17 de julho de 2014

Muito medo


Ontem, num jantar de amigos, conversa puxa conversa e o BES entrou na ementa. Nada percebo de engenharias financeiras mas não fiquei indiferente aos avisos de certos amigos avisados sobre o visado na conversa. De um momento para o outro o "sal" tornou-se demasiado para as minhas tensões. Ricardo Salgado passou de modelo a pilantra e os adjectivos não pouparam a nova reputação do banqueiro. Bem me lembro, há bem pouco tempo, do alegado esquecimento de Salgado em não ter declarado ao fisco umas "entradas" de dinheiro, na ordem dos milhões. Tivesse-me eu esquecido e a minha caixa de correio transbordaria de citações e penhoras. Mas, a história de Salgado não se fica pelos assuntos financeiros. A sua ligação a José Sócrates dá que pensar. Um como o outro são homens de ferro e não vacilam à banca-rota e ao arrastão consequente. Eu, pela minha parte, tenho medo. Muito medo.

10 de julho de 2014

Obrigado, 25


Nados, mortos, somos uma tese de estatística, entre o deve e o haver!! A haver alguma coisa, digo, obrigado, 25!

7 de julho de 2014

Centenas de "intelectuais" unem-se em manifesto de apoio ao que lhes pode gerar o apoio a Costa


Centenas de "intelectuais" unem-se em manifesto de apoio ao que lhes pode gerar o apoio a Costa! E na muda da estação, as cega-regas já se mexem, levantam o braçinho e dizem, eu estou aqui!

2 de julho de 2014

E vivam os "princípios Republicanos"


Sarkozy disse, a propósito da sua detenção para averiguações sobre presumíveis crimes, que nunca cometeu "um acto contrário aos princípios republicanos". Pois não. Não mentiu. Ao invés, os republicanos agem, sempre, tal como ele, Giscard, Chirac, Mitterrand (por cá, nem vale a pena citar nomes), de acordo com os "princípios Republicanos"!

Sophia sempre, panteão nunca


Sophia de Mello Breyner Andresen vai ser deposta no panteão de Salazar! A sua índole, carisma e poesia é maior do que a noção de panteão, principalmente este que alberga Aquilino, um covarde militante do Regicídio. É público que Sophia e o seu marido, Francisco Sousa Tavares, chegaram a abandonar uma cerimónia na Sociedade Portuguesa de Autores por não pretenderem permanecer no mesmo local que o bombista Aquilino, tão querido para a República. Não tarda terá ao seu lado o Eusébio. Se eu fosse descendente da poetisa nunca permitiria tal morada. Sinais dos tempos e da adaptação ao murmúrio dominante.