27 de janeiro de 2014

Não sei se



Luís Onofre, designer de calçado, abriu um pequeno espaço em Lisboa para clientes do luxo. 93% das suas vendas são para exportação, especialmente o mercado Russo. Não sei se é por propósito, por acaso ou por lema mas não é displicente o símbolo que está gravado nas solas dos seus sapatos. A ver bem, a esfera armilar, as armas de Portugal, o arbóreo da república e, note-se, num tom de extremo bom gosto, uma coroa real. É esse Portugal, é Luís, que temos de difundir e construir.

21 de janeiro de 2014

Missa de 7º dia, José Pereira Herdeiro


A missa de 7º dia do falecimento de José Pereira Herdeiro vai-se realizar esta quinta, dia 23, pelas 19h00, na Igreja de Cristo Rei, no Porto.

18 de janeiro de 2014

Cerimónias do falecimento de José Pereira Herdeiro


O corpo de José Pereira Herdeiro estará em velório na capela da Igreja de Cristo Rei, no Porto, a partir de hoje, sábado, dia 18, das 17h00 às 21h00, e amanhã, domingo, durante todo o dia. O funeral realiza-se na segunda, dia 20 de janeiro, pelas 10h00 na Igreja de Cristo Rei, indo a sepultar no cemitério de Agramonte.

Este blogge estará encerrado, de luto, nos próximos três dias em homenagem a José Pereira Herdeiro.

José Pereira Herdeiro



Faleceu, ontem pelas 17h30, no Porto, José Pereira Herdeiro. Advogado, exerceu Direito em Portugal e no Brasil, país onde desenvolveu uma paralela carreira empresarial. Homem elite, pelos seus valores e modéstia, pelo seu carácter e altruísmo. Podia ter-se rodeado de bens materiais, fruto do seu sucesso empresarial, por vaidade e snobismo, mas preferiu sempre a reserva e a simplicidade. Filantrôpo, acto fora de moda nos anos que correm, patrocinou edições de autor e a manutenção de acervos e espólios museológicos, apoiava, actualmente, a edição de obras literárias da Casa Amorim de Carvalho. Foi um dos mentores, e o patrocinador, do Museu Escolar Oliveira Lopes, em Válega, Ovar, de onde era natural. Fundou recentemente a "Associação para a Divulgação da Cultura de Língua Portuguesa", a que presidia, e onde pretendia desenvolver, com força, uma das suas paixões: as relações portuguesas com o Brasil, preocupado, que era, com a verdade histórica e a vontade de criar uma rede de acções culturais entre os dois países – sem esquecer, também, os países da CPLP. Era a paixão pelo Brasil, país onde viveu muitos anos, e por Portugal, uma das suas maiores características e uma sua identidade. As multiplicas referências, bibliográficas, que compilou em volta do tema da História do Brasil, com a presença portuguesa, é sintomática e merece ser escrutinada. O Brasil perdeu uma voz defensora, pela argumentação e coerência com que debatia as qualidades, e defeitos, da sua segunda pátria. Entre outras instituições era membro, no Rio de Janeiro, do Clube Regatas Vasco da Gama, da Sociedade Brasileira de Geografia, da Casa do Minho, Real Sociedade Ginástico Clube Português, Real Gabinete Português de Leitura; integrava a Administração do “Projecto Candelária”, e da Irmandade S. S. Candelária, que promove a realização de concertos de música clássica e erudita na Igreja da Candelária, com orquestras sinfónicas de todo o mundo; Conselheiro da Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras, no Rio de Janeiro – que criou em 2008 o projecto “O Infante” (projecto que tem como objectivo fomentar o intercâmbio entre jovens de Portugal e das Comunidades Portuguesas espalhadas pelos cinco continentes). Era, actualmente, Presidente do Rotary Club de Matosinhos.
Desapareceu um Bom Português, porventura será arrogância eu dizer Grande, não um dos grandes "mediatizados" por manobras em vida, mas, como muitos outros anónimos, um Homem vertical, que se valeu por si, muito valioso para a família e os que o rodearam, sem direito a entrevistas, aberturas de telejornais ou patéticos Panteões, como é aconselhável a todos os Homens que não se cingiram a "fazer para aparecer".

Deus Guarde José Pereira Herdeiro

15 de janeiro de 2014

O que se diz sobre uma traição

(...) o seu principal indutor foi a rádio “voz da liberdade”. Tornou-se, assim, a breve trecho, num autêntico coio de traidores, grande parte deles desertores do Exército Português e também, ex-prisioneiros que, libertados pelo inimigo, eram para ali encaminhados e lá permaneciam em cativeiro pelo menos até se disporem a revelar perante os microfones tudo o que sabiam e não só: tinham igualmente que recitar “ipsis verbis” o discurso que lhes punham à frente. Só depois disso é que teriam hipótese de sair da Argélia. Esta atitude, que em qualquer país civilizado consubstanciaria a figura jurídica de “cárcere privado” era praticada pela FPLN com a cumplicidade do senhor Manuel Alegre: só que no Portugal democrático ninguém fala disso. Não seria trair?
E receber os chefes dos movimentos africanos que nos combatiam, ouvir e transmitir aí os seus dislates não seria trair?
E fornecer-lhes as informações que desertores e ex-prisioneiros de guerra eram forçados a prestar não seria trair?"

