21 de fevereiro de 2014

Ute, Pablo, Prestes, Marx e Tordo



A cantora Ute Lemper, que a dizem romântica, vem a Portugal cantar. Diz ela, versos de um grande poeta amante da "liberdade". Pelo que ela se dedica veio ao país certo. Um dos poucos onde ser Comunista não provoca vómitos e náuseas. Ute vem cantar a poesia do comunista Pablo Neruda e eu não compreeendo o anátema. Como pode um defensor da "liberdade" ser adepto de uma ditadura opressora? Não focava este pormenor não fosse o próprio Pablo dizer que a sua influência maior foi Marx, a quem dedicou diversas poesias. Pablo foi pablo, um nome falso, dito na gíria pseudónimo, e foi agraciado, nos bons velhos tempos,  com o "Prémio Lenine da Paz". Que doce. Só falta aparecer por aí um "Prémio Hitler do Amor aos Judeus". Pablo também dedicou poesia a Prestes, um grande comunista e defensor da ocupação soviética além do seu território russo. Uns bons homens. Ute que se actualize. Está no país de cancioneiros poetas, bardos, grandoleiros, morenas, onde não faltam palavras em punho, o país do Tordo, comunista, emigrante forçado pelo "liberalismo". Por certo, Ute vai-lhe dedicar alguma balada, nessa autêntica tourada de poetas.

Foto: Memorial às vítimas do Comunismo, Praga, República Checa

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