13 de março de 2014

... e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria


Os países das Caraíbas querem ser indemnizados pelo facto dos seus problemas sócio-económicos resultarem do assalto à "matéria-prima" local e nativa de África, em muitos casos, ainda antes destes países existirem como tal. É questão para demorada reflexão, inconclusiva que, por decerto, apaixonará os sociólogos vigilantes dos direitos universalmente adquiridos, revolucionáriamente. Não concordo com a escravatura, que continua a proliferar em muitas formas, repugnante, condenável, face aos avanços da consciência colectiva, mas eu não era vivo nos anos quinhentistas em que tivemos necessidade de recorrer a tais esquemas, vigentes, pelo que a leitura que eu, e qualquer outro, possa fazer terá de vaguear na constatação dos comportamentos miméticos em civilizações e na distância da antepassada realidade. Não me vou alongar na citação de estudos, recentes, sobre a história da escravatura, pré-clássica, na dimensão empresarial da escravatura árabe na Ásia e África, nem tão pouco no prémio ordinário que certos esgaziados apontam aos "Portugueses" como sendo estes os "inventores" da escravatura. O que me apraz considerar neste artigo é a oportunidade moral dos países da CARICOM e o pedido de reposição da justiça através do dinheiro. Assim, a justiça vai ser feita com remessas de milhões e, criada a jurisprudência, veremos todos os países do planeta a exigir um fogo de artifício indemnizatório de dólares, euros, rublos, dinares, leks, libras, kwanzas, pesos, drams, florins, manats, takas, rupias, levs, francos, luanes, coroas, birrs, dalasis, gurdes, lempiras, dinares, rials, leus, tugriks, tudo ao câmbio actual, e com juros de mora, caso a caso, a contar da civilização Suméria.

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