8 de dezembro de 2014

Pôdre paternidade


O pai da "democracia", o pai da "descolonização possível" (com o seu legado de mortes e guerras civís – cujo exercício foi sendo lavado da opinião pública pelos lacaios opinadores), a ser o pai da luta pela "liberdade" é, também, sem dúvida, o pai deste regime corrupto, do descrédito pela política, o pai da falência ética da cidadania voluntária, o pai das falências do estado e da promiscuidade da justiça. Não se pode estar de parabéns por tão pôdre paternidade.

5 de dezembro de 2014

Almoçarada


Parece que se aproxima aí mais uma data festiva, para alguns. Falo do dia 7 de Dezembro*, dia em que nasceu um dos maiores traidores de Portugal. O povo bate palmas, os jornalecos escreverão mais uma pastilha para enaltecer a diarreia, a lavagem da consciência continuará até ao finar do dito. Fala-se apenas em 300 convidados. Onde está o resto? Estarão todos enjaulados?

*Havia dito 14 Dez, a confiar num "orgão" de comunicação que deve ter tanto interesse no sujeito como eu.

Na República do "ninguém tem culpa de nada"


Sá Carneiro, 4 de Dezembro de 1980

2 de dezembro de 2014

Última hora!



Barack Obama visita Zé Sócrates em Évora. Membros do partido socialista ficaram incomodados com esta visita surpresa pois Obama passou à frente de todos os ilustres na fila de espera para a santa visita. Outro dos visitantes foi Almeida tantos e disse acreditar na "sua" inocência. Tantos!

27 de novembro de 2014

Na república das "imputações absurdas, injustas e infundamentadas"

Vou copiar o cabeçalho da notícia:

"Funcionários que devolveram 4.407 euros homenageados 

Os três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que recentemente encontraram um envelope com 4.407 euros no lixo e devolveram-no, receberam esta quinta-feira um voto de louvor da autarquia poveira."



...está, assim, visto que neste país vagueiam apenas malandros e injustiçados. Como é possível dar-se um prémio por um comportamento honesto?

SANTUÁRIO de Évora



25 de novembro de 2014

"Operação Marquês"


Presumo que o processo, da prisão do Zé, se chama "Operação Marquês" por causa do motorista...!

Comunicação parcial


Ontem à noite na SIC notícias um triângulo composto por Pacheco Pereira, Miguel Sousa Tavares e Clara Ferreira Alves debatiam o momento. Palavras mansas e muitas "palavras amigas". A pouco Clara esganiçava-se a dizer que era uma vergonha o que a comunicação social estava a fazer ao Sócrates, que iam destruir o seu carácter! Up's, olha de quem vem o espasmo, logo da pouco Clara que também faz parte da comunicação parcial através do programa semanal, o "Eixo do Mal", onde se coloca em bicos de pés e destrói, sem parcimónia, o carácter de todos quanto não lhe são íntimos. Que o diga Paulo Portas que anda desde há um ano a ser julgado pela pouco Clara.

Adenda: o sr. Soares já veio indignar-se com o "estado" da justiça e avisar que aquilo que estão a fazer ao Zé "não pode passar em vão"! Eu estou mais preocupado em saber se, de facto, o que Sócrates possa ter feito vai passar em vão!

24 de novembro de 2014

25 da corrupção


O advogado que vai defender o Zé defendeu 2 arguidos do grupo terrorista FP25, os quais acabaram todos "perdoados" pelo soba Soares. O Zé não podia ter escolhido melhor, dizem. Quem defendeu terroristas bem pode com a defesa de um suposto corrupto.

23 de novembro de 2014

Silêncio e balbúcio


"Ouço" muito silêncio da parte das bancadas partidárias. Todos apelam à contenção nas palavras no que toca à detenção do Zé. Pudera. Temos um juiz que, se deixarem, deve ter agenda para muitos anos....

Nas mesas arredondadas e bloggosfera, senhoras e senhores respeitáveis põem em causa a oportunidade da detenção do Zé, logo no dia em que o seu antigo braço direito vai ser Secretário Xuxa. Concerteza os politólogos e paineleiros de serviço achavam que, a haver tal infâmia, esta devia ter acontecido num dia em que o calendário não se sobrepusesse a nenhum dia ocupado com um affaire político.

As suposições ante a manipulação política da Justiça, digo, dos políticos sobre a magistratura, tem obra a considerar em Portugal. Se a suspeição é forte então que se deslinde com força a começar por esventrar a relação da Maçonaria com os dois pólos em causa.

O pai da "descolonização possível" ainda não foi entrevistado sobre a detenção do seu amigo?

19 de novembro de 2014

Eu mesmo, enfim


Perdi a minha mãe aos 24 anos de idade, aos 37, depois de desbravar e cuidar do reportório que nos deixou, editei o primeiro livro de poesias escritas por ela. 
Neste tempo de paleio inócuo, tendencioso e penoso com que nos brindam as editoras e os "orgãos" de informação só me apetece folhear poesia.

"Um dia eu quis desabafar...
E fiz assim...
Pintei um lindo rosto de mulher
E sentei-a num banco de jardim!...
Depois, dei-lhe a expressão de toda a dor,
Que então sentia eu, dentro de mim!...
Sentei-me, num banco em frente a ela!
E aos poucos, descrevendo essa aguarela...
Estava-me a descrever, eu mesma, enfim!..."



Maria Amélia Camossa Saldanha Amorim de Carvalho Borges
c. 1980

In Poesia Escondida, Ed. autor. Porto, 2002

14 de novembro de 2014

Conversa no cabeleireiro


Há uns dias, sentado na cadeira do cabeleireiro para dar um jeito ao meu cabelo,  dei comigo a ouvir silenciosamente o discurso que por aí vai na rua: a corrupção, os políticos, os corruptos, o mal do país, a legionella. Calado, mexia a cabeça afirmativamente perante o avanço da raiva do jovem, mas competentíssimo, profissional. Não há como não concordar. Por cada tapete que se levanta a porcaria aparece. Quase à beira da tesourada final o cabeleireiro diz isto (à letra): ... e depois até já acho que mais valia termos um Rei, se é para alimentar alguém que seja uma só família, às claras, é preferível que alimentar estes centos de mamões...!! – Pensa muito bem – disse eu – não resolve tudo mas já é um começo da limpeza que é necessário fazer. Limpar e polir.

26 de outubro de 2014

Da Manuela Reis a Miguel Castelo Branco


Agora, enquanto trabalho, abeiro-me de um livro cuja "lombada" me soa essencial para este entardecer. Revejo a carinhosa dedicatória ofertiva do meu amigo João Teixeira Lopes (de 1993) e fico-me pela abertura da autora Manuela Reis ("Palavras Metade", Ed. autor, Tipografia Carvalhido, Porto 1993). " Abeira-te das palavras com cuidado, escolhe-as no limite do silêncio – só aquelas que possuam a sabedoria de despertar vozes, selar pactos. Usa-as como se delas dependesse a tua vida, a dos outros, a humanidade inteira". Muito em tão poucas letras. 
 
É, também, tal qual poesia, que sigo a escrita de Miguel Castelo Branco; tão colocada no campo dos afectos como na esfera da ciência histórica, remissiva. Não conheço muitos investigadores que conjugem a capacidade de ensinar/ensaiar articulando ciência, ensaísmo, ironia, metaforismo, coragem, poesia, personalidade, independência – avessa ao pensamento escravo situacionista – no que eu desenharia como franco Conhecimento. Obrigado Miguel.

"Horizontalização"


"(...) Já não há qualquer diferença entre o arrumador de cinema e o ministro, pois qualquer ministro é hoje, sem tirar, igual a qualquer arrumador de cinema. A horizontalização provocou, sem mais, a morte das letras e das artes, o crepúsculo do pensamento e o embotamento da inteligência."

Miguel Castelo Branco

16 de outubro de 2014

Um homem com H grande


Uma deputadeca do BE pediu esclarecimentos ao Ministro da Defesa sobre uma efeméride que se passou hoje e que consistiu no largar das cinzas de Alpoim Calvão ao (seu) mar. A fulana está boquiaberta pois como se pode homenagear "uma figura cujos contornos políticos são tão controversos e divisores na sociedade portuguesa?" Divisores, não, digo eu, unificadores para os que acreditam em Portugal! Da Marinha saiu uma resposta que me faz sentir, ainda que subtilmente, com esperança num futuro feito de Homens e valores: "Às críticas à utilização de meios públicos, a Marinha respondeu esta manhã com um comunicado em que “reafirma todo o seu empenho” na distinção ao antigo comandante e lhe tece rasgados elogios, classificando-o como um “líder nato, um patriota”, um “homem com H grande” que no campo de batalha “era respeitado pelos seus homens e muito mais pelo inimigo”."

