13 de setembro de 2013

Ó Pureza, tanta conspurcação


O cronista José Manuel Pureza atira-se à "moral da direita" e cita o "branqueamento da História", o "descaramento". Pelo meio fala no "colonialismo" como obra da "direita"! Não se perde nada em ler o texto. O que importa é reflectir na moralidade de esquerda, pura, altruísta, dona da moral, do pensamento útil, do progresso. Fica a firme sensação que a esquerda é o único meio onde se movem as pessoas, as políticas, as ideias de bem. Pelo meio da cassete, Pureza não esqueceu o neo-liberalismo (esse liberalismo tão querido da esquerda tardooitocentista) e realçou a direita como agente transformador das "pessoas em objetos de experimentação de receitas ideológicas de redenção social e económica". O que isto me faz lembrar? Ó Pureza, tanta Conspurcação.


(Foto: 23 de Agosto de 1989. Dois milhões de pessoas formam um cordão humano na Lituânia apelando ao fim do regime comunista. Fonte. )

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