25 de fevereiro de 2014

O povo??


Após semanas de combate a insurreição "pró-CEE" atingiu os seus fins e proclama vitória. Ianukovich é agora procurado como uma assassino de massas e um novo poder irá ser partilhado com uma minoria que não conseguiu nos votos atingir esse direito. Convém não esquecer que a "crise ucraniana" iniciou-se logo após as eleições. Prognósticos só no fim do jogo, como declamou um dos maiores filósofos portugueses, João Pinto, quando comparado com a Filosofia Portuguesa, mas Vladimir Putine e Medvedev não se ficam pelas palavras mansas e bajulantes. Por cá, bem sabemos como ocorreu o fim da Monarquia e o que os bandalhos exercitaram durante décadas. Já nem me vou referir à bandalheira revolucionária que se pretendia instalar após 1974 e cujas maleitas ainda estamos a pagar. O que importa questionar é a validade de uma revolta popular e a valia da sua índole. Não tarda a guerra civil é um estado natural da vida comunitária e a agressão gratuita é aceitável porque sim. Entretanto, os che guevaras locais andam excitados com mais uma "vitória popular" e não fazem por menos ao desejar o estilo ucraniano (bem mais organizado que o estilo primavera) para pôr cobro ao neoliberalismo que assassina o povo português! O povo? Que lindo foi ver o povo tão treinado, tão armado, tão organizado.

21 de fevereiro de 2014

Ute, Pablo, Prestes, Marx e Tordo



A cantora Ute Lemper, que a dizem romântica, vem a Portugal cantar. Diz ela, versos de um grande poeta amante da "liberdade". Pelo que ela se dedica veio ao país certo. Um dos poucos onde ser Comunista não provoca vómitos e náuseas. Ute vem cantar a poesia do comunista Pablo Neruda e eu não compreeendo o anátema. Como pode um defensor da "liberdade" ser adepto de uma ditadura opressora? Não focava este pormenor não fosse o próprio Pablo dizer que a sua influência maior foi Marx, a quem dedicou diversas poesias. Pablo foi pablo, um nome falso, dito na gíria pseudónimo, e foi agraciado, nos bons velhos tempos,  com o "Prémio Lenine da Paz". Que doce. Só falta aparecer por aí um "Prémio Hitler do Amor aos Judeus". Pablo também dedicou poesia a Prestes, um grande comunista e defensor da ocupação soviética além do seu território russo. Uns bons homens. Ute que se actualize. Está no país de cancioneiros poetas, bardos, grandoleiros, morenas, onde não faltam palavras em punho, o país do Tordo, comunista, emigrante forçado pelo "liberalismo". Por certo, Ute vai-lhe dedicar alguma balada, nessa autêntica tourada de poetas.

Foto: Memorial às vítimas do Comunismo, Praga, República Checa

15 de fevereiro de 2014

Os que não sabem sobre o planeta ou biologia sabem outras coisas....


Um estudo diz que 25% dos americanos não sabem que a terra gira à volta do sol e 50% desconhecem que descendemos de símios! Bem, para sermos correctos não descendemos de símios mas de primatas hominídeos embora não duvide que existam muitos humanos com capacidades aquém dos símios. Tenho família nos EUA, 3ª geração, uns já viajaram às origens outros não saíram da sua freguesia. Uns são académicos outros têm profissões técnicas (para sorte dos preconceitos). Mas, não me espanta tal estudo, assim como não ficaria desapontado se visse os restantes resultados. Os que não sabem sobre o planeta ou biologia sabem outras coisas, de certeza, sobre história – guerras e invasões americanas bem sucedidas – armas, munições, bombas, internet, cachorros quentes, comida enfarta brutos, coca, crake, cinema e, por certo, sobre a natureza humana, especialmente a que usa decotes.

O Socialismo já colocou o colete salva vidas


O PS vai organizar um "congresso" sobre o mar. Não um encontro com cientistas, historiadores do expansionismo quinhentista ou biólogos, mas um encontro político. Depois de anos a prometer a terra firme europeia, e a pescaria de milhões, os responsáveis por sermos "europeus" começam a colocar o colete salva vidas e atiram-se ao mar. A esquerda, que sempre desdenhou do mar na história, que sempre viu o mar como um veículo da escravatura, do colonialismo, dos retornados, dos emigrantes famintos, que nunca soube ver para lá dos seus preconceitos e ódios de estimação, começa a olhar para esse imenso território que sempre foi a nossa língua, a nossa pátria natural. Começam a olhar mas não creio que vejam mais além do que os olhos lhes permitirão.

