30 de agosto de 2014

Quando descurar/destruir o nosso passado é vangloriar o nosso presente


Uma estátua pública é património, de todos. Destruir, desleixar, desconstruir o património, sejam edifícios, estátuas ou jardins, sobre pretextos ideológicos, demonstra o estado moral de um país ou dos seus personagens. Nesta República, cuja propaganda oficial manda-nos pensar que o país só tem 104 anos, sendo destes, 40 maus e todos os outros bons, tudo o que remeta para o passado não autorizado pela ideologia abrilista, dominante, não faz falta. Vandalizar a estátua de D. Afonso Henriques é um acto com leituras, é vangloriar a mediocridade a que as gerações (jovem, com 26 anos?) despreocupadas dos seus símbolos estão votadas. Votadas. Pois os recentes exemplos nacionais foram eleitos...

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