15 de janeiro de 2014

O que se diz sobre uma traição

(...) o seu principal indutor foi a rádio “voz da liberdade”. Tornou-se, assim, a breve trecho, num autêntico coio de traidores, grande parte deles desertores do Exército Português e também, ex-prisioneiros que, libertados pelo inimigo, eram para ali encaminhados e lá permaneciam em cativeiro pelo menos até se disporem a revelar perante os microfones tudo o que sabiam e não só: tinham igualmente que recitar “ipsis verbis” o discurso que lhes punham à frente. Só depois disso é que teriam hipótese de sair da Argélia. Esta atitude, que em qualquer país civilizado consubstanciaria a figura jurídica de “cárcere privado” era praticada pela FPLN com a cumplicidade do senhor Manuel Alegre: só que no Portugal democrático ninguém fala disso. Não seria trair?
E receber os chefes dos movimentos africanos que nos combatiam, ouvir e transmitir aí os seus dislates não seria trair?
E fornecer-lhes as informações que desertores e ex-prisioneiros de guerra eram forçados a prestar não seria trair?"

Por estas e por outras palavras o eterno candidato à presidência desta república leva a tribunal vários difamadores. De forma pouco alegre este Alegre quer limpar a honra que diz ter (não mais do que a honra dos que o criticam) e, para isso, chama, como testemunhas, três ex-presidentes da república! Há que impôr respeitinho. Todavia, é pelas testemunhas que eu vejo a gravidade do caso: o passado de Alegre é mesmo um caso de estado.

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