12 de fevereiro de 2014

Não é "administração pública" mas "república"


A República foi implantada através do terrorismo que tudo assaltou. No dia 6 de Outubro não faltavam adesivos, daqueles que sempre foram a favor da "mudança", cujo propósito era a apropriação do espólio público. Este estudo, pouco original, devia remeter para o óbvio que não vem, de certeza, como conclusão: a essência do regime. Apelidar de boys é tão fino como dar um doutoramento honoris a um analfabeto. Os boys e as girls não controlam a administração pública eles sustentam a República pois esta não sobrevivia numa estrutura administrativa ética e transparente, muito menos se aguentaria se não vivessemos no estado do é tudo nosso. Nomear alguém de confiança não tem nada, nada, de mal se o convidador for de confiança e se o convidado também o for, o que inclui, este, possuir o grau de competências necessárias para o cargo a desempenhar, independentemente de quem vem o convite. O que tem de mal é a administração pública ter milhares de cargos de confiança e estar concebida numa pirâmide de confiadores e confiáveis a gosto, desde o Presidente da república ao estivador que confia na confiança que tem no secretário da direcção que tem confiança com um director que confia que uma cunha para o primo é tão natural como a sua sêde.
A minha experiência com as universidades também me demonstrou que as ditas estão cheias de professores convidados pela confiança dos que gerem os departamentos e que após os apressados doutoramentos, para se vincularem, lá vão ficando e se posicionando para exercerem o poder da confiança. A República é um modelo potente e as múltiplas "administrações públicas" e semi-públicas replicam a fórmula! Não é a "natureza humana", como dizem, a culpada do amiguismo e corrupção, o desejo tem formas de ser controlado pela lei e pelo decoro das maiorias. Mas como é que querem que a nossa sociedade se construa pelo Mérito se o idealismo em vigôr é o da terraplanagem intelectual e moral, suscitadora do oportunismo?

10 de fevereiro de 2014

"Livre", o carágo


1) Uma prosa da jornalista Rita Guerra parece confirmar que nem todos vivem neste mundo. Alguns vivem num mundinho extremado, tão correctinho. Porque há-de uma jornalista induzir os leitores, da sua escrita, que um militante do PPM pareça um monstro ou um ovni? O que acha a menina de se ser Comunista?
2) Então, um partido que se diz "Livre", que ostenta nas ventas a "Liberdade", que ousa lutar pela liberdade, não aceita um Monárquico nas hostes? "Livre", o carágo.... o carágo com todos esses "Livres"...

7 de fevereiro de 2014

Verão pôdre


Mais um livrinho, timidamente editado, sobre um episódio de saneamento e censura perpetrado por aqueles que diziam odiar a censura e os saneamentos do faxismo. O odioso Saramago era, à data, um dos cães de fila da intentona comunista, ávida em instalar uma ditadura muito mais férrea do que a que tinha existido. Pelo meio o "Nobel" ia aprendendo a ler e a escrever, instituindo seitas em proveito próprio, a caminho do seu Spa marxista. Como prémio, os contribuintes pagam-lhe o nome numa Fundação, incluindo os contribuintes comunistas que ladram contra as Fundações. Bem dizem os camaradas, nunca esquecer, especialmente aquele Verão pôdre.

4 de fevereiro de 2014

Nojo


Há uns dias ouvi num programa da SIC o deputado Assis, o tal que levou uma lambadas em Felgueiras, dizer que legitimava o comunismo por a base deste ser a "utopia da igualdade" e por vivermos numa "democracia igualitária" (!!). Ao invés desdenhava da direita e dos faxismos nazistas (nacional Socialistas!)! Por vezes ouvimos o estômago desta gente a falar e o que sentimos é um odôr de meter nojo tal a sinceridade. O dito "igualitarismo" é o maior atentado à liberdade e dignidade individual, o anátema da comunhão em sociedade, a maior discriminação face às características identitárias de cada indivíduo. O que este deputado devia dizer é que acreditava numa lei "igual" para todos, aplicada de forma imparcial independentemente de cada género, credo ou herança. Por cada argumento que Assis debitava uma carta caía do baralho (se o regime fosse igualitário os partidos políticos podiam ser fundados sem a burocracia castradora e as subvenções eram distribuídas igualitáriamente sem esquemas, por exemplo). A terraplanagem mental e moral que o socialismo, e demais esquerdas, vem aplicando na nossa sociedade pode ser irreversível pois da erva rasa parecem apenas florir preconceitos e cidadãos envergonhados da sua natureza e história. O mérito fica para outra colheita em detrimento dos profissionais politiqueiros, politizados, amantizados pelas circunstâncias, nesta igualdade formalmente desigual.

1 de fevereiro de 2014

Dois saltos


Rever as novas imagens do salto incrível de Felix Baumgartner, em 2012, faz-me pensar o mesmo que escrevi, aqui, algures: por vezes abrimos os braços para o céu, muitas vezes desejamos que o céu nos abrace! Foi o que, me, fez Baumgartner. Depois, temos a terra e os Heróis que dela nos falam. Como o protagonista deste salto que caiu em desgraça após ter dito que não acreditava em Democracia mas numa ditadura moderada – um "salto" tão corajoso quanto a sua rustícidade. Nunca te esquecerei Felix Baumgartner!