10 de setembro de 2013

Ou coisa que o valha


O Tribunal Constitucional (TC) votou a favor da lei de ilimitação de mandatos e com isso fez com que o caciquismo se torne, pujantemente, uma tradição, tal como outras tradições no uso dos dinheiros públicos que são a razão principal da nossa dívida pública! De treze juízes votaram sete, ou coisa que o valha. Da forma como este TC vê as leis que são mandadas para o seu palacete, não vale a pena votar leis na Assembleia de República, ou coisa que o valha. Uma coisa é certa, e a mensagem fica, nesta República as "conquistas" são "para sempre". E nesse "sempre" estão todas as contradições e deformações que o tempo demonstra aos homens e às sociedades. O mundo muda mas a Constituição Portuguesa será "sempre" a lei fundamental. Já estamos habituados. Salazar não fez melhor. O ferrolho está montado – a Constituição não permite, até, que os Portugueses possam escolher o regime em que querem viver, ela diz-se para sempre – e neste naco, ou coisa que o valha, não há lugar a "emendas". Que  Cristo nos valha.

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