20 de maio de 2014

O clítoris do Socialismo


Dizer mal do clítoris do Socialismo dá lugar a estrebuchamento. Orgão importante, porque sensível, ousar crítica contra o dito dá lugar a estrebuchamento. A despesa e o prazer da "benesse", do dar aqui, dar acolá, distribuir aqui, distribuir para ali, caça votos aqui, casa votos acoli, foi/é o leito do pecado socialista das últimas décadas, quando o dinheiro vinha da "europa" e dos bancos amigos do empréstimo sem garantias. A situação mudou e o partido/corpo, agora, em menopausa, está a reagir à adversidade da sua outrora promiscuidade. Não estou a falar de "direitos", não estou a falar de "abandono social", estou a falar de um tempo novo sem dinheiro e com muito trabalho pela frente. Os partidos já não podem prometer. Como dantes. Os partidos já não podem projectar na dimensão da megalomania do seu secretário. O povo sabe quem paga a conta. E se no antigo bordel iam todos e o gozo era pago pela anónima comunidade, a actual conta a pagar pelo povo obriga a todos os alertas. Foi disso que alertou Rangel quando se referiu a "vírus despesista". Uma Alegre resposta apelidou-o de Nazi (?)! Se a expressão de Rangel foi a menos ou mais correcta não interessa tal é a incongruência da propaganda que se vê por estes dias, mais consentânea com eleições autárquicas. Doeu-lhes no sítio.

2 comentários:

netus disse...

Muito boa noite. Não será um comentário enriquecedor mas, respeitosamente, tenho as maiores dúvidas quanto à afirmação sugerindo por outras palavras, que já vai sendo muito mais difícil enganar as pessoas. Creio que a realidade, até por razões culturais e de formação, se encarregará de mostrar as torrentes de crentes nas novas loas. Infelizmente, pelo menos para mim, voltaremos/ continuaremos de tragédia em tragédia.
António Cabral
(Chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.com)

João Amorim disse...

caro António Cabral

O país vive entretido com a comédia política. Tenho para mim que o maior inimigo da lúcidez é o sentimento clubistico que se reporta aos partidos. A tragédia vem de longe e já foi comemorada em 2010 com mais de 10 milhões de euros.