24 de outubro de 2013

O retornado


O retornado-mor de Portugal publicou um livro. Nele fala de "tortura". Que oportuno. Uma semana antes, para aquecer, "publicou" uma entrevista num jornal, fundado por um filho da mãe da direita. Numa verdadeira acepção da palavra, o Retornado-mor (os "retornados" do 25 de Abril nunca o foram, eram, sim, Refugiados) da 3ª República surge nessa entrevista a dizer ao que volta. Exorta o calão, porque lhe dói, como um ressabiado que foi, porque fugiu, porque a fuga foi mais forte que a coragem de assumir os erros. Ainda com medo da verdade, destila o fel que lhe aprova a sua conducta. Não pensem que ele se dirige nos seguintes termos, apenas, aos visados. Ele ira para com todos os que o não veneram, o censuram, todos os que não o percebem, todos os que não esquecem na pele o "êxito" da ignorância irresponsável que conduziu à duplicação do défice do PIB em apenas 5 anos. Somos todos filhos da mãe.


«Esses gajos enganaram-se quando olharam para mim e disseram que era de direita.»
«Uma insinuação dessas ... E assinado JSD, sempre a mesma técnica. Os pulhas!»
«Na televisão insinuou (Santana Lopes) que eu era homossexual, queria que eu dissesse que era, era isso que ele queria. O bandalho!»
«Estamos a falar de pistoleiros. Fui alvo de uma perseguição política e pessoal de uma direita hipócrita.»
«Os filhos da mãe da direita em Portugal...»

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