22 de setembro de 2013

António José de Brito


Faleceu um dos maiores intelectuais portugueses. Face ao panorama de padronização mental que ceifa Portugal, e de que António José de Brito tanto falava, foi com admiração que vi "desenvolvido" aqui uma referência à sua pessoa, mesmo que tardia e demasiada elementar e, de forma minimalista, noutros orgãos de informação. António José de Brito foi um homem de coragem, toda a sua inteligência era coragem. Independência. Rigoroso, minucioso, científico, uma breve passagem por Ensaios de Filosofia do Direito e outros estudos ou Pensamento Contra-Revolucionário, levam-nos a caminhos "incómodos" e difíceis tão vasta é a referenciação filosófica e tão clara é a projecção das suas questões. Sem rodeios, pleno de humor e ironia, conversar com este professor catedrático (jubilado) era como nadar num mar de cultura, de fácil travessia.
Tive o privilégio de o conhecer pessoalmente e de com ele falar sobre assuntos que hoje em dia são reservados aos clandestinos que não se resignam a ser fanatizados pelo politicamente correctinho das ideologias semi-triunfantes. Respeitava a suas ideias, sem abdicar das minhas diferenças.
A cerimónia fúnebre realiza-se na segunda-feira, dia 23 de Setembro, pelas 15h00, na Igreja das Antas, no Porto.

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