27 de setembro de 2014

Livros de cabeçeira



Desde muito novo sinto que um homem, à medida que vai crescendo, deve colocar as suas maiores referências, se editáveis, na sua "mesinha de cabeçeira". De igual modo, os livros que nos fazem não o são pela quantidade; assim, não preciso de ter mais do que 10. Alguns permanentes, outros vão e regressam. Um deles, que considero um dos livros de cabeceira obrigatório para todos os que se dizem Portugueses e pretendem perceber como a coisa funciona nesta República, é este livrinho intitulado "Banditismo Político". Portugal pós-1910 cabe todo nas primeiras páginas porque desde que a "festa" começou que já se sabia como isto ia abadalhocar. Livro raro, impresso clandestinamente em Madrid devido à liberdade de imprensa saída de 1910, é um poderoso manual para os que querem ter junto à sua cama matérias de veracidade.

Portugal, 1910-2014


22 de setembro de 2014

Estão os neo-comunistas a regressar às ruas?


Um artigo de espantar espanta-se com (o regresso! de) neo-nazis nas "ruas"! Porque não saiu um título jornalístico similar nas várias homilías em frente à Assembleia da República com pedras e garrafinhas, com petróleo, contra a polícia? Os neo-comunistas têm mais direito a andar nas "ruas" que outros congéneres? E os neo-"jovens"-da-linha-de-sintra movimentam-se isentos de ideologia?

19 de setembro de 2014

55,3%


Não interessam os números quando uma nação (união) é feita de múltiplas diferenças! Até pela pouquíssima abstenção, a "escassa" maioria tornou-se uma enorme victória sobre a pretensa "gigante" minoria!

Hurra for Union Jack

12 de setembro de 2014

Nunca compreenderá


O bardo d'Abril não aceita que um tenente-coronel, na reserva, tenha escrito que o dito cometeu "traição à pátria, tendo-o levado a "julgamento"! Agora, o tribunal absolveu o arguido com este a reiterar "em julgamento a tese que Manuel Alegre cometeu, aos microfones da rádio Voz da Liberdade, em Argel, traição à pátria, ao incitar os militares portugueses a desertar, ao conviver com os líderes dos movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné e ao ajudá-los na guerrilha contra as tropas portuguesas". Alegre, não contente, vai prosseguir em novo recurso, da decisão, tendo-se mostrado algo surpreendido. É o que dá a noção de "liberdade de expressão", assim como o da noção de "liberdade de acção"! Alegre nunca compreenderá o que significa "traição à pátria". Para isso teria de ter noção de Pátria. Nem (e) tudo a revolução levou; à época dos factos, Alegre comprometeu o futuro dos luso-africanos das províncias ultramarinas, dos indígenas e da transparente passagem de testemunho aos povos nativos. Esteve ao lado das guerrilhas comunistas, que viriam a últimar uma guerra genocída de décadas, e dos hipócritas que queriam instalar uma ditadura comunista em Portugal lavando as mãos, com eles, na, posterior e conveniente, fétida desculpa da construção da "liberdade" (d'Abril).

8 de setembro de 2014

Quando te olhas ti próprio de fora


Vi um excertozinho da entrevista de Cristiano Ronaldo a Judite de Sousa. A metodologia encena uma gravação tipo alguém muito importante. O local, a casa de Cristiano. Na mesa de "centro" da sala duas publicações literárias, decoravam. Um volumoso álbum de Louis Vuitton e outro Channel. Ponto. As perguntas não páram. Judite trata por tu, qual, de igual para igual, Cristiano por você. A determinado ponto deparo-me e compreendo o nível da entrevista. Diz Judite: "quando te olhas ti próprio de fora"... É tudo demais para mim...

7 de setembro de 2014

A história deve ser desenhada e reescrita de acordo com a propaganda situacionista


Sobre a supressão dos, desleixados, brasões das nossas antigas províncias ultramarinas, que a língua esquerdóide passou a apelidar de colónias a partir de certa altura, o supra-historiador com nome de flôr, Fernando Rosas, diz não fazer "nenhum sentido preservar [os oito brasões coloniais], a não ser por propósitos ideológicos passadistas. Para este dirigente extremista, contradizendo-se,  a preservação do património deve ser orientada por motivos ideológicos mas apenas pelos motivos ideológicos "certos", de acordo com o que vem sendo desenhado pela orientação pseudo-revolucionária do Portugal moderno. A história deve ser desenhada e reescrita de acordo com a propaganda situacionista e qualquer outro argumento, válido, é reaccionário ao andamento dos amanhãs cantantes. Dito isto, pelo Rosas, o passadismo deve ser avaliado nas nossas vidas, tudo o que é antigo deve ser abandonado, sonegado, desencorajado, com a excepção do património erigido pela acção comunista-marxista-leninista-estalinista, abrilista e da jarreta esquerda "moderna".