27 de agosto de 2014

Resumindo e concluindo


Na imprensa nacional ouço muita tosse para o lado e um "foge para que te quero" no que respeita aos assuntos do "Estado Islâmico". Este "Estado", recém-criado, está a ser financiado com os donativos de milhões de dólares destinados à primavera Síria e Líbia. As armas ligeiras e pesadas que aparecem nas fotografias dos, outrora, "rebeldes pela liberdade" são armamento americano (incluindo rockets de curto alcance), inglês e francês e demais subsídios para o derrube das tiranias médio-asiáticas! Resumindo e concluindo: o "Estado Islâmico" foi fundado por gente que fez guerrilha terrorista na Líbia, na Síria e no Iraque, apoderando-se dos apoios dos infiéis amigos proclamando, por estes dias, guerra contra o "benfeitor" mundo ocidental. Não são burros os jihadistas. O que me faz comichão é a prosa libertária dos nossos jornalistas não comentar o caso com imparcialidade. É como o caso, há um ano, do atentado contra uma escola judaica em França e que tão apressadamente  levou o líder judaico e o líder muçulmano da capital francesa a darem as mão contra o cruel e provável extremista-de-direita, disse logo a imprensa de cá e lá, e vai-se a ver era um muçulmano. Calou-se a imprensa na altura como se cala agora no resumo daquilo que foram as campanhas primavrís, tão acarinhadas pela nossa esquerda e tão alvo de elogios pelos indignados deste quintal.

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