5 de outubro de 2014

Do 5 de Outubro de 1910


Do 5 de Outubro de 1143



Com satisfação, sem admiração, constactei que para a imprensa escrita o dia de hoje é um dia como outro qualquer ou não fosse o dia 5 de Outubro. Mas de facto não é. Hoje comemoram-se 871 anos sobre a nossa nacionalidade. Somos, do ponto de vista formal, um dos países mais antigos do mundo. Sobre esta efeméride nada nas capas dos jornais. Por outro lado, também, nada sobre o outro 5 de Outubro, o da revolução carbonária e terrorista, que pela violência destronou a Monarquia constitucional e com a violência manteve a República. Bem sei que durante o dia de hoje lá estarão as televisões a dar mais um tempo de antena ao sr Presidente da coisa e ao sr. presidente da câmara que agora dizem nos vai guiar com a sua Cruz de Lorena pelo caminho da salvação socialista. A pretexto da revolução terrorista, ida há 104 anos, lá estarão a defender os valores – € – e a ética republicana. Ao contrário destas formalidades, ontem, juntaram-se no Largo de Camões, em Lisboa, numerosas pessoas e lançaram-se 871 balões azuis e brancos, as eternas cores deste país. Podem não escrever a notícia nos jornais, podem omitir e sonegar, mas esta manifestação é mais válida, expressiva e contagiante que qualquer ajuntamento oficial em prol da farsa do regime.

(fotos: Ephemera)

4 de outubro de 2014

Alpoim Calvão


Esperei por estes dias para ver se alguém levantava a voz na Assembleia da República sobre o falecimento de Alpoim Calvão. Silêncio. Ao invés, anda tudo tolhido com uma "exposição" execrável de bustos de antigos presidentes da Poucopública. Os heróis, também, meus Heróis, vão morrendo e o palco natural para recitar a suas memórias seriam as "instituições nacionais". Mas, nem uma palavra deve ser dita que contrarie a "história oficial" sobre os últimos 40 anos e falar sobre Alpoim Calvão é falar sobre um Portugal que não cabe nem deve ser citado no discurso complexado, esgotado e domesticador da actual realidade.
Após o Abril de 1974 várias vezes ouvi em casa "valha-nos o Alpoim".
A III República não o mereceu. Alpoim não merecia esta República. Ninguém pode respeitar um país que não exalta os bravos que deram o peito à morte pelo seus.

2 de outubro de 2014

Xuxas


O Gandhi de Lisboa ganhou as "primárias". Os xuxas de sempre, do xuxialismo de sempre, sentam-se à mesa para preparar o repasto de 2015. Quem não se sentar com o Gandhi não xuxa.


27 de setembro de 2014

Livros de cabeçeira



Desde muito novo sinto que um homem, à medida que vai crescendo, deve colocar as suas maiores referências, se editáveis, na sua "mesinha de cabeçeira". De igual modo, os livros que nos fazem não o são pela quantidade; assim, não preciso de ter mais do que 10. Alguns permanentes, outros vão e regressam. Um deles, que considero um dos livros de cabeceira obrigatório para todos os que se dizem Portugueses e pretendem perceber como a coisa funciona nesta República, é este livrinho intitulado "Banditismo Político". Portugal pós-1910 cabe todo nas primeiras páginas porque desde que a "festa" começou que já se sabia como isto ia abadalhocar. Livro raro, impresso clandestinamente em Madrid devido à liberdade de imprensa saída de 1910, é um poderoso manual para os que querem ter junto à sua cama matérias de veracidade.

Portugal, 1910-2014


22 de setembro de 2014

Estão os neo-comunistas a regressar às ruas?


Um artigo de espantar espanta-se com (o regresso! de) neo-nazis nas "ruas"! Porque não saiu um título jornalístico similar nas várias homilías em frente à Assembleia da República com pedras e garrafinhas, com petróleo, contra a polícia? Os neo-comunistas têm mais direito a andar nas "ruas" que outros congéneres? E os neo-"jovens"-da-linha-de-sintra movimentam-se isentos de ideologia?

19 de setembro de 2014

55,3%


Não interessam os números quando uma nação (união) é feita de múltiplas diferenças! Até pela pouquíssima abstenção, a "escassa" maioria tornou-se uma enorme victória sobre a pretensa "gigante" minoria!

Hurra for Union Jack

12 de setembro de 2014

Nunca compreenderá


O bardo d'Abril não aceita que um tenente-coronel, na reserva, tenha escrito que o dito cometeu "traição à pátria, tendo-o levado a "julgamento"! Agora, o tribunal absolveu o arguido com este a reiterar "em julgamento a tese que Manuel Alegre cometeu, aos microfones da rádio Voz da Liberdade, em Argel, traição à pátria, ao incitar os militares portugueses a desertar, ao conviver com os líderes dos movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné e ao ajudá-los na guerrilha contra as tropas portuguesas". Alegre, não contente, vai prosseguir em novo recurso, da decisão, tendo-se mostrado algo surpreendido. É o que dá a noção de "liberdade de expressão", assim como o da noção de "liberdade de acção"! Alegre nunca compreenderá o que significa "traição à pátria". Para isso teria de ter noção de Pátria. Nem (e) tudo a revolução levou; à época dos factos, Alegre comprometeu o futuro dos luso-africanos das províncias ultramarinas, dos indígenas e da transparente passagem de testemunho aos povos nativos. Esteve ao lado das guerrilhas comunistas, que viriam a últimar uma guerra genocída de décadas, e dos hipócritas que queriam instalar uma ditadura comunista em Portugal lavando as mãos, com eles, na, posterior e conveniente, fétida desculpa da construção da "liberdade" (d'Abril).

8 de setembro de 2014

Quando te olhas ti próprio de fora


Vi um excertozinho da entrevista de Cristiano Ronaldo a Judite de Sousa. A metodologia encena uma gravação tipo alguém muito importante. O local, a casa de Cristiano. Na mesa de "centro" da sala duas publicações literárias, decoravam. Um volumoso álbum de Louis Vuitton e outro Channel. Ponto. As perguntas não páram. Judite trata por tu, qual, de igual para igual, Cristiano por você. A determinado ponto deparo-me e compreendo o nível da entrevista. Diz Judite: "quando te olhas ti próprio de fora"... É tudo demais para mim...

7 de setembro de 2014

A história deve ser desenhada e reescrita de acordo com a propaganda situacionista


Sobre a supressão dos, desleixados, brasões das nossas antigas províncias ultramarinas, que a língua esquerdóide passou a apelidar de colónias a partir de certa altura, o supra-historiador com nome de flôr, Fernando Rosas, diz não fazer "nenhum sentido preservar [os oito brasões coloniais], a não ser por propósitos ideológicos passadistas. Para este dirigente extremista, contradizendo-se,  a preservação do património deve ser orientada por motivos ideológicos mas apenas pelos motivos ideológicos "certos", de acordo com o que vem sendo desenhado pela orientação pseudo-revolucionária do Portugal moderno. A história deve ser desenhada e reescrita de acordo com a propaganda situacionista e qualquer outro argumento, válido, é reaccionário ao andamento dos amanhãs cantantes. Dito isto, pelo Rosas, o passadismo deve ser avaliado nas nossas vidas, tudo o que é antigo deve ser abandonado, sonegado, desencorajado, com a excepção do património erigido pela acção comunista-marxista-leninista-estalinista, abrilista e da jarreta esquerda "moderna".

30 de agosto de 2014

Quando descurar/destruir o nosso passado é vangloriar o nosso presente


Uma estátua pública é património, de todos. Destruir, desleixar, desconstruir o património, sejam edifícios, estátuas ou jardins, sobre pretextos ideológicos, demonstra o estado moral de um país ou dos seus personagens. Nesta República, cuja propaganda oficial manda-nos pensar que o país só tem 104 anos, sendo destes, 40 maus e todos os outros bons, tudo o que remeta para o passado não autorizado pela ideologia abrilista, dominante, não faz falta. Vandalizar a estátua de D. Afonso Henriques é um acto com leituras, é vangloriar a mediocridade a que as gerações (jovem, com 26 anos?) despreocupadas dos seus símbolos estão votadas. Votadas. Pois os recentes exemplos nacionais foram eleitos...