Por estas e por outras palavras o eterno candidato à presidência desta república leva a tribunal vários difamadores. De forma pouco alegre este Alegre quer limpar a honra que diz ter (não mais do que a honra dos que o criticam) e, para isso, chama, como testemunhas, três ex-presidentes da república! Há que impôr respeitinho. Todavia, é pelas testemunhas que eu vejo a gravidade do caso: o passado de Alegre é mesmo um caso de estado.

12 de janeiro de 2014

O Panteão de Salazar, um dos locais menos recomendados



Fico decepcionado pela família de Sophia de Mello Breyner Andresen anuir à transladação. É o Panteão de Salazar um dos locais menos recomendados. Tresanda a maçonaria e a pilantragem republicana e os seus inquilinos correspondem a uma "ordem" de grandeza incongruente. Para amenizar, a salgalhada é composta com o acrescento de civis com maior e menor notoriedade, ao sabor da situação. Ao invés do céu para os mitos, o panteão é um chão cujas maiores visitas são... as moscas.

7 de janeiro de 2014

Centros interpretativos e Holocaustos


"(...) Dada a trágica história do judaísmo em Portugal, para nós um museu do judaísmo em Portugal seria uma espécie de Museu do Holocausto, e faz-me recordar o maléfico plano nazi para estabelecer um museu em Praga, em memória de um povo desaparecido, assim que terminassem de implementar a sua ‘solução final’ para o tema judaico”, diz o rabino" (Daniel Litvak, da comunidade israelita do Porto).

Ora, aqui temos mais um rabino consensual com o estado de victimização politicamente correcto.  Não se trata de um "Museu do Judaísmo" mas de um "Centro Interpretativo da Memória Judaica e Cristã-Nova do Porto", influenciado pela descoberta de um antigo ehal, porventura, inserido numa pequena sinagoga e cujo mentor, e pai da descoberta, é um padre católico que tem dado cartas na união entre diferentes religiões. Este ehal está inserido num edifício particular e foi descoberto recentemente. O rabino devia estar a par dos inúmeros estudos que têm sido feitos sobre os cristãos-novos do Porto, pela Faculdade de Letras, pelo historiador Armando Barros, e, também, deveria saber que a história do judaísmo, na sua vertente social, económica, demográfica, não é propriedade intelectual dos judeus (praticantes da religião ou dos que se dizem descender de um remoto judeu).  
Sobre Holocaustos, eu propunha ao rabino a leitura dos financiamentos da revolução russa, por parte de judeus americanos ou a implicação ignóbil dos judeus bolcheviques (c. 80% dos cargos de altos dirigentes) na implantação do comunismo e genocídio dos povos engolidos para a URSS. Caso a memória lhe falhe eu posso citar, como exemplo, Lenine, o ditador, Trotsky, comandante do exército vermelho, Zinoviev, executor da polícia secreta soviética ou Yuri Andropov, director da KGB e posteriormente secretário-geral do Partido Comunista, inesquecível para os Húngaros e a sua vizinhança.

6 de janeiro de 2014

De Soares para Eusébio


O sr. Soares mostra o seu apreço por Eusébio, enunciando a fraca instrução e gosto pelo whisky – "de manhã e à tarde" –  que o jogador detinha. Fosse um político da governação a dizê-lo e a esta hora a comunicação social proclamava um ultraje nacional.

5 de janeiro de 2014

Silva Ferreira. O que eu espero.


Eusébio, Silva Ferreira, Português, Moçambicano [(como dois dos meus maiores amigos-influentes, (lisboetas)], faleceu. Foi astro maior do desporto futebolês. Ícone de um, privado, clube nacional, com honras a 3 dias de luto, tem, por estas horas, toneladas de Mbytes de informação policopiada. Eu vi jogar o Eusébio!!! Vi-o com a camisola do Beira-mar, ao vivo, na altura em que o clube-mãe o tratou como um bastardo, contra o meu "Leixões" e o meu "Porto" por mais que uma vez. Mas, já na altura, eu sabia quem era o pantera negra. Por azar, nunca o vi jogar contra o Fernando Gomes, para mim, o melhor jogador penínsular de todos os tempos. Eusébio pode ter sido, pela "imprensa", o melhor jogador de futebol de "Portugal"! Espero que sim. Pelo seu talento, porque seria uma homenagem aos africanos-portugueses! Contudo, Eusébio foi, como outros tantos, uma fachada para certas políticas e negócios ideológicos. O "Património de Estado", que nunca pode sair do país quando pôde, foi nos seus recatados tempos um brinde clubístico pago com uma avença, tardiamente, despudorada.
Não tenho dúvidas que Silva Ferreira (nome de pai Português!) irá ser proposto, pela turba marada politicamente correcta, para o panteão nacional. Eu não me oponho. Era a melhor "deixa" para o "panteão nacional" ser aquilo que merece!! Para mim, mesmo que jorrem a maior das críticas, o Panteão Nacional, de Portugal, está na Igreja de S. Vicente de Fora. Que o jogador Eusébio "honre" a "ética republicana" e afins...

3 de janeiro de 2014

O clube dos ateus


Como sempre, o clube dos ateus julga-se jogar no campeonato dos mais inteligentes, racionais e capazes! Seja sobre Fátima ou sobre a Igreja, como sempre, os ateus vivem mais preocupados com a existência de Deus do que os católicos.