31 de dezembro de 2013

Sei que encontrarei


Não colecciono os pedaços de tempo que se afiguram por bons ou maus. Não faço selecção dos "melhores momentos". Não uso o novo em prol do velho. Não uso médias para qualificar espaços de vida. Não recorto a minha vida por anos, antes, vejo os anos como mera referência arquivística. 
A alegria e a tristeza são, para mim, uma só matéria construída com 2 lados. Por vezes de um lado só. Mais do que a vivência, o tempo, por si, acalma a dor ou a satisfação e diz-me que tudo vai, independentemente da minha força e da minha razão. Enquanto existo procuro deixar-me ir, nesse tempo, em que estou, que é a mesma brisa dos idos – ou longínquos – tempos que me precederam. A brisa que eu chamo de permanência. E como a sinto quando vejo partirem os que amo, os que ficaram para trás e que, levado por esta brisa, encontrarei mais à frente.

25 de dezembro de 2013

Escarradela



Quando eu vejo os heréticos, os ateus, os agnósticos com a vertigem da "época", os paineleiros desenssabidos do costume, falar do Natal, quando durante o ano só blafesmam, puxo logo do pulmão e mando um bom escarro para a boca dessa gente. O Natal é só um! O do nascimento de Jesus.

21 de dezembro de 2013

Pedir ao Pai Natal


Na senda das prendinhas diz uma notícia que, através dos CTT, foram enviadas 150 000 cartas ao "Pai Natal" e que existe uma equipa equipada de espírito "natalício" para dar resposta aos pedidos. Presumo que nas cartinhas sejam poucos os que se lembrem do menino Jesus ou da família. O que interessa é fomentar nas criançinhas o espírito do velhinho de barbas brancas. Já não é mau. Num país onde os idosos são tão esquecidos, e abandonados, ao menos que haja um que seja tão lembrado e desejado. Para ser chulado, tá claro!



Foto tirada daqui.

19 de dezembro de 2013

Mudar de "frequência"


Os sindicalistas-braços-armados são como os incendiários. Lançam fogo, atiçam o lume, provocam labaredas nas mentes da turba distraída ou aflita e colam-se em frente à televisão para ver os resultados. No meio da agitação movem-se os agitadores e os agitados, influenciados pela situação; porventura, serão estes os que têm razão de protestar mas, as companhias não ajudam. Quando eu vejo as televisões histéricas a fazer reportagens ultra-dramáticas por causa de uma dúzia de agitadores tele-comandados, mudo de "frequência".

18 de dezembro de 2013

Dâ-se, Dâ-se, ... Dâ-se


Certa prole da esquerda, sempre a dizer mal mas sem construir uma ideia exequível – em "democracia" –  que não leve à bancaesfrangalhada, está a convergir no palco a pedir pão para a, sua, boca/"missão". Os argumentos deste filme são a ininterrupta cassete dos camaradas sobre os direitos adquiridos, inadaptada à realidade económica e produtiva do país, apenas adaptada à ideologia das nacionalizações e extremismos. Os actores são os mesmos e os sósias destes. A película estreia para o ano e requer óculos 3D: Dâ-se, Dâ-se, ... Dâ-se.

17 de dezembro de 2013

O facciosismo em todo o seu esplendor


Um jogador croata gritou num estádio umas palavras conotadas, outrora, por movimentos nazis. Este jogador é jovem, corajoso, mas imprudente. Devia saber que nesta "Europa" formatada, imbecilizada, traumatizada, comprometida, facciosamente tolerante, só se pode, e deve, erguer-se a mão ao alto pelo comunismo! Se ele tivesse gritado que era Comunista em vez de 10 jogos de castigo tinha sido convidado para embaixador do "Respect" (trad. respeitinho) instituído!

16 de dezembro de 2013

Gajos fedorentos


Sem humor, sem "fibra", sem imaginação, sem profissionalismo, uns gajos fedorentos seguem na linha de outros gajos para quem a violência física é a solução. Não é. O humor não justifica tudo e se justifica já não é humor. Já fede.

13 de dezembro de 2013

O traque do "natal" materialista




Este ano não é excepção e as perguntinhas sobre o "natal" correm como sempre para a mesma tecla: "Quanto pensa gastar este Natal"? Medir o sentimento e expressão natalícia pelo número de euros que gasta nesta "época" é o mesmo que medir a qualidade de um jantar pelo número de "traques" que se der a seguir. E é mesmo isso que eu penso do materialismo – ateu, que invadiu o Natal católico –  como meio de transmissão de amor e felicidade: um grande "traque".

A postura diz tudo.


O que é que uns amigos fazem quando vão a um estádio ver um jogo? Tiram uma fotografia juntos! O que é que uns amigos fazem num estádio no intervalo de um jogo? Procuram descontrair da tensão, ou monotonia, do jogo! O que fazem ministros e chefes de estado lavados em lágrimas um dia antes, por Mandela, no estádio onde ocorrem as "cerimónias"? Tiram fotografias juntos e procuram divertir-se....

