27 de maio de 2014

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Em Portugal, para as eleições do desastre europeu, 72,81% dos votos não foram contabilizados: 65,33 (record absoluto) de abstenções, 4,42 de votos em branco, 3,06 de votos nulos. Os socialistas "ganharam" com 31,5% dos 27,19% de votos a contas! A resposta foi dada, o péssimo jornalismo está a interpretá-la de outra maneira, enviesada e hipócrita, como de costume. A abstenção foi vencedora e o resumo é claro: o regime europeu não motiva ou satisfaz os portugueses, mais, o português vota nas eleições europeias como quem vota para a junta de freguesia. Houvesse na "Constituição" uma lei que se pronunciasse sobre a abstenção e a abdicação do governo, do regime e do poder local era lida claramente sem falácias. Fizessem a votação através de um site online e o link abstenção ainda seria mais votado do que é.


25 de maio de 2014

Neste dia de eleições, falar de Portugal


"Em 2005 a editora Aletheia publicou um álbum de fotografias da autoria de Carlos Alberto Vieira, fotógrafo nascido em  Moçambique, educado no Porto e retornado à sua terra-mãe, em 1945, onde morreu em 1995.

O álbum é dedicado a Lourenço Marques, na época em que os portugueses lá estavam como sendo território nacional, desde o séc. XVI.
As fotos retratam várias décadas, de 1945 a 1975 e mostram o que os portugueses e o regime de Salazar fizeram em Lourenço Marques, hoje Maputo: uma cidade moderna que hoje, com toda a certeza, não evoluiu tanto nos últimos 40 anos como naqueles trinta de "colonialismo".

Estas imagens são a prova que os portugueses foram um povo admirável nessa época. Por que terão deixado de o ser e nos últimos 40 anos andaram ao deus-dará dos empréstimos externos e da caridade internacional, por três vezes?
Alguém responda, mas a verdade entra pelos olhos dentro de quem quiser ver.

Estas imagens mostram de que fibra eram e foram os portugueses dessas décadas e representam também elas um espelho da sua identidade, muito longe da imagem virtual que nos querem impingir aqueles intelectuais de tretas que o Público andou a consultar para escrever um pastelão de meia dúzia de páginas de inanidades.

Esta cidade foi imaginada e construida por portugueses, a par de outras nas então chamadas "províncias ultramarinas", designação agora proibida pelos patrulheiros do politicamente correcto que as conhecem apenas como "colónias".
Tudo isto foi entregue de mão beijada, em 1975,  aos autóctones que faziam guerrilha a Portugal e por meia dúzia de portugueses que decidiram agir em nome de todo o povo, sem qualquer consulta e apenas fundados na legitimidade revolucionária.

O génio português aqui espelhado onde pára?" 

Artigo e mais fotografias daqui.


23 de maio de 2014

Aplausos aos mais variados palitos e paliteiros deste país.


O povo aplaudiu "palito", um criminoso foragido durante 31 dias, quando este saiu após interrogatório pela morte de duas familiares. O acto do suposto "heroísmo" deve-se a uma fuga de 31 dias perante centenas de polícias. Mas porquê a admiração e estupefacção dos comentadeiros e jornalistas perante este aplauso público? Não é este o país dos aplausos? Não foi Cunhal aplaudido após tentar promover a implantação de uma ditadura comunista neste país? Não é Soares aplaudido após ter provocado o êxodo de milhares de portugueses de África e ter abandonado os africanos-portugueses a uma guerra genocida? Não é Otelo aplaudido após ter agido criminosamente nas FP25? Também pelos jornais, pelos telejornais, através dos paineleiros situacionistas, escutam-se ensurdecedores aplausos aos mais variados palitos e paliteiros deste país.

22 de maio de 2014

Pelo meu relógio são horas de te ires tratar



Olha... o Afonso Costa voltou, mais cabeludo e sem bigode. Jacobino, tenhoso, desportista anti-clerical (o desporto preferido neste canteiro), defensor da primária violência, demonstrando que aquilo que o seu coração exige não é aquilo que ele retribui aos outros. 

Atira à República, artista! Pelo meu relógio são horas de te ires tratar.

