27 de março de 2014

Jogar com as cores de Portugal



Pode ser que com o depoimento de Cristiano Ronaldo, quando este diz “O novo equipamento alternativo é impressionante, o branco tem muito estilo e mal posso esperar por o usar em campo”, os portugueses possam começar a ver o atentado que foi a usurpação das cores tradicionalmente Portuguesas: o branco, depois o azul, na cruz armada, posteriormente o azul e branco com as armas medievais e a coroa. As "nossas cores" não são o vermelho e verde da carbonária terrorista, cores assumidas pelos dois partidos republicanos, no séc. XIX, e adoptadas para a bandeira da República. 
A beleza deste equipamento alternativo é relevante e o contraste com o equipamento verde-tinto é surpreendentemente motivador para outros desempenhos. Serei espectador de todos os jogos que a selecção de futebol jogar com este equipamento alternativo, simbolicamente, também alternativo no devir de um novo regime, e não desdenharei de uma gravação, para não esquecer! É que não vá o diabo tecê-las e o povo gostar, este será um equipamento para um campeonato e já será muito que a atrofiante propaganda republicana não perdoa.

Foto: Público

24 de março de 2014

Não é triste, é consentâneo


Rem Koolhaas, criticou a forma como "Portugal" se vai representar na Bienal de Veneza, este ano dedicado à Arquitectura e disse: “é muito triste. Ora eu não concordo com o comissário. Rem não é português, se o fosse não diria tal, ao invés, veria que a tristeza é muito portuguesa. O nosso país é triste, o nosso regime é uma lástima, o nosso sistema, democrático (?) é uma dôr de alma. Não teriamos outra vocação que não levar a tristeza para Veneza. Quanto à forma como a vamos enviar eu também a acho triste, consentânea com a nossa pelintreza crónica; vamos editar um jornal e distribuí-lo. Imagino as páginas plenas de erudição, modernidade, inovação. Para o provar, a edição será apenas em inglês e o nome do projecto já nasce na dita língua, "Homeland, News from Portugal"! É triste, Rem, de facto, vamos estar "representados" no formato jornal, o que ao contrário dos críticos até é uma forma "física" de expor, mas não vamos falar a nossa língua, nem pela via de impressão bilingue. Somos assim, Rem, seja aqui ou em Veneza....

13 de março de 2014

... e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria


Os países das Caraíbas querem ser indemnizados pelo facto dos seus problemas sócio-económicos resultarem do assalto à "matéria-prima" local e nativa de África, em muitos casos, ainda antes destes países existirem como tal. É questão para demorada reflexão, inconclusiva que, por decerto, apaixonará os sociólogos vigilantes dos direitos universalmente adquiridos, revolucionáriamente. Não concordo com a escravatura, que continua a proliferar em muitas formas, repugnante, condenável, face aos avanços da consciência colectiva, mas eu não era vivo nos anos quinhentistas em que tivemos necessidade de recorrer a tais esquemas, vigentes, pelo que a leitura que eu, e qualquer outro, possa fazer terá de vaguear na constatação dos comportamentos miméticos em civilizações e na distância da antepassada realidade. Não me vou alongar na citação de estudos, recentes, sobre a história da escravatura, pré-clássica, na dimensão empresarial da escravatura árabe na Ásia e África, nem tão pouco no prémio ordinário que certos esgaziados apontam aos "Portugueses" como sendo estes os "inventores" da escravatura. O que me apraz considerar neste artigo é a oportunidade moral dos países da CARICOM e o pedido de reposição da justiça através do dinheiro. Assim, a justiça vai ser feita com remessas de milhões e, criada a jurisprudência, veremos todos os países do planeta a exigir um fogo de artifício indemnizatório de dólares, euros, rublos, dinares, leks, libras, kwanzas, pesos, drams, florins, manats, takas, rupias, levs, francos, luanes, coroas, birrs, dalasis, gurdes, lempiras, dinares, rials, leus, tugriks, tudo ao câmbio actual, e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria.

12 de março de 2014

40 25


Soares não concorda, Vasco não concorda, o PCP não concorda, os jornalistas domados não concordam, a seita d'Abril, onde se incluem terroristas amnistiados, não concorda com as "Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril". Eu também não concordo. Para eles não basta abrir a Assembleia, urge fazer uma parada militar em honra dos "capitães". Que o povo se ajoelhe perante tais heróis. 
O regime prepara-se para comemorar 40 mentiras ditas ano após ano sobre o que foi a festa. Dos resultados espreme-se umas quantas palavras vãs ditas quando apetece, muitas vezes para arremesso cuspideiro. Não fosse a economia e o tema diário, em Dezembro ou qualquer outro mês, era Abril. Entretanto, no meio de tanto peido libertário, Rangel disse que existe uma ordem supra-nacional e que os tribunais constitucionais dos países membros devem ser vassalos de tal entidade. Que o camarada Vasco cogite um novo 25 de Abril em Bruxelas. As G3 da estirpe terrorista FP-25 ainda andam por aí.

6 de março de 2014

De um trapo fazer uma camisola


A "nossa" selecção de futebol tem um equipamento digno de reparo e arroto. As cores verdes-tintas passaram a vermelho-tísico e não se cuíbem a contrariar, mais uma vez, as regras da boa visualização cromática. A cruz da FPF, vermelha, viva, sobre o vermelho, morto, é uma tese. O friso verde, engolado, é um doutoramento. No fundo, nada contra, pela minha parte, pois disto de cores "nacionais" a Nike, americana, bem tentou em fazer parecer melhor do que o trapo em que a maioria se revê.