Pacotes de Verdade



Uma "investigadora" propôe num congresso sobre "África" a criação de "comissões de verdade" para "abordar" a questão colonial. Estou a vibrar!! Agora sim, já posso dormir descansado! Sei que ela virá ao de cima e já podemos levantar a cabeça e pensar no próximo jogo. Citam-se neste artigo algumas palavras da "investigadora" que nos permitem, desde já, induzir no que serão as conclusões da verdade de tais comissões: "a relação colonial, que foi um momento de violência brutal". A descolonização possível vai ser desculpabilizada, os "retornados" irão ser re-catalogados novamente, os descendentes dos colonizadores irão ser apontados, ao invés, os terroristas indígenas que continuaram a infligir a guerra e a morte após a nossa fuga irão ter páginas-duplas nos próximos livros desta sociologia complexada. Não criem comissões, criem pacotes de Verdades. Poderão vendê-los a retalho, por atacado ou por grosso. Nesta abastardada República não faltarão clientes ávidos da verdade de pacotilha.

Na foto: Soldados portugueses durante a guerra da Guiné; grupo "Os Vingadores", comandos, de Marcelino da Mata

27 de agosto de 2014

Resumindo e concluindo


Na imprensa nacional ouço muita tosse para o lado e um "foge para que te quero" no que respeita aos assuntos do "Estado Islâmico". Este "Estado", recém-criado, está a ser financiado com os donativos de milhões de dólares destinados à primavera Síria e Líbia. As armas ligeiras e pesadas que aparecem nas fotografias dos, outrora, "rebeldes pela liberdade" são armamento americano (incluindo rockets de curto alcance), inglês e francês e demais subsídios para o derrube das tiranias médio-asiáticas! Resumindo e concluindo: o "Estado Islâmico" foi fundado por gente que fez guerrilha terrorista na Líbia, na Síria e no Iraque, apoderando-se dos apoios dos infiéis amigos proclamando, por estes dias, guerra contra o "benfeitor" mundo ocidental. Não são burros os jihadistas. O que me faz comichão é a prosa libertária dos nossos jornalistas não comentar o caso com imparcialidade. É como o caso, há um ano, do atentado contra uma escola judaica em França e que tão apressadamente  levou o líder judaico e o líder muçulmano da capital francesa a darem as mão contra o cruel e provável extremista-de-direita, disse logo a imprensa de cá e lá, e vai-se a ver era um muçulmano. Calou-se a imprensa na altura como se cala agora no resumo daquilo que foram as campanhas primavrís, tão acarinhadas pela nossa esquerda e tão alvo de elogios pelos indignados deste quintal.

26 de agosto de 2014

24 de agosto de 2014

A imbecilidade com esta sua nova roupa


Alexandra escreve sobre o fascismo! Escreve para nos dar o termo como uma "decapitação" final, lá para o fim de um artigo, pueril e copy paste, sem sombra de personalidade. Compara o "Estado Islâmico" (patrocinado militarmente – na guerra da Síria e Líbia – pelos "ocidentais" e pela esquerda que espuma com as Primaveras) com o Fascismo! Mas fascismo porquê? Não explica, muito menos se sustêm no porquê de não ser Comunismo. Então Alexandra? Qual Fascismo enumera? O italiano, de Mussolini ou o "outro", o "faxismo" que dizem ter comido portugal e que nada deixou? Alexandra, houvesse hoje um qualquer Salazar como o – Seu primavril – Al-Baghdadi e a sua cabeça nem teria tempo para o devaneio que professa.


14 de agosto de 2014

Pés chatos


O nobelizado Obama tem encetado uma "caminhada" de paz e prosperidade para os seus e os outros. Fruto da sua energia não poupa descanso aos seus pézinhos. É vê-lo a içá-los em qualquer situação a que se aviste uma cadeira, um cadeirão (melhor ainda se tiver manchettes), uma mesinha, uma chaise-longue, um canapé, um chauffeuse e porque não num cabinet, numa chest of drawers ou num chiffonier, visto também o fazer na secretária de todas as secretárias, a multi-filmadíssima secretária presidencial da sala oval. Esta habilidade de colocar os seus pés/sapatos é um devir da sua educação e à-vontade mas também pode residir num escondido problema de pés chatos! No fundo, ele é um homem relaxado e não se desfaz se os seus dotes forem visionados pelo globo, talvez até pense que faz parte da etiqueta formal deste, seu, novo mundo. Eu, como sou malcriado, ante tal presidente, se o visse fazer isso na minha casa teria de dizer tire daí os pézinhos... (e talvez me saísse um vá pisar o que quiser para o Iraque ou para as suas Primaveras...).

12 de agosto de 2014

De putada


Uma deputada do PS exibe-se na praia, brinca na areia e publica para freguês ver! Qual busto da "República" esta mulher quer ser uma esfinge do regime.

4 de agosto de 2014

No deparar


No final de uns dias de descanso, arremetido ao isolamento das "notícias" e "épocas" de incêndios, politiquices/patranhices e opiniões oficiais, o meu retorno a casa foi acelerado pelo falecimento inesperado do meu pai. O deparar com a morte dos nossos não carece de palavras bem vindas, de "conforto" ou palavras fortes. Sobre a morte, nossa, devemos ouvir o silêncio.


17 de julho de 2014

Muito medo


Ontem, num jantar de amigos, conversa puxa conversa e o BES entrou na ementa. Nada percebo de engenharias financeiras mas não fiquei indiferente aos avisos de certos amigos avisados sobre o visado na conversa. De um momento para o outro o "sal" tornou-se demasiado para as minhas tensões. Ricardo Salgado passou de modelo a pilantra e os adjectivos não pouparam a nova reputação do banqueiro. Bem me lembro, há bem pouco tempo, do alegado esquecimento de Salgado em não ter declarado ao fisco umas "entradas" de dinheiro, na ordem dos milhões. Tivesse-me eu esquecido e a minha caixa de correio transbordaria de citações e penhoras. Mas, a história de Salgado não se fica pelos assuntos financeiros. A sua ligação a José Sócrates dá que pensar. Um como o outro são homens de ferro e não vacilam à banca-rota e ao arrastão consequente. Eu, pela minha parte, tenho medo. Muito medo.

10 de julho de 2014

Obrigado, 25


Nados, mortos, somos uma tese de estatística, entre o deve e o haver!! A haver alguma coisa, digo, obrigado, 25!

7 de julho de 2014

Centenas de "intelectuais" unem-se em manifesto de apoio ao que lhes pode gerar o apoio a Costa


Centenas de "intelectuais" unem-se em manifesto de apoio ao que lhes pode gerar o apoio a Costa! E na muda da estação, as cega-regas já se mexem, levantam o braçinho e dizem, eu estou aqui!

2 de julho de 2014

E vivam os "princípios Republicanos"


Sarkozy disse, a propósito da sua detenção para averiguações sobre presumíveis crimes, que nunca cometeu "um acto contrário aos princípios republicanos". Pois não. Não mentiu. Ao invés, os republicanos agem, sempre, tal como ele, Giscard, Chirac, Mitterrand (por cá, nem vale a pena citar nomes), de acordo com os "princípios Republicanos"!

Sophia sempre, panteão nunca


Sophia de Mello Breyner Andresen vai ser deposta no panteão de Salazar! A sua índole, carisma e poesia é maior do que a noção de panteão, principalmente este que alberga Aquilino, um covarde militante do Regicídio. É público que Sophia e o seu marido, Francisco Sousa Tavares, chegaram a abandonar uma cerimónia na Sociedade Portuguesa de Autores por não pretenderem permanecer no mesmo local que o bombista Aquilino, tão querido para a República. Não tarda terá ao seu lado o Eusébio. Se eu fosse descendente da poetisa nunca permitiria tal morada. Sinais dos tempos e da adaptação ao murmúrio dominante.

27 de junho de 2014

O patriotismo foleiro e manipulado, provocado pelo futebol, entrou de férias



O patriotismo foleiro e manipulado, provocado pelo futebol, entrou de férias. Até ao próximo jogo de apuramento para o "Euro 2016" os portugueses não vão baixar os braços, nem o trapo verde-tinto, e vão exigir de si tanto quanto exigem pela "selecção"!!!!

