12 de setembro de 2014

Nunca compreenderá


O bardo d'Abril não aceita que um tenente-coronel, na reserva, tenha escrito que o dito cometeu "traição à pátria, tendo-o levado a "julgamento"! Agora, o tribunal absolveu o arguido com este a reiterar "em julgamento a tese que Manuel Alegre cometeu, aos microfones da rádio Voz da Liberdade, em Argel, traição à pátria, ao incitar os militares portugueses a desertar, ao conviver com os líderes dos movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné e ao ajudá-los na guerrilha contra as tropas portuguesas". Alegre, não contente, vai prosseguir em novo recurso, da decisão, tendo-se mostrado algo surpreendido. É o que dá a noção de "liberdade de expressão", assim como o da noção de "liberdade de acção"! Alegre nunca compreenderá o que significa "traição à pátria". Para isso teria de ter noção de Pátria. Nem (e) tudo a revolução levou; à época dos factos, Alegre comprometeu o futuro dos luso-africanos das províncias ultramarinas, dos indígenas e da transparente passagem de testemunho aos povos nativos. Esteve ao lado das guerrilhas comunistas, que viriam a últimar uma guerra genocída de décadas, e dos hipócritas que queriam instalar uma ditadura comunista em Portugal lavando as mãos, com eles, na, posterior e conveniente, fétida desculpa da construção da "liberdade" (d'Abril).

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