos valor escultórico! Tantos a chorar pelo Aquilino, que foi "grande" apenas pelo que escreveu na ignomínia da nossa história ao participar no assassinato do chefe de estado, D. Carlos. Sobre isso é triste ninguém se sentir "muito incomodado" com a situação.... nem uma suave palavra dos "centros de estudos" ou das seitas intelectuais da laica repúbli-caniche. Não chorem, é apenas uma escultura, a escultura de um regicída regada com a sua acidez.

18 de setembro de 2013

"Se não posso ter, deito-lhe fogo"

Actualmente, posto que o número de traumatizados sociais tendeu a decair com o fim da tal classe operária, que se tornou proprietária, consumista e viajada para as repúblicas dominicanas e brasis, a base de recrutamento passou a ser feito entre os alpinistas e trepadoristas sociais: a nova classe de parvenus, os novos colarinhos brancos dos aparelhos dos partidos, dos Calistos Elói e do alto funcionalismo improdutivo e, sobretudo, da alta finança, que já não é a alta finança de outrora (do Visconde de Balsemão, de Teixeira de Barros, até dos Espírito Santo e dos Melos), mas essa plutocracia semi-letrada, carregada de baias e deslumbramentos de socialite. Esses são, verdadeiramente, a nova classe que não tolera a possibilidade de uma restauração monárquica. Seguem a velha lógica do incendiário: “se não posso ter, deito-lhe fogo”.

Os pais


Uma notícia avançada ontem ou anteontem insinuava que o "Pai" do "Sistema Nacional de Saúde" (SNS) estava na "lista de espera" por uma cirurgia! Não sei que tipo de emoção procurava transmitir o jornalista, talvez uma excepção às regras de espera. Vem isto a propósito de António Arnaut, pai, falar compulsivamente na sua criação e numa recente entrevista na televisão ter dito que antes dele, e dos seus irmãos políticos, não existia protecção de cuidados de saúde em Portugal. Nada!(?) O António pode ter as melhores intenções e foi com as maiores que "criou" a Lei que fundou o SNS mas uma pequena viagem ao século XIX permite-lhe constactar que nos meados desse período cresceu entre nós o fenómeno  de ajuda mútua, porventura, pouco estudado. Fenómeno associativo, depois interligado com o estado, as primeiras associações Mutualistas inspiraram-se nas friendly societies inglesas e tinham no seu âmbito prestações de socorro financeiro, apoio social, socorros na velhice, socorros na doênça, interrupção no trabalho, orfandade e viuvez das mulheres, sendo estas as características mais comuns que se encontram nas centenas de fundações mutualistas existentes em Portugal antes do séc XX (no Porto, em 1850, andavam pelas 127). A mais antiga parece ser a, portuense, Montepio do Senhor Jesus do Bonfim (1808). Mesmo sabendo que o mutualismo cresceu por nichos e por sectores de trabalho (indústria, comércio, oficinas, profissões liberais) não é displicente associar o movimento mutualista ao crescimento industrial e aos problemas laborais (e sindicais), apesar da maioria das associações não terem um cariz de admissão com critérios de consciência política. Paralelamente ao mutualismo cresciam as Misericórdias e os postos de saúde nas Câmaras Municipais, únicas a terem um médico ao serviço do público sem custos para o cidadão. Com o alargar dos "seguros" mutualistas foram sendo construídos muitos hospitais emanados de Ordens religiosas. O movimento civil parecia andar a par do estado e nesse campo, andou bem. Alguns dos hospitais do estado, que hoje ainda existem, descendem dos finais do séc XV, sendo um dos mais antigos o Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, que daria origem ao Hospital de S. José. Entre os mais importantes destacam-se o Hospital de Santo António dos Capuchos, séc XVIII, Hospital de Santo António, no Porto, e Hospital de Coimbra, séc XIX, sem esquecer os hospitais militares, fundados a partir do séc XVI, ou os "hospitais civis" que a I República passou a implementar um pouco por todo o país. A partir dos anos 30 e 40 são construídos os Hospitais-Escola (Porto e Lisboa), inúmeras Maternidades e Centros de Saúde que criam a base dos sistema geral de saúde, – os Serviços Médico-Sociais (SMS), também conhecidos como “postos das caixas" (Previdência). A medicina era o que era (não só em Portugal), a ciência era o que era, a sociedade estava estruturada de acordo com a consciência real e possível para a sua época mas exista (até os anos 50 em que começam a ser criados os "SNS" nos países do norte da Europa) um espírito de altruísmo e de entreajuda que hoje o SNS não consegue abarcar. 
Já se sabe que o "ideal" moderno do indivíduo é querer ser filho do Estado e com isso ter direito a tudo. Quando o "pai" António diz o que diz o que ele quer dizer é que foi o "pai" da lei do proteccionismo socialista de estado, mesmo que o Estado não tenha rendimentos para tantos filhos. Numa coisa eu concordo com o "pai", é necessário um bom SNS para nos tratar do desalento-padecimento provocado pela paternidade que nos governou nos últimos anos.