23 de junho de 2014

O dito "Constitucional" é um Espelho do nosso país


"O tribunal (constitucional), ao zelar – e bem – pelo cumprimento da Lei Fundamental, zela, do mesmo passo, pela conservação de toda a "tralha" socialista que nela se contém e que, como escreveu Henrique Raposo, impede a Direita de governar, como tem demonstrado a experiência em curso." Maria de Fátima Bonifácio escreveu isto e escreveu bem. O teor do seu texto é meigo face à situação. Mais do que um Tribunal o dito "Constitucional" é um Espelho do nosso país. Atrasado, no tempo, arredado da práxis, actual, reaccionário e avesso à mudança, autista face à conjuntura, exige que a realidade se adapte ao texto e não o texto à realidade. Por outro lado, para os pais dos "direitos" estes existem intocáveis porque feitos por eles para nós e se se quiser retocar a Constituição, que dizem ser "nossa", não pode ser porque o caminho para o Socialismo é longo, único e infinito.

19 de junho de 2014

Escabrosa república


Felipe VI é o novo Rei de Espanha. Que reine bem para o seu povo é o meu desejo. Por cá uma associação de republicanos laicos diz-se do lado dos republicanos espanhóis, uns 8%, nas últimas sondagens; não contentes com a escabrosa república portuguesa os republicanos laicos desejam repúblicas para todo o mundo e universo, repúblicas em cada casa, em cada restaurante, em cada orquestra, em cada canteiro, em cada empresa. Repúblicas, até na cama. De cinco em cinco anos sai um e entra outro homem na cama de cada mulher.

Foto: Público

17 de junho de 2014

A intolerância dos tolerantes, a democracia dos democratas, a liberdade dos libertários


A intolerância dos tolerantes, a democracia dos democratas, a liberdade dos libertários* encontra o seu signo maior na Constituição da República Portuguesa.

* (porque a "República" tem medo de um referendo popular ao regime??

13 de junho de 2014

Faces

Do Facebook

Isabel II, 88 anos, soberana há 62, segura o seu próprio guarda-chuva. Anne Hidalgo, 54 anos, eleita nem há 2 meses para a Mairie Parisiense, precisa de alguém que lhe segure o guarda-chuva que, diga-se de passagem, é bem menos fashion que o da Rainha. Os socialistas e as suas necessidades.

Porventura faz


Gosto de ler poesia. Descendo de poetas (oitocentistas), neto de poetisa, filho de um poema vivido, sempre li versos com os meus olhos de sempre, sem necessidade de me exaltar. Poucas vezes os poetas da minha afeição foram alvo de elogios públicos por parte dos "especialistas". Prosas há que detêm mais poesia numa vírgula que versificações, de nome, que nada são senão a conjugação das últimas sílabas! Nesta pátria mal amada, ser "poeta" é tudo se se lavrar uma "poesia" com o pendor ideológico correctinho e se frequentar os lugares adequados (vulgo, referências esquerdóides e marxistas). Depois há os "críticos" que fazem os poetas, que os "percebem" e os "traduzem". Entre os "génios" encontra-se, para a "crítica", o Herberto Helder, cujo último livro dizem ser filho de um “génio criador indiscutível”! Génio Criador! Sobre Criadores, o referido epíteto, dito e razurado por Rosa Maria Martelo, faz-me lembrar o meu serralheiro, Gomes Moreira. Genial, na lide e nas particularidades técnicas dos aços, Criador, pela façanha que desenvolve todos os desafios e pela singularidade da arte final, Indiscutível, pela sua qualidade. Mas fará Gomes peças poéticas como Herberto? Porventura faz. Pena que não não hajam "ensaístas" para além dos que se crivam no "papel". Tanta falta faz um Ensaio a quase tudo. Tanta poesia que não cabe em folhas de papel, que não sai dos génios criadores indiscutíveis, tão só da alma e coração de Homens que não se exibem nos jornais e nas seitas ideológicas, no amiguismo partidário, tão somente de pessoas verticais e íntegras, tão só, Poesia que se colhe da existência altruísta.

4 de junho de 2014

Nunca esquecer, camaradas: Tiananmen


Há 25 anos fez-se um massacre na praça de Tiananmen em prol do "Socialismo" comunista e do "bem do povo". Os camaradas, que andam de cuspe na boca com o "faxismo", andam muito calados sobre este episódio. Não admira. A propaganda e a culpabilização dos pecados do mundo recaem sempre, na óptica dos camaradas, para a "direita" faxista. Os comunistas têm, também, outra simpática característica: não perdoam a história dos outros enquanto se fazem esquecidos da sua própria história. Os imbecis, os imbecilizados e os distraídos abanam a cabeça e erguem os punhos. Os jerónimos caseiros passeiam, a Constituição omite, a comunicação social não se interroga (porque minada pelo complexo de uma suposta "intelectualidade" pseudo-altruísta) mas se os fascismos e nazismos não são toleráveis porque se permite a existência de um Partido Comunista?


2 de junho de 2014

E Viva do Rei


Sim, Viva um novo Rei em Espanha... mas, particularmente, o meu Viva vai para o futuro Afonso VII de Portugal. Ao contrário da neblina, da propaganda jacobina e facciosa, do fulanismo militante, que nos diz falsamente que "todos" podemos aspirar a ser "presidentes", da junta maior, a Monarquia é o espelho do amor ao país quando a abegnação material se transfere para a voluntária dissidência em prol da Pátria. Cento e quatro (péssimos) anos provam-nos que não ficamos melhores com os fantoches Presidentes de interesses particulares. Não devemos seguir exemplos nem ouvir exemplares. Portugal tem futuro se regressar ao modelo da imparcial vigilância que vele pela Democracia que tanto almejamos.

1 de junho de 2014

É a vida. A fome é muita e todos querem ter lugar à mesa.


Não fora a "vitória" nas "Europeias" e o tacho não tinha ido a lume. É a vida. A fome é muita e todos querem ter lugar à mesa. Nos próximos meses Seguro vai jantar sózinho.


27 de maio de 2014

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Em Portugal, para as eleições do desastre europeu, 72,81% dos votos não foram contabilizados: 65,33 (record absoluto) de abstenções, 4,42 de votos em branco, 3,06 de votos nulos. Os socialistas "ganharam" com 31,5% dos 27,19% de votos a contas! A resposta foi dada, o péssimo jornalismo está a interpretá-la de outra maneira, enviesada e hipócrita, como de costume. A abstenção foi vencedora e o resumo é claro: o regime europeu não motiva ou satisfaz os portugueses, mais, o português vota nas eleições europeias como quem vota para a junta de freguesia. Houvesse na "Constituição" uma lei que se pronunciasse sobre a abstenção e a abdicação do governo, do regime e do poder local era lida claramente sem falácias. Fizessem a votação através de um site online e o link abstenção ainda seria mais votado do que é.


25 de maio de 2014

Neste dia de eleições, falar de Portugal


"Em 2005 a editora Aletheia publicou um álbum de fotografias da autoria de Carlos Alberto Vieira, fotógrafo nascido em  Moçambique, educado no Porto e retornado à sua terra-mãe, em 1945, onde morreu em 1995.

O álbum é dedicado a Lourenço Marques, na época em que os portugueses lá estavam como sendo território nacional, desde o séc. XVI.
As fotos retratam várias décadas, de 1945 a 1975 e mostram o que os portugueses e o regime de Salazar fizeram em Lourenço Marques, hoje Maputo: uma cidade moderna que hoje, com toda a certeza, não evoluiu tanto nos últimos 40 anos como naqueles trinta de "colonialismo".

Estas imagens são a prova que os portugueses foram um povo admirável nessa época. Por que terão deixado de o ser e nos últimos 40 anos andaram ao deus-dará dos empréstimos externos e da caridade internacional, por três vezes?
Alguém responda, mas a verdade entra pelos olhos dentro de quem quiser ver.

Estas imagens mostram de que fibra eram e foram os portugueses dessas décadas e representam também elas um espelho da sua identidade, muito longe da imagem virtual que nos querem impingir aqueles intelectuais de tretas que o Público andou a consultar para escrever um pastelão de meia dúzia de páginas de inanidades.

Esta cidade foi imaginada e construida por portugueses, a par de outras nas então chamadas "províncias ultramarinas", designação agora proibida pelos patrulheiros do politicamente correcto que as conhecem apenas como "colónias".
Tudo isto foi entregue de mão beijada, em 1975,  aos autóctones que faziam guerrilha a Portugal e por meia dúzia de portugueses que decidiram agir em nome de todo o povo, sem qualquer consulta e apenas fundados na legitimidade revolucionária.

