30 de outubro de 2013

Não mais do que um PSD e um CDS por apartamento. Nunca menos de dois socialistas por habitação.


Num país onde abortar é apoiado, aplaudido e pago pelos contribuintes, proibir mais de dois cães é imoral. Assim como é imoral proibir o abandono dos ditos cães quando os donos não têm forma de os sustentar ou paciência para os aturar; que os aturem os vizinhos – mesmo que 99% das casas e apartamentos não tenham sido construídos a pensar na forma como albergar animais (insonorização, odorização, circulação de animais nas zonas comuns, logradouros, etc). Eu avançaria com proibições mais consentâneas com a sociedade deste "Portugal não pode parar": não mais do que um PSD e um CDS por apartamento. Nunca menos que dois socialistas por habitação, para não contrariar a Constituição. No caso de haver um comunista no apartamento, no prédio todo ou tinham todos a mesma marca de cão e gato ou então ninguém tinha nada.

26 de outubro de 2013

Tanto masoquista em Portugal



"Somos socialistas, somos inimigos do injusto sistema económico capitalista que explora os mais fracos, com o seu sistema de salários injustos, com a sua desproporcionada avaliação do ser humano de acordo com riqueza e propriedade em vez de responsabilidade e mérito; estamos determinados em destruir este sistema de todas as formas possíveis."

Adolf Hitler, 1 de Maio de 1927


"A bandeira das liberdades democrático-burguesas foi atirada fora. Penso que vós, representantes dos partidos comunistas e democráticos, deveis erguer essa bandeira e levá-la para adiante, se quiserdes agrupar em torno de vós a maioria do povo. Ninguém mais a pode erguer."

Estaline, XIX Congresso do Partido Comunista da União Soviética


"No projecto comunista “não cabe apenas a realização dos seus grandes objectivos, a construção do socialismo e do comunismo”, mas também as “múltiplas causas” como “a defesa dos trabalhadores e do povo, dos seus justos interesses e direitos, contra a ofensiva e prepotência do grande capital”."

Jerónimo de Sousa, Partido Comunista Português, 25 de Outubro de 2013

Não é a teoria é a Prática. Tanto masoquista em Portugal...

* Foto: Hungria, Budapeste. Populares ocupam um tanque soviético durante a breve revolução anti-comunista em Outubro de 1956. Na retaliação foram mortas 26.000 pessoas pelo exército comunista.

24 de outubro de 2013

Uma lição de Respeito e Educação


Dar-se ao Respeito, respeitar, ser respeitado.

O retornado


O retornado-mor de Portugal publicou um livro. Nele fala de "tortura". Que oportuno. Uma semana antes, para aquecer, "publicou" uma entrevista num jornal, fundado por um filho da mãe da direita. Numa verdadeira acepção da palavra, o Retornado-mor (os "retornados" do 25 de Abril nunca o foram, eram, sim, Refugiados) da 3ª República surge nessa entrevista a dizer ao que volta. Exorta o calão, porque lhe dói, como um ressabiado que foi, porque fugiu, porque a fuga foi mais forte que a coragem de assumir os erros. Ainda com medo da verdade, destila o fel que lhe aprova a sua conducta. Não pensem que ele se dirige nos seguintes termos, apenas, aos visados. Ele ira para com todos os que o não veneram, o censuram, todos os que não o percebem, todos os que não esquecem na pele o "êxito" da ignorância irresponsável que conduziu à duplicação do défice do PIB em apenas 5 anos. Somos todos filhos da mãe.


«Esses gajos enganaram-se quando olharam para mim e disseram que era de direita.»
«Uma insinuação dessas ... E assinado JSD, sempre a mesma técnica. Os pulhas!»
«Na televisão insinuou (Santana Lopes) que eu era homossexual, queria que eu dissesse que era, era isso que ele queria. O bandalho!»
«Estamos a falar de pistoleiros. Fui alvo de uma perseguição política e pessoal de uma direita hipócrita.»
«Os filhos da mãe da direita em Portugal...»