20 de maio de 2014

O clítoris do Socialismo


Dizer mal do clítoris do Socialismo dá lugar a estrebuchamento. Orgão importante, porque sensível, ousar crítica contra o dito dá lugar a estrebuchamento. A despesa e o prazer da "benesse", do dar aqui, dar acolá, distribuir aqui, distribuir para ali, caça votos aqui, casa votos acoli, foi/é o leito do pecado socialista das últimas décadas, quando o dinheiro vinha da "europa" e dos bancos amigos do empréstimo sem garantias. A situação mudou e o partido/corpo, agora, em menopausa, está a reagir à adversidade da sua outrora promiscuidade. Não estou a falar de "direitos", não estou a falar de "abandono social", estou a falar de um tempo novo sem dinheiro e com muito trabalho pela frente. Os partidos já não podem prometer. Como dantes. Os partidos já não podem projectar na dimensão da megalomania do seu secretário. O povo sabe quem paga a conta. E se no antigo bordel iam todos e o gozo era pago pela anónima comunidade, a actual conta a pagar pelo povo obriga a todos os alertas. Foi disso que alertou Rangel quando se referiu a "vírus despesista". Uma Alegre resposta apelidou-o de Nazi (?)! Se a expressão de Rangel foi a menos ou mais correcta não interessa tal é a incongruência da propaganda que se vê por estes dias, mais consentânea com eleições autárquicas. Doeu-lhes no sítio.

16 de maio de 2014

Fazer a digestão depois do tacho

"Será a apoteose da campanha socialista. Francisco Assis vai descer o Chiado com António José Seguro, José Sócrates e António Costa a seu lado, depois do tradicional almoço na Trindade onde os socialistas tencionam sentar também Mário Soares e Jorge Sampaio."

Algumas das estrelas socialistas da nossa república vão descer o Chiado depois de irem ao tacho. Apoiados nos santos que neles têm votado confiança e dado aval para a libertinagem, a descida até um carro alemão, preto metalizado com vidros esfumados, será feita, concerteza, a olhar as Tvs e a sorrir para os patuscos que lá queiram ir de propósito. A barriga pesa mais do que a consciência. Pior seria subir a ladeira da vida pelo chão do esforço íntegro e do suor do próprio cabedal. A "campanha" para as europeias é uma deriva de traques e arrôtos. Talvez por isso, o ambiente está irrespirável por estes dias.

14 de maio de 2014

"Até ao limite das minhas forças"

 
Num dia em que o "país" exalta com a possibilidade de um feito, através de pontapés numa bola, que, se der jeito, irão atribuir ao ser português, etc, etc, eu relembro o Herói português, Daniel Roxo, cujo nome não se exibe em placas toponímicas, ou rotundas, não baptiza salões dançantes, não é lembrado na historiografia oficial ou por chefes de estado menor. Por cá, após o 25, nunca foi nada. Em África, no tempo de Portugal, e, porventura ainda hoje, era o Leão do Niasa, o Fantasma da Floresta.
 
"(...) Mas que espécie de homem é este Roxo, este Fantasma da Floresta que é já lendário em vida, que é responsável pela segurança de toda uma cidade, que dirige operações militares sem previamente ter feito qualquer tirocínio formal como Soldado? O homem de quem os residentes de Vila Cabral dizem: “Se o Roxo ficar, ficamos; se o Roxo partir, partimos” ?
 
(...)
“Este é o único estilo de vida que aceito levar. Passo muito dia sem comer. Sem dormir. Ando semanas inteiras ao relento, dia e noite sem ter onde abrigar-me das intempéries. Reparto com os meus homens tudo o que me chega às mãos. Sei que não aguentarei sempre. Dentro de alguns anos, as forças começarão a faltar-me. Inclusivamente, não estou livre de ter um azar. Mas, enquanto puder, cá estarei de pé firme, para o que der e vier. E depois, há os homens que lutam comigo, que confiam em mim, de mim dependem. E há, sobretudo, a população em peso da província, que conta incondicionalmente comigo. Sinto-me no dever de ajudá-la até ao limite das minhas forças. É para isso que cá ando.”"


(Reportagem sobre Daniel Roxo, publicada na revista Observador, nº 14, de 21 de Maio de 1971)
(Na foto, de boina com a arma)

Também nós temos feito um trajecto "para merecer" o que estamos a viver


O presidente Cavaco Silva cola-se ao futebol para marcar posição no triste estádio em que nos encontramos. Jogador suplente, num campo onde não devia, sequer, haver jogos, Cavaco Silva lembra-nos o "trajecto" do Benfica e eu lembro-me do trajecto deste país desde a implantação da república terrorista à república d'abril roubas mil – onde não faltou um bordel revolucionário cravado de intenções ditatoriais. Também nós temos feito um trajecto "para merecer" o que estamos a viver.

6 de maio de 2014

Não houve



O Sr Soares diz que em Portugal "não há Direitos Humanos"! Esta frase não tem sentido e apenas faz sentido vindo de quem vem. Será que este sr. pensou o mesmo quando entregou deliberadamente o poder às minorias comunistas/terroristas do ultramar ou quando abandonou, com consequências dramáticas, os lusodescendentes em África?