O génio português aqui espelhado onde pára?" 

Artigo e mais fotografias daqui.


23 de maio de 2014

Aplausos aos mais variados palitos e paliteiros deste país.


O povo aplaudiu "palito", um criminoso foragido durante 31 dias, quando este saiu após interrogatório pela morte de duas familiares. O acto do suposto "heroísmo" deve-se a uma fuga de 31 dias perante centenas de polícias. Mas porquê a admiração e estupefacção dos comentadeiros e jornalistas perante este aplauso público? Não é este o país dos aplausos? Não foi Cunhal aplaudido após tentar promover a implantação de uma ditadura comunista neste país? Não é Soares aplaudido após ter provocado o êxodo de milhares de portugueses de África e ter abandonado os africanos-portugueses a uma guerra genocida? Não é Otelo aplaudido após ter agido criminosamente nas FP25? Também pelos jornais, pelos telejornais, através dos paineleiros situacionistas, escutam-se ensurdecedores aplausos aos mais variados palitos e paliteiros deste país.

22 de maio de 2014

Pelo meu relógio são horas de te ires tratar



Olha... o Afonso Costa voltou, mais cabeludo e sem bigode. Jacobino, tenhoso, desportista anti-clerical (o desporto preferido neste canteiro), defensor da primária violência, demonstrando que aquilo que o seu coração exige não é aquilo que ele retribui aos outros. 

Atira à República, artista! Pelo meu relógio são horas de te ires tratar.

20 de maio de 2014

O clítoris do Socialismo


Dizer mal do clítoris do Socialismo dá lugar a estrebuchamento. Orgão importante, porque sensível, ousar crítica contra o dito dá lugar a estrebuchamento. A despesa e o prazer da "benesse", do dar aqui, dar acolá, distribuir aqui, distribuir para ali, caça votos aqui, casa votos acoli, foi/é o leito do pecado socialista das últimas décadas, quando o dinheiro vinha da "europa" e dos bancos amigos do empréstimo sem garantias. A situação mudou e o partido/corpo, agora, em menopausa, está a reagir à adversidade da sua outrora promiscuidade. Não estou a falar de "direitos", não estou a falar de "abandono social", estou a falar de um tempo novo sem dinheiro e com muito trabalho pela frente. Os partidos já não podem prometer. Como dantes. Os partidos já não podem projectar na dimensão da megalomania do seu secretário. O povo sabe quem paga a conta. E se no antigo bordel iam todos e o gozo era pago pela anónima comunidade, a actual conta a pagar pelo povo obriga a todos os alertas. Foi disso que alertou Rangel quando se referiu a "vírus despesista". Uma Alegre resposta apelidou-o de Nazi (?)! Se a expressão de Rangel foi a menos ou mais correcta não interessa tal é a incongruência da propaganda que se vê por estes dias, mais consentânea com eleições autárquicas. Doeu-lhes no sítio.

16 de maio de 2014

Fazer a digestão depois do tacho

"Será a apoteose da campanha socialista. Francisco Assis vai descer o Chiado com António José Seguro, José Sócrates e António Costa a seu lado, depois do tradicional almoço na Trindade onde os socialistas tencionam sentar também Mário Soares e Jorge Sampaio."

Algumas das estrelas socialistas da nossa república vão descer o Chiado depois de irem ao tacho. Apoiados nos santos que neles têm votado confiança e dado aval para a libertinagem, a descida até um carro alemão, preto metalizado com vidros esfumados, será feita, concerteza, a olhar as Tvs e a sorrir para os patuscos que lá queiram ir de propósito. A barriga pesa mais do que a consciência. Pior seria subir a ladeira da vida pelo chão do esforço íntegro e do suor do próprio cabedal. A "campanha" para as europeias é uma deriva de traques e arrôtos. Talvez por isso, o ambiente está irrespirável por estes dias.

14 de maio de 2014

"Até ao limite das minhas forças"

 
Num dia em que o "país" exalta com a possibilidade de um feito, através de pontapés numa bola, que, se der jeito, irão atribuir ao ser português, etc, etc, eu relembro o Herói português, Daniel Roxo, cujo nome não se exibe em placas toponímicas, ou rotundas, não baptiza salões dançantes, não é lembrado na historiografia oficial ou por chefes de estado menor. Por cá, após o 25, nunca foi nada. Em África, no tempo de Portugal, e, porventura ainda hoje, era o Leão do Niasa, o Fantasma da Floresta.
 
"(...) Mas que espécie de homem é este Roxo, este Fantasma da Floresta que é já lendário em vida, que é responsável pela segurança de toda uma cidade, que dirige operações militares sem previamente ter feito qualquer tirocínio formal como Soldado? O homem de quem os residentes de Vila Cabral dizem: “Se o Roxo ficar, ficamos; se o Roxo partir, partimos” ?
 
(...)
“Este é o único estilo de vida que aceito levar. Passo muito dia sem comer. Sem dormir. Ando semanas inteiras ao relento, dia e noite sem ter onde abrigar-me das intempéries. Reparto com os meus homens tudo o que me chega às mãos. Sei que não aguentarei sempre. Dentro de alguns anos, as forças começarão a faltar-me. Inclusivamente, não estou livre de ter um azar. Mas, enquanto puder, cá estarei de pé firme, para o que der e vier. E depois, há os homens que lutam comigo, que confiam em mim, de mim dependem. E há, sobretudo, a população em peso da província, que conta incondicionalmente comigo. Sinto-me no dever de ajudá-la até ao limite das minhas forças. É para isso que cá ando.”"


(Reportagem sobre Daniel Roxo, publicada na revista Observador, nº 14, de 21 de Maio de 1971)
(Na foto, de boina com a arma)

Também nós temos feito um trajecto "para merecer" o que estamos a viver


O presidente Cavaco Silva cola-se ao futebol para marcar posição no triste estádio em que nos encontramos. Jogador suplente, num campo onde não devia, sequer, haver jogos, Cavaco Silva lembra-nos o "trajecto" do Benfica e eu lembro-me do trajecto deste país desde a implantação da república terrorista à república d'abril roubas mil – onde não faltou um bordel revolucionário cravado de intenções ditatoriais. Também nós temos feito um trajecto "para merecer" o que estamos a viver.

6 de maio de 2014

Não houve



O Sr Soares diz que em Portugal "não há Direitos Humanos"! Esta frase não tem sentido e apenas faz sentido vindo de quem vem. Será que este sr. pensou o mesmo quando entregou deliberadamente o poder às minorias comunistas/terroristas do ultramar ou quando abandonou, com consequências dramáticas, os lusodescendentes em África?

30 de abril de 2014

Macacada



Anda tudo com o fuzil no ar por causa da "espontaneidade" do jogador de futebol Dani Alves. Atiraram-lhe com uma banana num estádio e o dito jogador, em pleno labor desportivo, abriu a casca e comeu, regalado. O adepto da banana vai ser "irradiado" dos estádios, a imprensa bonitinha exalta, as redes sociais fervilham. Mas, vamos supôr que o adepto tinha levado uma merenda para o estádio e gosta mesmo de bananas sendo esta o que ele tinha mais à mão e à maneira de ser um bom objecto de arremesso...! Se o adepto tivesse atirado uma sande de Porco Preto valeria o mesmo? E se tivesse atirado uma cueca de fio-dental, estaria a chamar-lhe gay? Ver como um símbolo insultuoso, racista, uma simples banana parece-me um exagero que só é aceite por ter encaixado bem em televisão e nos media, histéricos em arranjar uma cruzada moralista. Eu gosto de bananas, óptimas para digerir após um bom exercício físico, e não me sinto macaco! Não me importo nada que outros digam que são macacos, se assim o sentem, se se realizam na macacada.

28 de abril de 2014

Vasco Graça Moura


Vertical, constante, culto, sem complexos nem medos do figurino dominante do meio editorial e "intelectual" português, homem de Palavras e poeta de emoções, partiu para a transcendência, Vasco Graça Moura. Há uns anos, numa efeméride das Edições ASA, falei largo tempo com ele sobre pequenas coisas do seu e meu ofício. Ficou-me na memória esse encontro. Fica no meu calendário este dia de luto. Que a memória de Vasco Graça Moura conforte o espírito dos que ousam alimentar-se de actos de sinceridade e amor à, nossa, ensombrada, pátria.