21 de outubro de 2013

O "Não Aceitável"

Curioso este relatório censurativo acerca de um dos livros mais ostracizados do pós-25 de Abril, o tal período que se prolonga até hoje neste mar de rosas. Como, bem, dizem os camaradas: Nunca Esquecer.




Acabar de vez com a República e voltar ao plano A


Em Coimbra a renda sobe e a República fecha, os "republicanos" dizem-se coitadinhos porque o património ficou caro de um dia para o o outro e o "é tudo nosso" que o socialismo propalou está a finar. O estado hibernado em que as rendas permaneceram durante décadas, no nosso país, é um dos melhores espelhos da apropriação dos bens privados em detrimento dos "direitos" que a mentalidade marxista prometeu para os republicanos desta república dos cacos. Só tenho pena que a República-mãe não feche de vez e se instale o plano A desta pátria, hoje falida de esperança e de proveitos. O Plano A, original e com provas dadas até o assalto pela escumalha do 5 de Outubro de 1910, é este!

17 de outubro de 2013

Cadernilhos da Casa Amorim de Carvalho


Amanhã, dia 18, pelas 18h00, ocorrerá na FNAC, de Santa Catarina, Porto, o lançamento dos "Cadernilhos da Casa Amorim de Carvalho", cujo tema será "O caso António Sérgio". Uma boa oportunidade para ouvir o diplomata Júlio Amorim de Carvalho, na sua irreverência, cultura e habitual deconstrução dos cânones estabelecidos e considerados beatificados.

16 de outubro de 2013

Deixem lá, por aqui aceita-se o Comunismo



Em Itália andaram histéricos com a ideia de um funeral para um ex-Capitão das SS, no repúdio pelo Nacional Socialismo, por aqui aceita-se o Comunismo, o Partido Comunista, acarinha-se a extrema-esquerda, fazem-se homenagens aos Buiças assassinos de um chefe de estado, desculpam-se, na lavagem histórica, os criminosos da pátria Portuguesa.

15 de outubro de 2013

"Nada mais errado"


A "poetisa" Margarida Botelho canta a marcha da CGTP, do "25 de Abril", dos direitos, e vai tentando rimar com liberdade, igualdade, os "grandes erros" (deste governo, claro). É tudo muito bonito, legítimo, mas não passa de um poema negro, tão negro como a situação. A Margarida parou num tempo antes de ter nascido. A Europa mudou, Portugal mudou, o mundo mudou velozmente nos últimos dez anos. A Constituição de 1976 está desadequada e adaptada ao (antigo) Escudo. A nossa moeda é outra. Já não nos relacionamos da mesma maneira e a forma de trabalho e relacionamento empresarial é assustadoramente diferente dos anos 90. Vivemos, também, uma sobreposição de civilizações (tecnológicas). A natalidade ficou no papel. Os vivos continuam a envelhecer e a fórmula do nosso sistema contributivo, em que os descontos pagam reformas (não "descontos" [tipo PPR] como a esquerda sempre fez questão de proferir e mentir por conveniência), já se afunda em défices e tem um rácio de quase 1,5 para 1! Os poemas agora têm de ser outros. A poesia não me dá de comer. As boas intenções não me pagam as contas. Precisamos de outra prosa, mesmo que dura, mas real, a que nos faça falar e escrever sobre o mundo que aí vem com soluções que resolvam o fim, já iniciado, da actual Segurança Social, feito à medida dos anos 70 mas desajustada para o presente e para os anos futuros, muito próximos. Eu não quero poesias na rua que me levem a uma ditadura social do tipo "se eu não tenho tu também não podes ter", não quero uma poesia que me rape as ambições ou que me roube o fruto do meu esforço, nem pretendo marchar para o autismo do socialismo utópico do dinheiro emprestado, tão pouco quero atravessar pontes para um passado inclinado que nos levou a este fosso. A única poesia que eu quero ler é a rima da discussão que devemos exigir aos que nos governam, mas, discutir uma mudança radical que nos permita ser sustentáveis, enquanto país - independente – e que decidamos se queremos sofrer mas erguermo-nos, pelos nossos, ou se queremos penar pela covardia em aceitar que o tempo foi, vem, e nos obriga a adaptar. Não é um direito, é um Dever.

