26 de novembro de 2013

Ai!, que biolência


Por estes dias, desde a "aula" magma, onde falou o sr. Soares, até ontem, onde falaram os srs. Saraiva e Gonçalves, tem-se vivido uma extrema biolência. Não Violência mas uma biolência atendendo à biologia da nossa República. Já todos sabemos que estamos doentes, já todos sabemos que temos defeitos congénitos, também já sabiamos que a idade não perdoa e as memórias passadas assolam como se fosse hoje. Não é mau. É a vida. E a vida-história diz-nos que os portugueses não desejam a violência. A pseudo-revolução de 1910 foi perpretada por uma minoria ressabiada e violenta e se a prostração nacional deixou cair o regime essa lição, de acovardamento, revelou-se a 25 de Novembro de 1975, quando uma vasta franja da sociedade estava consciente que poderia ir para a guerra civil, lutando contra outra minoria ressabiada que pretendia impor uma nova ditadura. Alguns dessa minoria incitam, novamente, à violência tentando com isso mascarar a face. Mas, toda esta biolência pôe a nú a nossa natureza e a nossa tolerância. Os que hoje incitam à violência, "alertando" como um acto a consumar, demonstram os sonhos inacabados que pretendiam ter concretizado. Eles que falem, pode ser que os seus violentos desejos actuem sobre almas adormecidas que vejam nessa purga o gatilho para ajustar contas, óbvias, primeiro com o passado depois com o presente.

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