2 de julho de 2014

Sophia sempre, panteão nunca


Sophia de Mello Breyner Andresen vai ser deposta no panteão de Salazar! A sua índole, carisma e poesia é maior do que a noção de panteão, principalmente este que alberga Aquilino, um covarde militante do Regicídio. É público que Sophia e o seu marido, Francisco Sousa Tavares, chegaram a abandonar uma cerimónia na Sociedade Portuguesa de Autores por não pretenderem permanecer no mesmo local que o bombista Aquilino, tão querido para a República. Não tarda terá ao seu lado o Eusébio. Se eu fosse descendente da poetisa nunca permitiria tal morada. Sinais dos tempos e da adaptação ao murmúrio dominante.

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