14 de outubro de 2013

"Desafricanização"


No jornal Público, edição papel, deste passado Domingo, 13 de Outubro, um artigo ocupou, logo nas primeiras páginas, com "destaque", a atenção dos leitores. O título "Os relatórios médicos da Diamang como espelho da "desafricanização"". Fiquei na dúvida ante a cumplicidade entre a escrita de Vanessa Rato e nas citações da historiadora Teresa Mendes Flores, autora do estudo antropológico "História da cultura visual da medicina em Portugal" de onde a jornalista extraiu o título do artigo. Espantada, revoltada com o fascismo dos fascistas colonialistas, a jornalista descreve-nos a ciência da autora que caracteriza o homem português em África como um insano explorador que alimenta o "freak show" colonialista e onde "os negros são diminuidos, a paisagem angolana é extirpada da sua africanidade". Estas e mais estas conclusões:" (é) incontornável constatar a "diabolização e inferiorização do negro". Todos estes diamantes literários foram constatados através da visualização, análise e mergulho nas fotografias técnicas de relatórios internos, numa visão de relatório médico, (da década de 60) da empresa Diamang, que operou em Angola desde 1927 até 1975, pela antropologista Mendes Flores.
Não subtraindo qualquer dote às capacidades de Mendes Flores (que nos é apresentada como uma sumidade na "interpretação visual" – quem me dera ter um frente a frente num seminário qualquer, poderia aprender tanto!), o estudo é mais um obsceno sopro na contínua ventania que detrata e escarra no Portugal anterior ao 25 de Abril (para que este não perca a sua utilidade), fustigando a verdade histórica e apresentando o que mereciam ser Adendas como se fossem páginas ilustres da história sociológica moderna que, ao invés da mera subjectividade, deviam ser escritas com imparcialidade. O temor dos "centros de estudos" em contrariar o bailinho do pensamento carneiro e canhoto é sintomático. A investigadora coloca até uma questão que merecia resposta dos milhares de refugiados que fugiram para Lisboa. Diz a Teresa: (os portugueses foram) Um povo amigo?
Sem querer interferir com o "trabalho" da investigadora eu proporia, apenas, nos casos em que cita sobre a "desafricanização do território" e sobre os "apontamentos evocativos de África - não mais do que uma palmeira, um arbusto local... como se não estivessemos em África, mas numa Europa deslocalizada e só muito vagamente exótica" (sic), eu proporia, dizia, o crucial Dicionário de iconografia portuguesa, Lisboa, Instituto para a Alta Cultura, vol. 1, 1947., apenas como achega para a vasta contribuição de fotógrafos portugueses em África (desde os finais do séc. XIX) e das suas reportagens visuais, e, ainda, para não ser incomodativo, o fantástico catálogo da Exposição-Feira de Angola, 1938, com "interpretação visual" do fotógrafo Firmino Marques da Costa. Deste mesmo autor também podemos ver no Arquivo Fotográfico de Lisboa as suas fotografias (COL FMC) que remetem para a viagem de Américo Tomás a Angola, Cabo Verde e Guiné (1968).  Mas, temo que nem assim a autora consiga ver a paisagem africana e a fusão cultural e social, de muitas gerações, da África Portuguesa.

Fotos: Miguel e Nuno Castelo Branco Graça Ferreira com a Maria, o Bernardo, e o cão Barine. Lourenço Marques, 1964/65 
+ Exposição-Feira de Angola, 1938, fotos de Marques da Costa
 

Nuremberga, saloia


Num acto de auto-liquidação, o inenarrável socialista abriu caminho para o seu próprio julgamento ao declarar que os políticos deviam ser julgados depois de saírem do poder. Não sei o que estaria a pensar mas, a avaliação tem de ser feita a todos os implicados na nossa ruína. Faça-se uma nova Nuremberga, saloia, que os portugueses estão ávidos por descarregar a frustração e o ódio naqueles que sempre trouxeram ao colo. Talvez por isso.