A postura diz tudo.


10 de dezembro de 2013

Frederik Willem de Klerk


Frederik Willem de Klerk ainda está vivo mas para a grande imprensa já foi enterrado há muito. Se hoje é justo prestar tributo a Nelson Mandela, como símbolo de pacificação, mais do que como político, este nada poderia ter feito sem o gesto inteligente e agregador de Klerk. Foi este, que libertou Mandela, abriu o seu consulado ao diálogo, terminou com o apartheid, convocou eleições, aceitou ser vice-presidente de Mandela durante o mandato de transição. Dividiu um Prémio Nobel com Mandela. Afastou-se da política sem mordomias. Um homem de gestos notáveis relegado para o seu tempo. O tempo que fez emergir o "gigante da história"*.

* Por cada dia que passa os jornais, paineleiros e opinistas parecem competir pelo melhor epíteto e adjectivo sobre Mandela. Contudo, está-me a parecer que a multidão adoradora está a tornar Mandela na figura que ele nunca procurou ser em vida.

6 de dezembro de 2013

Notícia e crónica - SAR, Dom Duarte nos "Serões da Bonjóia", no Porto



Notícia:

Sobre o tema "A Importância da Herança Cultural Portuguesa no Mundo" o "Serão da Bonjóia" aguardava SAR, Dom Duarte. Antes das 21h00 a sala/auditório da Casa de Bonjóia, tinha os 150  lugares todos ocupados. Foi necessário ocupar uma ala lateral da sala para colocar mais três dezenas cadeiras que não chegaram para todos os interessados. Pela hora marcada chegou o Presidente da Câmara do Porto que horas antes havia oferecido um jantar a SAR na Casa do Roseiral (reservada para cerimónias oficiais da Câmara Municipal do Porto) acolhendo, com dignidade, a presença de Dom Duarte na cidade. Logo após, já na presença do conferencista, o eloquente, Professor Mota Cardoso, da administração da Fundação Porto Social, fazia as apresentações. A hora seguinte foi marcada por uma palestra fluente onde a história de Portugal foi relembrada e sobreposta a outras estórias, vivências, culturas, numa viagem pela Lusofonia, pela nossa Diplomacia dos últimos 500 anos entre Américas, África e Ásia, pela relação afectiva do nosso país com outros povos, sem nunca esquecer a situação actual em que vivemos. Muito bem disposto e à vontade, Dom Duarte teceu também comentários sobre o regime, a monarquia e aquilo que diz ser "a má preparação das pessoas que nos têm governado", num tom mais acutilante do que aquele em que costuma surgir. Mais de uma hora depois e após algumas perguntas, com reincidentes e animadas gargalhadas da plateia, o Serão terminava com a particular referência de ter sido o mais concorrido dos últimos, quase, 14 anos! O Porto está de parabéns.

Crónica:

Numa época em que os portugueses são maltratados com o vómito dos programas televisivos, telejornais facciosos e onde os jornais resvalam para o sensacionalismo ideológico da política-vs-crime-vs-coscuvelhice, a mais concorrida tertúlia dos "Serões da Bonjóia", no Porto – que detém o record, invejável, de mais de 13 anos de tertúlias culturais, semana após semana (todas as quintas feiras!) – não teve a honra da visita de nenhum jornalista, rádio, tv-disco ou estação de televisão!  Durante a palestra, ouvi Dom Duarte falar como (por culpa minha, seguramente) nunca o tinha ouvido. Porque razão a imprensa, de uma forma lata, faz uma mediação censurativa e omissa dos temas que exaltam do monarquismo? Bem, é indiferente. Ontem, enquanto escutava SAR, Dom Duarte, e pela sua voz senti entoar Portugal, eu não me senti viver neste regime que amordaça, coage, que divide, que inibe, onde a parte é tomada pelo todo, eu senti-me Livre.



4 de dezembro de 2013

A Herança Cultural Portuguesa no Mundo, por Dom Duarte


Sobre este tema apraz-me registar a vinda ao Porto, amanhã, dia 5, pelas 21h15, do Senhor Dom Duarte que falará sobre a Diáspora como ela pode ser entendida. Numa semana em que tanto se discute a imigração como uma "falha" do sistema que tudo devia pagar e sustentar aguardo para ouvir uma opinião serena e equilibrada sobre os portugueses no mundo, desde os últimos séculos.

2 de dezembro de 2013

Dizer o que toda a gente vê



Alberto Gonçalves, matosinhense, meu colega de escola secundária, não tem papas na língua e diz tudo aquilo que toda a gente vê mas não assume. A bandeira que dizem portuguesa não representa o país mas a República. Alterada em 1910, com as cores da carbonária terrorista – duas listas cruzadas de verde e vermelho – e do partido republicano de Lisboa e do Porto, verde e vermelho, o trapo não possui a beleza heráldica, a história e o alcance psicológico do eterno azul e branco Português. A nossa decadência começou com o ultraje às seculares cores identitárias que nos edificaram.