24 de abril de 2014

O simbolismo


Os encantados situacionistas vêm símbolos e cravos em cada metro que se lhes depare aos olhos. Dizer que um cumprimento entre a filha de Marcelo Caetano e Otelo Carvalho é uma "reconciliação", uma "mensagem" (??), é um vómito. O único símbolo presente é a falta de carácter da "organização", dos (ad)oradores e da filha de Caetano. Cumprimentar um terrorista, Nunca...

Propaganda d'Abril


O mesmo cuspe o mesmo fel. A propaganda audível em 2014 é a mesma de 1974. Os que berram berram para dentro e querem que os outros berrem o mesmo naquilo que eu qualifico como uma imposição ditatorial da mentalidade. Porque, tem de ser.... para preservar os valores d'abrile! Riam.

22 de abril de 2014

Para depois


O jornalismo de ocasião não tem teclas a medir para debitar os mais estridentes factos sobre o "25 de Abril"; nem a vitória do Benfica abanou as convicções dos paineleiros e jornaleiros em marcha-a-trás alucinante. O "25" serve para tudo: para pintar paredes, para fazer poesia, para reeivindicar justiças, para ajustar salários, para criar novos partidos, para ajudar aos negócios privados!! Tanta euforia remete para uma crescente ficção onde, pelas mais variadas ilustrações, se tenta ensinar o "25". O que foi! O que é!... no fundo, o que uma cambada gostava que tivesse sido e que, ano após ano, persiste para encher milhares de Curriculuns que, não fora o "25", não passariam de uma folha em branco. Esta ilusão imaginada pela imprensa avençada aos "valores" dos, ainda, instalados é o caminho para a farsa histórica que traça caminho desde a implantação da República com sintomático agravo após o fim de Portugal. O Estado diz como nos devemos sentir, como devemos olhar, afirma-nos e dizemos que sim, porque doutro modo não nos sentimos bem, ficamos à parte dos amanhãs cantantes e não somos convidados para dançar a grândola. A história, os factos, pequenos e grandes, positivos e negativos, por certo, a objectividade, a honestidade, as traições, as mentiras, o terrorismo, as perseguições políticas, a verdade sobre o ostracismo (quase genocída) de Portugueses e de Portugueses-Africanos, ficam para depois, para o registo particular, não noticiável, só ampliado (muito) do lado conveniente para a festa.

16 de abril de 2014

Abril "– porque pra sempre fica este poema!..."


(...)

Ó justiça dos séculos, ó justiça da História,
inscreve-lhes os nomes no muro da ignomínia,
para que as gerações lhe cuspam na memória!

Fez-se a paz. Portugal
tem um punhal no flanco.

Crespo, Cunhal, Vasco, Antunes, Soares,
Costa o Judas, Otelo, Rosa, Santos...
Os vendilhões da Pátria! E mais, e tantos!
Hidra de cem cabeças vis alvares!

Fiquem os nomes seus patibulares
no mura da ignomínia, sim! Espantos
dos espantos, mais sinistros de quantos
inda tinhas, História, pra contares!

Monstros num monstro só, porque eles são
os irmãos-siamezes da traição!
Mentirosos, venais, macabros, reles!

Atira-os, ó Desonra, prá buraca
onde a História tem a sua cloaca!
E, ó Nojo, vomita em cima deles!

Nomes de ignóbil tema,
aqui ficam pra sempre,
– porque pra sempre fica este poema!...

(...)

excerto da poesia "Comédia da Morte", Vid. Obra Poética Escolhida. Volume III. A Comédia da Morte e outros Poemas. Lisboa, 1979

11 de abril de 2014

Eu também vou fazer uma cerimónia, perpendicular


A associação particular do Vasco não vai comparecer às cerimónias na Assembleia do 25 do 4 e promete fazer uma "cerimónia" paralela. Por isso, andam todos aflitos. O Mário Soares também não vai, Graças da Deus. Uns para o Rossio, outros para outro pousio. Eu também vou fazer uma cerimónia, perpendicular às das deles, bem simples, onde vou reafirmar que sou livre, sem amarras ou medos, livre, porque não sou um cão domesticado das ideologias, complexos e partidos, nem dos agiotas que precipitaram o fim histórico de Portugal e de outros gémeos que persistem em escavar o buraco em que nos encontramos.

9 de abril de 2014

Há cada pessoa


Pessoa, adorado, idolatrado, imaginado para além da pessoa que era, é agora anti-monárquico. Esta descoberta subtil vem fora de tempo e peca por 4 anos. Fosse parlapatada em 2010 e não haveria uma cidade sem uma estátua ao anti-monárquico. Todavia, se nos retivermos nos pormenores, Pessoa foi "anti-monárquico" por 3 anos, anti-republicano por 18 anos, semi-salazarista por 7 anos, se seguirmos o critério psicológico dos autores do livro Mensagem e Outros Poemas sobre Portugal, que será brevemente lançado! Acérrimo crítico da República, da usurpação da bandeira azul-branca, dos políticos da I República, Pessoa chegou a declarar vivas a Sidónio Pais. Parece-me bem mais relevante que uns panfletos escritos aos 17 anos logo após a sua chegada da África do Sul. Mas sobre Pessoa já sabemos que há muitos Pessoas.

8 de abril de 2014

Esperar

Num exercício de saúde intelectual, Manoel de Oliveira, vai iniciar a rodagem de mais um filme. Aos 104 anos o realizador enceta uma curta-metragem que eu suspeito poderá vir a ser a sua melhor reflexão em cinema  – "O Velho do Restelo, uma reflexão sobre Portugal e a sua História, a partir da situação de crise que o país actualmente vive". E quanto se poderia dizer sobre isso. A sabedoria não é um dom que se adquire pela adição da idade, aliás, é pela idade que se perde muita sabedoria, especialmente a "de pacote", quando esta é uma componente falsa e superficial do nosso envelhecimento. A verdadeira sabedoria cresce com a veracidade com que interpretamos e dialogamos com o mundo, dos afectos às pequenas coisas, tornando-nos prudentes, porque sinceros, não que isso advenha do medo mas pela soma das vicissitudes que nos rodeiam. Manoel de Oliveira sabe em que país vive! E sabe que país quer! A sua frontalidade, que eu ouvi e presenciei através das palavras que dirigiu a S. S. Bento XVI, em Lisboa, é parte da sua linguagem e a sua vida é, em si, um exemplo da sua comunhão com o mundo que percorreu e a que se dedicou. Ao contrário de outros "sábios" de latrina que nos entopem os ouvidos com lamúrias reivindicativas e revoluções caquécticas reumatóides, Manoel de Oliveira ensaia a juventude das palavras através do seu olhar centenário. Se eu tivesse que procurar uma palavra que estivesse de acordo com a "fama" que o realizador granjeou junto da crítica, com o pausar da suas películas, eu diria que esta seria Esperar. E como é sábio, saber esperar. O Velho do Restelo, Esperar para ver.

7 de abril de 2014

Lá se fazem, lá se pagam


Na Ucrânia, rebeldia não falta. Após semanas de motins pró-UE que resultaram na queda de um governo eleito democraticamente e na promoção de para-militares a militares de ofício, este país vê surgir mais um grupo rebelde, desta vez, pró-Rússia. A comunidade internacional pasma-se e admira-se! Após a Crimeia separatista, eis Donetsk separatista. Kiev avisa que não aceita mais motins pois só o que pôs este Byurô no poleiro é o único legítimo; na senda das atitudes congruêntes dos camaradas. Lá se fazem, lá se pagam. Vamos a ver qual o respeito que os ex-revoltosos têm pela Revolução.

Foto: Público

2 de abril de 2014

Depois de se ler a entrevista a este "político" alguém tem coragem de pedir responsabilidades aos outros políticos?


Cuspir na história, no povo português, especialmente nos refugiados vindos de África.