13 de outubro de 2013

Jornalismo etiquetado



O jornal Público desenvolve uma reportagem sobre Rui Moreira e descreve com notório voyeurismo os aspectos pessoais e familiares do visado sem esquecer o essencial preconceito pela linguagem politicamente correcta e as inerentes colagens e etiquetismos bem direccionados. Citações de amigos e colaboradores de campanha compoêm o ramalhete e descrevem a "personalidade" do presidente da Câmara do Porto. Estou certo que ao ler o artigo, Rui Moreira, deve esboçar um sorriso quando Helder Pacheco lhe atribui "um certo pensamento republicano, numa certa tradição liberal de esquerda setembrista e patuleia" (eu nunca vi um elogio tão complexo e reboscado, tão insosso e salgado) e quando, mais à frente, o jornalista exalta-se a baptizá-lo com "uma imagem de portuense e portista culto, engagé, corajoso, informado e, à boa maneira republicana, determinado a bater-se por causas". Mas o que é isso do "pensamento republicano" e "boa maneira republicana", das "causas"? Necessito de fazer um desenho do que foi, de facto, o "pensamento republicano" de 1890 a 1910 (arruaçeiro, conspirador, regicída), de 1910 a 1926 (terrorista, opressivo) e de 1926 a 1974 (ditatorial)? Teria sido fundamental o jornalista ter perguntado ao Rui Moreira o que ele acha do "republicanismo" e se os "republicanos" são os únicos a terem causas porque se bater!

11 de outubro de 2013

Praguentos



Entendo todas as indignações mas não encaro o insulto e a violência verbal e física. Do mesmo modo, não entendo os corajosos que afinal são do "disse não disse". Se dizem, assumem. A mea culpa e mea desculpa apenas ilustra a mea personalidade dos meãos. Não é de agora. Lá longe no tempo em que os homens se faziam com os músculos das pernas e dos braços os praguentos (1) eram muitos e tinham lugar cativo nos poemas populares e nos folhetos de Teatro. Muitos destes personagens (no teatro escrito) tinham como ponto alto a contradição e o desdizer perante a força da espada. A sociedade não mudou, mudou o estilo e a edição/publicação, agora nas redes sociais, mudam-se as denominações – de praguentos a paineleiros, "cronistas", fazedores de "opinião". Talvez seja um tique português pensar mal de tudo precipitando o ódio e a falta de educação à frente da inteligência. Uma coisa é a crítica, mesmo que emocional, outra é a falácia. Como disse, não é de agora. Uma passagem pelas deliciosas peças de teatro de Luís de Camões (porventura, o seu estilo menos conhecido) mostram-nos como se figuravam os personagens e a contextualização social dos finais do séc. XVI; na minha opinião, de uma forma mais genuína do que em Gil Vicente. Na "Comédia d'El-Rei Seleuco" lá diz o Mordomo, ao público na plateia, a modos de apresentação da peça: "Ora quanto à obra, se não parecer bem a todos, o Autor diz que entende dela menos que todos os que lha puderem emendar. Todavia, isto é para praguentos, aos quais diz que responde com um dito de um filósofo que diz: Vós outros estudastes para praguejar e eu para desprezar praguentos."

1) Maldizentes.

10 de outubro de 2013

O Problema


O país está confrontado com um tal problema* que este governo é o menor problema dos que temos para tratar.



* Quem é que disse, lá para as terras de fránça, que as "dívidas" não são para pagar?

Plano Desorientador Municipal


Estive 4 anos à espera que a Câmara do Porto aprovasse algumas alterações ao projecto inicial da minha casa. Não foi por excesso de leis foi por excesso de burocracia. Inconcebível. Depois das obras estarem acabadas esperei 8 meses pela licença de habitabilidade! Mais uma vez a desculpa das leis. Eu sei que não, apenas da parcimónia e do desleixo.  
Esta notícia não augura nada de bom. Promete mais desorientação nos Planos Directores. Querendo dar uma sugestão que a "burocracia" está a acabar e com isso motivar investidores a acelerar projectos imobiliários, ou pequenos proprietários a iniciar obras por conta própria, colocando a fiscalização à posterióri, o governo está a dar um passo atrás naquilo que devia ser o apaziguamento das construções desordenadas. Se por um lado esta iniciativa parece simpática para quem pretende realizar pequenas obras em interiores, antevejo imprudente o fim da proponência prévia de projectos de construção. Por outro, o Plano de Ordenamento do Território (nacional) e os Planos Directores Municipais deviam ser fiscalizados com a mesma intolerância que o Fisco pratica. Não facilitar. Temo que as obras se continuem a arrastar por processos de contra-ordenação, que voltem a surgir os fiscais de envelope na mão, que volte a ter lugar o facilitismo autárquico por mais IMI em detrimento de mais planeamento.

