30 de agosto de 2014

Quando descurar/destruir o nosso passado é vangloriar o nosso presente


Uma estátua pública é património, de todos. Destruir, desleixar, desconstruir o património, sejam edifícios, estátuas ou jardins, sobre pretextos ideológicos, demonstra o estado moral de um país ou dos seus personagens. Nesta República, cuja propaganda oficial manda-nos pensar que o país só tem 104 anos, sendo destes, 40 maus e todos os outros bons, tudo o que remeta para o passado não autorizado pela ideologia abrilista, dominante, não faz falta. Vandalizar a estátua de D. Afonso Henriques é um acto com leituras, é vangloriar a mediocridade a que as gerações (jovem, com 26 anos?) despreocupadas dos seus símbolos estão votadas. Votadas. Pois os recentes exemplos nacionais foram eleitos...

Pacotes de Verdade



Uma "investigadora" propôe num congresso sobre "África" a criação de "comissões de verdade" para "abordar" a questão colonial. Estou a vibrar!! Agora sim, já posso dormir descansado! Sei que ela virá ao de cima e já podemos levantar a cabeça e pensar no próximo jogo. Citam-se neste artigo algumas palavras da "investigadora" que nos permitem, desde já, induzir no que serão as conclusões da verdade de tais comissões: "a relação colonial, que foi um momento de violência brutal". A descolonização possível vai ser desculpabilizada, os "retornados" irão ser re-catalogados novamente, os descendentes dos colonizadores irão ser apontados, ao invés, os terroristas indígenas que continuaram a infligir a guerra e a morte após a nossa fuga irão ter páginas-duplas nos próximos livros desta sociologia complexada. Não criem comissões, criem pacotes de Verdades. Poderão vendê-los a retalho, por atacado ou por grosso. Nesta abastardada República não faltarão clientes ávidos da verdade de pacotilha.

Na foto: Soldados portugueses durante a guerra da Guiné; grupo "Os Vingadores", comandos, de Marcelino da Mata

27 de agosto de 2014

Resumindo e concluindo


Na imprensa nacional ouço muita tosse para o lado e um "foge para que te quero" no que respeita aos assuntos do "Estado Islâmico". Este "Estado", recém-criado, está a ser financiado com os donativos de milhões de dólares destinados à primavera Síria e Líbia. As armas ligeiras e pesadas que aparecem nas fotografias dos, outrora, "rebeldes pela liberdade" são armamento americano (incluindo rockets de curto alcance), inglês e francês e demais subsídios para o derrube das tiranias médio-asiáticas! Resumindo e concluindo: o "Estado Islâmico" foi fundado por gente que fez guerrilha terrorista na Líbia, na Síria e no Iraque, apoderando-se dos apoios dos infiéis amigos proclamando, por estes dias, guerra contra o "benfeitor" mundo ocidental. Não são burros os jihadistas. O que me faz comichão é a prosa libertária dos nossos jornalistas não comentar o caso com imparcialidade. É como o caso, há um ano, do atentado contra uma escola judaica em França e que tão apressadamente  levou o líder judaico e o líder muçulmano da capital francesa a darem as mão contra o cruel e provável extremista-de-direita, disse logo a imprensa de cá e lá, e vai-se a ver era um muçulmano. Calou-se a imprensa na altura como se cala agora no resumo daquilo que foram as campanhas primavrís, tão acarinhadas pela nossa esquerda e tão alvo de elogios pelos indignados deste quintal.

26 de agosto de 2014

24 de agosto de 2014

A imbecilidade com esta sua nova roupa


Alexandra escreve sobre o fascismo! Escreve para nos dar o termo como uma "decapitação" final, lá para o fim de um artigo, pueril e copy paste, sem sombra de personalidade. Compara o "Estado Islâmico" (patrocinado militarmente – na guerra da Síria e Líbia – pelos "ocidentais" e pela esquerda que espuma com as Primaveras) com o Fascismo! Mas fascismo porquê? Não explica, muito menos se sustêm no porquê de não ser Comunismo. Então Alexandra? Qual Fascismo enumera? O italiano, de Mussolini ou o "outro", o "faxismo" que dizem ter comido portugal e que nada deixou? Alexandra, houvesse hoje um qualquer Salazar como o – Seu primavril – Al-Baghdadi e a sua cabeça nem teria tempo para o devaneio que professa.


14 de agosto de 2014

Pés chatos


O nobelizado Obama tem encetado uma "caminhada" de paz e prosperidade para os seus e os outros. Fruto da sua energia não poupa descanso aos seus pézinhos. É vê-lo a içá-los em qualquer situação a que se aviste uma cadeira, um cadeirão (melhor ainda se tiver manchettes), uma mesinha, uma chaise-longue, um canapé, um chauffeuse e porque não num cabinet, numa chest of drawers ou num chiffonier, visto também o fazer na secretária de todas as secretárias, a multi-filmadíssima secretária presidencial da sala oval. Esta habilidade de colocar os seus pés/sapatos é um devir da sua educação e à-vontade mas também pode residir num escondido problema de pés chatos! No fundo, ele é um homem relaxado e não se desfaz se os seus dotes forem visionados pelo globo, talvez até pense que faz parte da etiqueta formal deste, seu, novo mundo. Eu, como sou malcriado, ante tal presidente, se o visse fazer isso na minha casa teria de dizer tire daí os pézinhos... (e talvez me saísse um vá pisar o que quiser para o Iraque ou para as suas Primaveras...).

12 de agosto de 2014

De putada


Uma deputada do PS exibe-se na praia, brinca na areia e publica para freguês ver! Qual busto da "República" esta mulher quer ser uma esfinge do regime.

4 de agosto de 2014

No deparar


No final de uns dias de descanso, arremetido ao isolamento das "notícias" e "épocas" de incêndios, politiquices/patranhices e opiniões oficiais, o meu retorno a casa foi acelerado pelo falecimento inesperado do meu pai. O deparar com a morte dos nossos não carece de palavras bem vindas, de "conforto" ou palavras fortes. Sobre a morte, nossa, devemos ouvir o silêncio.