1 de abril de 2014

"Centro de Documentação 25 de Abril". Ler e sonhar


Estando a data a aproximar-se, a PIDE do 25 de Abril esgazeia no encalço de peças novas a exibir não se coabindo de utilizar cartuchos impróprios para o safari. Uma das "novidades" é a projecção do Centro de Documentação 25 de Abril que dizem ser "um arquivo documental, fundamental para quem quer estudar a segunda metade do século XX em Portugal". Segundo o seu director, Rui Bebiano, o Centro começou nos primeiros anos a receber "espólios", "dádivas" de documentos ("a rondar os 4 milhões"), cartas, artigos, jornais, artefactos que contribuem para a grandiosidade da efeméride. Coisas sobre o Otelo, a Reforma Agrária, actas, recortes de imprensa sobre o Conselho da Revolução, um manuscrito sobre Salgueiro Maia, veja-se, que dizem ser o "Relatório do Fim do Regime". Também, muitas pastinhas sobre Moçambique, Angola, Guiné. Imagino. Tudo coisas para se colocar na mesinha de cabeceira, ler e sonhar. Presumo que também não faltem os depoimentos sobre as ocupações de casas, ocupações de terras, de indústrias, assaltos a fábricas, assaltos a bancos, o PREC, o MFA, o desaparecimento de munições ligeiras e pesadas dos quarteis, a FP-25, as perseguições políticas, os levantamentos nas escolas, as passagens administrativas dos alunos do propedêutico e das universidades, as intimidações nas empresas públicas, a Nacionalização das melhores empresas do país, o espancamento selectivo de cidadãos não alinhados com a situação, a destruição de património privado e público através das pinturas "de ordem", a instrumentalização ideológica da RTP, das editoras, dos jornais, a mando da esquerda sedenta de uma ditadura estalinista, a violação da correspondência que se dirigia aos meros funcionários das câmaras e bancos, a bonificação "à medida" dos "amigos da revolução", as promoções relâmpago a militares anti-ultramar. Enfim, seria interessante saber se tudo isto faz parte das "dádivas" e da temática dos Fundos de Arquivo e de Documentação.

27 de março de 2014

Jogar com as cores de Portugal



Pode ser que com o depoimento de Cristiano Ronaldo, quando este diz “O novo equipamento alternativo é impressionante, o branco tem muito estilo e mal posso esperar por o usar em campo”, os portugueses possam começar a ver o atentado que foi a usurpação das cores tradicionalmente Portuguesas: o branco, depois o azul, na cruz armada, posteriormente o azul e branco com as armas medievais e a coroa. As "nossas cores" não são o vermelho e verde da carbonária terrorista, cores assumidas pelos dois partidos republicanos, no séc. XIX, e adoptadas para a bandeira da República. 
A beleza deste equipamento alternativo é relevante e o contraste com o equipamento verde-tinto é surpreendentemente motivador para outros desempenhos. Serei espectador de todos os jogos que a selecção de futebol jogar com este equipamento alternativo, simbolicamente, também alternativo no devir de um novo regime, e não desdenharei de uma gravação, para não esquecer! É que não vá o diabo tecê-las e o povo gostar, este será um equipamento para um campeonato e já será muito que a atrofiante propaganda republicana não perdoa.

Foto: Público

24 de março de 2014

Não é triste, é consentâneo


Rem Koolhaas, criticou a forma como "Portugal" se vai representar na Bienal de Veneza, este ano dedicado à Arquitectura e disse: “é muito triste. Ora eu não concordo com o comissário. Rem não é português, se o fosse não diria tal, ao invés, veria que a tristeza é muito portuguesa. O nosso país é triste, o nosso regime é uma lástima, o nosso sistema, democrático (?) é uma dôr de alma. Não teriamos outra vocação que não levar a tristeza para Veneza. Quanto à forma como a vamos enviar eu também a acho triste, consentânea com a nossa pelintreza crónica; vamos editar um jornal e distribuí-lo. Imagino as páginas plenas de erudição, modernidade, inovação. Para o provar, a edição será apenas em inglês e o nome do projecto já nasce na dita língua, "Homeland, News from Portugal"! É triste, Rem, de facto, vamos estar "representados" no formato jornal, o que ao contrário dos críticos até é uma forma "física" de expor, mas não vamos falar a nossa língua, nem pela via de impressão bilingue. Somos assim, Rem, seja aqui ou em Veneza....

13 de março de 2014

... e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria


Os países das Caraíbas querem ser indemnizados pelo facto dos seus problemas sócio-económicos resultarem do assalto à "matéria-prima" local e nativa de África, em muitos casos, ainda antes destes países existirem como tal. É questão para demorada reflexão, inconclusiva que, por decerto, apaixonará os sociólogos vigilantes dos direitos universalmente adquiridos, revolucionáriamente. Não concordo com a escravatura, que continua a proliferar em muitas formas, repugnante, condenável, face aos avanços da consciência colectiva, mas eu não era vivo nos anos quinhentistas em que tivemos necessidade de recorrer a tais esquemas, vigentes, pelo que a leitura que eu, e qualquer outro, possa fazer terá de vaguear na constatação dos comportamentos miméticos em civilizações e na distância da antepassada realidade. Não me vou alongar na citação de estudos, recentes, sobre a história da escravatura, pré-clássica, na dimensão empresarial da escravatura árabe na Ásia e África, nem tão pouco no prémio ordinário que certos esgaziados apontam aos "Portugueses" como sendo estes os "inventores" da escravatura. O que me apraz considerar neste artigo é a oportunidade moral dos países da CARICOM e o pedido de reposição da justiça através do dinheiro. Assim, a justiça vai ser feita com remessas de milhões e, criada a jurisprudência, veremos todos os países do planeta a exigir um fogo de artifício indemnizatório de dólares, euros, rublos, dinares, leks, libras, kwanzas, pesos, drams, florins, manats, takas, rupias, levs, francos, luanes, coroas, birrs, dalasis, gurdes, lempiras, dinares, rials, leus, tugriks, tudo ao câmbio actual, e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria.

12 de março de 2014

40 25


Soares não concorda, Vasco não concorda, o PCP não concorda, os jornalistas domados não concordam, a seita d'Abril, onde se incluem terroristas amnistiados, não concorda com as "Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril". Eu também não concordo. Para eles não basta abrir a Assembleia, urge fazer uma parada militar em honra dos "capitães". Que o povo se ajoelhe perante tais heróis. 
O regime prepara-se para comemorar 40 mentiras ditas ano após ano sobre o que foi a festa. Dos resultados espreme-se umas quantas palavras vãs ditas quando apetece, muitas vezes para arremesso cuspideiro. Não fosse a economia e o tema diário, em Dezembro ou qualquer outro mês, era Abril. Entretanto, no meio de tanto peido libertário, Rangel disse que existe uma ordem supra-nacional e que os tribunais constitucionais dos países membros devem ser vassalos de tal entidade. Que o camarada Vasco cogite um novo 25 de Abril em Bruxelas. As G3 da estirpe terrorista FP-25 ainda andam por aí.

6 de março de 2014

De um trapo fazer uma camisola


A "nossa" selecção de futebol tem um equipamento digno de reparo e arroto. As cores verdes-tintas passaram a vermelho-tísico e não se cuíbem a contrariar, mais uma vez, as regras da boa visualização cromática. A cruz da FPF, vermelha, viva, sobre o vermelho, morto, é uma tese. O friso verde, engolado, é um doutoramento. No fundo, nada contra, pela minha parte, pois disto de cores "nacionais" a Nike, americana, bem tentou em fazer parecer melhor do que o trapo em que a maioria se revê.

25 de fevereiro de 2014

O povo??


Após semanas de combate a insurreição "pró-CEE" atingiu os seus fins e proclama vitória. Ianukovich é agora procurado como uma assassino de massas e um novo poder irá ser partilhado com uma minoria que não conseguiu nos votos atingir esse direito. Convém não esquecer que a "crise ucraniana" iniciou-se logo após as eleições. Prognósticos só no fim do jogo, como declamou um dos maiores filósofos portugueses, João Pinto, quando comparado com a Filosofia Portuguesa, mas Vladimir Putine e Medvedev não se ficam pelas palavras mansas e bajulantes. Por cá, bem sabemos como ocorreu o fim da Monarquia e o que os bandalhos exercitaram durante décadas. Já nem me vou referir à bandalheira revolucionária que se pretendia instalar após 1974 e cujas maleitas ainda estamos a pagar. O que importa questionar é a validade de uma revolta popular e a valia da sua índole. Não tarda a guerra civil é um estado natural da vida comunitária e a agressão gratuita é aceitável porque sim. Entretanto, os che guevaras locais andam excitados com mais uma "vitória popular" e não fazem por menos ao desejar o estilo ucraniano (bem mais organizado que o estilo primavera) para pôr cobro ao neoliberalismo que assassina o povo português! O povo? Que lindo foi ver o povo tão treinado, tão armado, tão organizado.