9 de outubro de 2013

Chéchés


Faz hoje 46 anos que foi morto, na Bolívia, um dos meninos revolucionários mais queridos deste mundo, Che Guevara. Médico, revolucionário, dizia-se, foi ministro e presidente do Banco de Cuba, mas a sua maior obra foi a implantação e planeamento dos campos de concentração cubanos, não poupando, deficientes, homossexuais e indigentes (não esquecendo o seu virtuosismo ao inventar um campo de "correcção" para aqueles que não compreendiam a "moral revolucionária"!). Foge João! Um assassino desculpado pela historiografia marxista. Bem teria feito o Hitler em dizer-se revolucionário, hoje seria um herói e os meninos andavam todos com o bigodinho a jeito. Che teve a sorte de não ter judeus entre os subjugados ou se os teve os protectores anti-holocausto não se preocupam a perseguir os guardas desses campos. Fuzilou pessoalmente muitos, mandou fuzilar centenas, tendo até dado entrevistas sobre o facto. Um Senhor. Apesar disso, é um querido da esquerda boa, da boa esquerda, dos comunistas, socialistas e dos distraídos que acham que ele era amigo dos pobres e desprotegidos!! Que o digam os milhares de cubanos perseguidos, os familiares dos Congoleses assassinados pelo ímpeto cubano além fronteiras, que o digam os familiares dos soldados portugueses mortos pelos "ideal" cubano em Angola. Apesar disso, dizia, a sua carantonha ilustra milhões de t-shirts e é, também, um sucesso entre muitos portugueses, que não se coíbem de colocar a estrelinha na bóina, qual Che da sua freguesia. Querem ser Ches não passam de chéchés.

8 de outubro de 2013

Subvivência


Porque o Governo fala a conta-gotas e desintegradamente, as opiniões são muitas mas em concreto serão poucas. As propaladas Pensões de Sobrevivência deviam ser explicadas e criterizadas para que se possa fazer ilação. Todavia, adiantando a justeza do "baptismo" da pensão e esperando que estas sejam atribuídas no caso, flagrante, de (desamparo, doênça, invalidez, viuvez, não acumulação de outras pensões!) , falar de cortes nas ditas pensões é o maior erro moral deste governo. Não estamos a mencionar pensões de desemprego para adultos ou jovens mas, em muitos casos, em situações de incapacidade e solitude. Temo que este seja o último corte para a subvivência, num país que subvive sem dinheiro e esperança, para muitos. Para muitos. Mesmo que o declínio não seja mera culpa dos odiados cortes.

7 de outubro de 2013

Portugal


"Portugal está a 30 anos do seu 900.º aniversário. Em 2043, sopraremos 900 velas. É obra. Na ONU, se os países fossem ordenados por antiguidade, julgo que Portugal (1143) só seria suplantado pelos impérios orientais, que parecem imunes ao tempo, e pela Inglaterra (1066). E, se o critério fosse a imutabilidade das fronteiras, até os chineses teriam de dar prioridade aos portugueses. É obra. É motivo de orgulho. Não, não estou a invocar o lero-lero quinto imperalista da missão universal. Estou apenas a falar da calma serena que nasce da simples constatação: estamos aqui há 900 anos.
Além de motivo de orgulho, os 900 anos são uma campanha de publicidade que se escreve sozinha. Conseguem imaginar o impacto do "the oldest country in the world" no nosso turismo? Eu consigo. Porém, de forma trágica, os portugueses ignoram a proximidade dos seus 900 anos. O país está desligado da sua própria fundação. Portugal foi fundado em 5 de Outubro de 1143. Sim, não me enganei no dia. Portugal foi fundado num 5 de Outubro, o mesmo 5 de Outubro do golpe de estado que implementou um regime anti-democrático e violento vulgarmente conhecido pelo eufemismo I República. Por outras palavras, a glorificação dos revolucionários de 1910 esconde a fundação do país. Portugal fez 870 anos no sábado, mas a elite comemorou 103 anos de um golpe de estado que uma minoria impôs ao país.
O país é anterior às ideologias. O país precede os regimes. Os regimes e as ideologias existem para servirem o país, e não o contrário. Ao celebrar 1910 em vez de 1143, a III República está a dizer que Portugal existe para servir a ideologia da esquerda jacobina. Eis o absurdo que leva as almas sensíveis a rotular de "fascistas" ou "nacionalistas" aqueles que têm orgulho nos (quase) 900 anos do seu país. Mas podem ficar com o rótulo, que eu fico com o orgulho. Um orgulho que será partilhado por todos daqui a 30 anitos." 

