4 de outubro de 2014

Alpoim Calvão


Esperei por estes dias para ver se alguém levantava a voz na Assembleia da República sobre o falecimento de Alpoim Calvão. Silêncio. Ao invés, anda tudo tolhido com uma "exposição" execrável de bustos de antigos presidentes da Poucopública. Os heróis, também, meus Heróis, vão morrendo e o palco natural para recitar a suas memórias seriam as "instituições nacionais". Mas, nem uma palavra deve ser dita que contrarie a "história oficial" sobre os últimos 40 anos e falar sobre Alpoim Calvão é falar sobre um Portugal que não cabe nem deve ser citado no discurso complexado, esgotado e domesticador da actual realidade.
Após o Abril de 1974 várias vezes ouvi em casa "valha-nos o Alpoim".
A III República não o mereceu. Alpoim não merecia esta República. Ninguém pode respeitar um país que não exalta os bravos que deram o peito à morte pelo seus.

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