13 de setembro de 2013

A imagem do regabofe


"Isto é só bocas com fumaça, Bizarro Pizarro! Esconder o símbolo do PS, nestas autárquicas, é que era avisado, ó Manel Pizarro! Se o símbolo do PSD corporiza uma ofensiva austeritária crudelíssima e sem quaisquer precedentes nas nossas vidas, o símbolo do PS é a imagem do regabofe que lhe preparou o caminho, símbolo da sem-vergonha política, do maquiavelismo atoleimado socratista para o qual havia sempre dinheiro. O dinheiro do depois vê-se."

in Palavrosravrvs Rex

Ó Pureza, tanta conspurcação


O cronista José Manuel Pureza atira-se à "moral da direita" e cita o "branqueamento da História", o "descaramento". Pelo meio fala no "colonialismo" como obra da "direita"! Não se perde nada em ler o texto. O que importa é reflectir na moralidade de esquerda, pura, altruísta, dona da moral, do pensamento útil, do progresso. Fica a firme sensação que a esquerda é o único meio onde se movem as pessoas, as políticas, as ideias de bem. Pelo meio da cassete, Pureza não esqueceu o neo-liberalismo (esse liberalismo tão querido da esquerda tardooitocentista) e realçou a direita como agente transformador das "pessoas em objetos de experimentação de receitas ideológicas de redenção social e económica". O que isto me faz lembrar? Ó Pureza, tanta Conspurcação.


(Foto: 23 de Agosto de 1989. Dois milhões de pessoas formam um cordão humano na Lituânia apelando ao fim do regime comunista. Fonte. )

12 de setembro de 2013

Tudo são fases, estados, no percurso escolar de grande parte dos políticos em Portugal


Da Junta para o Governo, das palavras às "acções", dos insultos para a porrada, da honestidade insuspeita até a "adjudicação" em conformidade, do "quero posso e mando" para a "inocência até transitado em julgado", tudo são fases, estados, no percurso escolar de grande parte dos políticos em Portugal. Uns sobem ao pódium pela mão amiga de um político bem colocado outros sobem a escadaria que começa nos arranjinhos dos partidos, passando pelas "assembleias" locais, às regionais, até o risonho lugar de "Adjunto" e tal, "Secretário", quem sabe, um dia, Ministro.
Exercer cargos públicos com funções políticas devia ser palco para os mais íntegros mas nada que abale os badalados por atitudes menos próprias, tudo é permitido até o "Tribunal" dizer o contrário. "Portugal não pode parar".

10 de setembro de 2013

Ou coisa que o valha


O Tribunal Constitucional (TC) votou a favor da lei de ilimitação de mandatos e com isso fez com que o caciquismo se torne, pujantemente, uma tradição, tal como outras tradições no uso dos dinheiros públicos que são a razão principal da nossa dívida pública! De treze juízes votaram sete, ou coisa que o valha. Da forma como este TC vê as leis que são mandadas para o seu palacete, não vale a pena votar leis na Assembleia de República, ou coisa que o valha. Uma coisa é certa, e a mensagem fica, nesta República as "conquistas" são "para sempre". E nesse "sempre" estão todas as contradições e deformações que o tempo demonstra aos homens e às sociedades. O mundo muda mas a Constituição Portuguesa será "sempre" a lei fundamental. Já estamos habituados. Salazar não fez melhor. O ferrolho está montado – a Constituição não permite, até, que os Portugueses possam escolher o regime em que querem viver, ela diz-se para sempre – e neste naco, ou coisa que o valha, não há lugar a "emendas". Que  Cristo nos valha.

9 de setembro de 2013

O "secretário" míope


Não deixa de ser curioso que o "secretário" do Partido Socialista diga que "Portugal “começa a regressar” ao país de “miséria” e de “pobreza” que existia antes do 25 de Abril". Agradeço a honestidade. Hipócrita, contudo, é encetar a frase pondo as culpas, todas, a um governo PSD-CDS! O "secretário" acertou no diagnóstico mas pecou no alcance do período histórico. É um dos muitos casos de miopia política. De facto, o Partido Socialista, pelos anos de pérfida gestão económica, é um dos grandes culpados por este retorno à miséria, à pobreza. Fica bem lavar as mãos antes de comer. O pós-25 de Abril é – exactamente – este estado que o "secretário" vislumbra, mesmo sem querer reconhecer a sua culpa.