Henrique Raposo, Expresso

Já não há respeito por um camarada


O laureado, com justiça, José Luís Peixoto, amigo da esquerda boa, de que fala Louça, foi assaltado e agredido na Guiné - Bissau, "pais" onde os camaradas do PAIGC se andam a matar mutuamente desde 1973 na luta pelo poder (talvez seja o "país" com mais assassinatos de chefes de estado, por década, desde a antiga Roma). A linda Guiné, por onde anda Peixoto, é um "país" amigo de Portugal, muito mais amigo depois do Conselho da Revolução, d'Abril, ter participado no reconhecimento relâmpago da independência da Guiné e mais ainda depois do sr. Mário Soares, nos anos 80, ter anuido a receber o foragido presidente Luís Cabral para um simpático exílio em Portugal; se a memória não me falha, na mesma altura em que são conhecidas e divulgadas valas comuns em várias regiões da Guiné com os corpos apinhados e mutilados de soldados portugueses e de soldados africanos que combateram por Portugal, fuzilados e estropiados por ordens directas do amigo Cabral. Desde o golpe de estado de 2012 que, a Guiné devia parecer calma para este escritor-viajante, adepto da Coreia do Norte, e, talvez por isso, o agredido não tardou a explicar que encara o que lhe aconteceu como um "acto isolado". Temos aqui uma consciente veia diplomática. Ora, é para isto que serve a sociologia politicamente correcta. O problema não é a Guiné-Bissau – fundada no terrorismo étnico e comunista – ser um dos locais mais violentos de África, o problema, então, esteve no desconhecimento da personalidade do assaltado pelos assaltantes, esses iliterados. Já não há respeito por um camarada.


5 de outubro de 2013

5 de Outubro - 5 polícias de intervenção . O dia pôdre da nação





Um "manifestante" anti-governo-mas-pró-fôsgasse-situacionista do regime pôs a mão no carro da "República" e caíram-lhe em cima uma mão de agentes especiais. Coitado. Já nada é como há 105 anos. Os que assassinaram o chefe de estado Carlos de Bragança, em 1908, foram uns heróis, hoje, no orgasmo da República "igualitarista", não se pode nem por a mãozinha, doce e terna, no carrinho do veículo que transporta o representante da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

O dia 5 de Outubro será sempre um dia pôdre. O dia em que a legitimidade da nação portuguesa foi posta em causa por uma escumalha de cidadãos que, embebecidos por uma noção putéfia de "revolução", quiseram acabar com o país público para imporem um país privado (de uns, poucos) acorrentado por uma ideologia anti-natura da génese portuguesa, que sonega e maquilha o passado a bel prazer da revisão histórica, das minorias dominantes.

O dia 5 de Outubro, também, é o "Dia dos Covardes", e distraídos, que se calam perante a ignomínia que nos resvalou até o que somos hoje.

4 de outubro de 2013

Pois não



Um dos socialistas da cúpula veio avisar que o PS ainda não é alternativa "clara" e "imediata". Pois não. Clara nunca foi, antes tentacular, imediata nem pensar. Só um secretário distraído poderia pretender  liderar o aterro que os claros-imediatos ajudaram a criar.