21 de fevereiro de 2014

Ute, Pablo, Prestes, Marx e Tordo



A cantora Ute Lemper, que a dizem romântica, vem a Portugal cantar. Diz ela, versos de um grande poeta amante da "liberdade". Pelo que ela se dedica veio ao país certo. Um dos poucos onde ser Comunista não provoca vómitos e náuseas. Ute vem cantar a poesia do comunista Pablo Neruda e eu não compreeendo o anátema. Como pode um defensor da "liberdade" ser adepto de uma ditadura opressora? Não focava este pormenor não fosse o próprio Pablo dizer que a sua influência maior foi Marx, a quem dedicou diversas poesias. Pablo foi pablo, um nome falso, dito na gíria pseudónimo, e foi agraciado, nos bons velhos tempos,  com o "Prémio Lenine da Paz". Que doce. Só falta aparecer por aí um "Prémio Hitler do Amor aos Judeus". Pablo também dedicou poesia a Prestes, um grande comunista e defensor da ocupação soviética além do seu território russo. Uns bons homens. Ute que se actualize. Está no país de cancioneiros poetas, bardos, grandoleiros, morenas, onde não faltam palavras em punho, o país do Tordo, comunista, emigrante forçado pelo "liberalismo". Por certo, Ute vai-lhe dedicar alguma balada, nessa autêntica tourada de poetas.

Foto: Memorial às vítimas do Comunismo, Praga, República Checa

15 de fevereiro de 2014

Os que não sabem sobre o planeta ou biologia sabem outras coisas....


Um estudo diz que 25% dos americanos não sabem que a terra gira à volta do sol e 50% desconhecem que descendemos de símios! Bem, para sermos correctos não descendemos de símios mas de primatas hominídeos embora não duvide que existam muitos humanos com capacidades aquém dos símios. Tenho família nos EUA, 3ª geração, uns já viajaram às origens outros não saíram da sua freguesia. Uns são académicos outros têm profissões técnicas (para sorte dos preconceitos). Mas, não me espanta tal estudo, assim como não ficaria desapontado se visse os restantes resultados. Os que não sabem sobre o planeta ou biologia sabem outras coisas, de certeza, sobre história – guerras e invasões americanas bem sucedidas – armas, munições, bombas, internet, cachorros quentes, comida enfarta brutos, coca, crake, cinema e, por certo, sobre a natureza humana, especialmente a que usa decotes.

O Socialismo já colocou o colete salva vidas


O PS vai organizar um "congresso" sobre o mar. Não um encontro com cientistas, historiadores do expansionismo quinhentista ou biólogos, mas um encontro político. Depois de anos a prometer a terra firme europeia, e a pescaria de milhões, os responsáveis por sermos "europeus" começam a colocar o colete salva vidas e atiram-se ao mar. A esquerda, que sempre desdenhou do mar na história, que sempre viu o mar como um veículo da escravatura, do colonialismo, dos retornados, dos emigrantes famintos, que nunca soube ver para lá dos seus preconceitos e ódios de estimação, começa a olhar para esse imenso território que sempre foi a nossa língua, a nossa pátria natural. Começam a olhar mas não creio que vejam mais além do que os olhos lhes permitirão.

12 de fevereiro de 2014

Não é "administração pública" mas "república"


A República foi implantada através do terrorismo que tudo assaltou. No dia 6 de Outubro não faltavam adesivos, daqueles que sempre foram a favor da "mudança", cujo propósito era a apropriação do espólio público. Este estudo, pouco original, devia remeter para o óbvio que não vem, de certeza, como conclusão: a essência do regime. Apelidar de boys é tão fino como dar um doutoramento honoris a um analfabeto. Os boys e as girls não controlam a administração pública eles sustentam a República pois esta não sobrevivia numa estrutura administrativa ética e transparente, muito menos se aguentaria se não vivessemos no estado do é tudo nosso. Nomear alguém de confiança não tem nada, nada, de mal se o convidador for de confiança e se o convidado também o for, o que inclui, este, possuir o grau de competências necessárias para o cargo a desempenhar, independentemente de quem vem o convite. O que tem de mal é a administração pública ter milhares de cargos de confiança e estar concebida numa pirâmide de confiadores e confiáveis a gosto, desde o Presidente da república ao estivador que confia na confiança que tem no secretário da direcção que tem confiança com um director que confia que uma cunha para o primo é tão natural como a sua sêde.
A minha experiência com as universidades também me demonstrou que as ditas estão cheias de professores convidados pela confiança dos que gerem os departamentos e que após os apressados doutoramentos, para se vincularem, lá vão ficando e se posicionando para exercerem o poder da confiança. A República é um modelo potente e as múltiplas "administrações públicas" e semi-públicas replicam a fórmula! Não é a "natureza humana", como dizem, a culpada do amiguismo e corrupção, o desejo tem formas de ser controlado pela lei e pelo decoro das maiorias. Mas como é que querem que a nossa sociedade se construa pelo Mérito se o idealismo em vigôr é o da terraplanagem intelectual e moral, suscitadora do oportunismo?

10 de fevereiro de 2014

"Livre", o carágo


1) Uma prosa da jornalista Rita Guerra parece confirmar que nem todos vivem neste mundo. Alguns vivem num mundinho extremado, tão correctinho. Porque há-de uma jornalista induzir os leitores, da sua escrita, que um militante do PPM pareça um monstro ou um ovni? O que acha a menina de se ser Comunista?
2) Então, um partido que se diz "Livre", que ostenta nas ventas a "Liberdade", que ousa lutar pela liberdade, não aceita um Monárquico nas hostes? "Livre", o carágo.... o carágo com todos esses "Livres"...

7 de fevereiro de 2014

Verão pôdre


Mais um livrinho, timidamente editado, sobre um episódio de saneamento e censura perpetrado por aqueles que diziam odiar a censura e os saneamentos do faxismo. O odioso Saramago era, à data, um dos cães de fila da intentona comunista, ávida em instalar uma ditadura muito mais férrea do que a que tinha existido. Pelo meio o "Nobel" ia aprendendo a ler e a escrever, instituindo seitas em proveito próprio, a caminho do seu Spa marxista. Como prémio, os contribuintes pagam-lhe o nome numa Fundação, incluindo os contribuintes comunistas que ladram contra as Fundações. Bem dizem os camaradas, nunca esquecer, especialmente aquele Verão pôdre.

4 de fevereiro de 2014

Nojo


Há uns dias ouvi num programa da SIC o deputado Assis, o tal que levou uma lambadas em Felgueiras, dizer que legitimava o comunismo por a base deste ser a "utopia da igualdade" e por vivermos numa "democracia igualitária" (!!). Ao invés desdenhava da direita e dos faxismos nazistas (nacional Socialistas!)! Por vezes ouvimos o estômago desta gente a falar e o que sentimos é um odôr de meter nojo tal a sinceridade. O dito "igualitarismo" é o maior atentado à liberdade e dignidade individual, o anátema da comunhão em sociedade, a maior discriminação face às características identitárias de cada indivíduo. O que este deputado devia dizer é que acreditava numa lei "igual" para todos, aplicada de forma imparcial independentemente de cada género, credo ou herança. Por cada argumento que Assis debitava uma carta caía do baralho (se o regime fosse igualitário os partidos políticos podiam ser fundados sem a burocracia castradora e as subvenções eram distribuídas igualitáriamente sem esquemas, por exemplo). A terraplanagem mental e moral que o socialismo, e demais esquerdas, vem aplicando na nossa sociedade pode ser irreversível pois da erva rasa parecem apenas florir preconceitos e cidadãos envergonhados da sua natureza e história. O mérito fica para outra colheita em detrimento dos profissionais politiqueiros, politizados, amantizados pelas circunstâncias, nesta igualdade formalmente desigual.

1 de fevereiro de 2014

Dois saltos


Rever as novas imagens do salto incrível de Felix Baumgartner, em 2012, faz-me pensar o mesmo que escrevi, aqui, algures: por vezes abrimos os braços para o céu, muitas vezes desejamos que o céu nos abrace! Foi o que, me, fez Baumgartner. Depois, temos a terra e os Heróis que dela nos falam. Como o protagonista deste salto que caiu em desgraça após ter dito que não acreditava em Democracia mas numa ditadura moderada – um "salto" tão corajoso quanto a sua rustícidade. Nunca te esquecerei Felix Baumgartner!