27 de novembro de 2014

Na república das "imputações absurdas, injustas e infundamentadas"

Vou copiar o cabeçalho da notícia:

"Funcionários que devolveram 4.407 euros homenageados 

Os três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que recentemente encontraram um envelope com 4.407 euros no lixo e devolveram-no, receberam esta quinta-feira um voto de louvor da autarquia poveira."



...está, assim, visto que neste país vagueiam apenas malandros e injustiçados. Como é possível dar-se um prémio por um comportamento honesto?

SANTUÁRIO de Évora



25 de novembro de 2014

"Operação Marquês"


Presumo que o processo, da prisão do Zé, se chama "Operação Marquês" por causa do motorista...!

Comunicação parcial


Ontem à noite na SIC notícias um triângulo composto por Pacheco Pereira, Miguel Sousa Tavares e Clara Ferreira Alves debatiam o momento. Palavras mansas e muitas "palavras amigas". A pouco Clara esganiçava-se a dizer que era uma vergonha o que a comunicação social estava a fazer ao Sócrates, que iam destruir o seu carácter! Up's, olha de quem vem o espasmo, logo da pouco Clara que também faz parte da comunicação parcial através do programa semanal, o "Eixo do Mal", onde se coloca em bicos de pés e destrói, sem parcimónia, o carácter de todos quanto não lhe são íntimos. Que o diga Paulo Portas que anda desde há um ano a ser julgado pela pouco Clara.

Adenda: o sr. Soares já veio indignar-se com o "estado" da justiça e avisar que aquilo que estão a fazer ao Zé "não pode passar em vão"! Eu estou mais preocupado em saber se, de facto, o que Sócrates possa ter feito vai passar em vão!

24 de novembro de 2014

25 da corrupção


O advogado que vai defender o Zé defendeu 2 arguidos do grupo terrorista FP25, os quais acabaram todos "perdoados" pelo soba Soares. O Zé não podia ter escolhido melhor, dizem. Quem defendeu terroristas bem pode com a defesa de um suposto corrupto.

23 de novembro de 2014

Silêncio e balbúcio


"Ouço" muito silêncio da parte das bancadas partidárias. Todos apelam à contenção nas palavras no que toca à detenção do Zé. Pudera. Temos um juiz que, se deixarem, deve ter agenda para muitos anos....

Nas mesas arredondadas e bloggosfera, senhoras e senhores respeitáveis põem em causa a oportunidade da detenção do Zé, logo no dia em que o seu antigo braço direito vai ser Secretário Xuxa. Concerteza os politólogos e paineleiros de serviço achavam que, a haver tal infâmia, esta devia ter acontecido num dia em que o calendário não se sobrepusesse a nenhum dia ocupado com um affaire político.

As suposições ante a manipulação política da Justiça, digo, dos políticos sobre a magistratura, tem obra a considerar em Portugal. Se a suspeição é forte então que se deslinde com força a começar por esventrar a relação da Maçonaria com os dois pólos em causa.

O pai da "descolonização possível" ainda não foi entrevistado sobre a detenção do seu amigo?

19 de novembro de 2014

Eu mesmo, enfim


Perdi a minha mãe aos 24 anos de idade, aos 37, depois de desbravar e cuidar do reportório que nos deixou, editei o primeiro livro de poesias escritas por ela. 
Neste tempo de paleio inócuo, tendencioso e penoso com que nos brindam as editoras e os "orgãos" de informação só me apetece folhear poesia.

"Um dia eu quis desabafar...
E fiz assim...
Pintei um lindo rosto de mulher
E sentei-a num banco de jardim!...
Depois, dei-lhe a expressão de toda a dor,
Que então sentia eu, dentro de mim!...
Sentei-me, num banco em frente a ela!
E aos poucos, descrevendo essa aguarela...
Estava-me a descrever, eu mesma, enfim!..."



Maria Amélia Camossa Saldanha Amorim de Carvalho Borges
c. 1980

In Poesia Escondida, Ed. autor. Porto, 2002

14 de novembro de 2014

Conversa no cabeleireiro


Há uns dias, sentado na cadeira do cabeleireiro para dar um jeito ao meu cabelo,  dei comigo a ouvir silenciosamente o discurso que por aí vai na rua: a corrupção, os políticos, os corruptos, o mal do país, a legionella. Calado, mexia a cabeça afirmativamente perante o avanço da raiva do jovem, mas competentíssimo, profissional. Não há como não concordar. Por cada tapete que se levanta a porcaria aparece. Quase à beira da tesourada final o cabeleireiro diz isto (à letra): ... e depois até já acho que mais valia termos um Rei, se é para alimentar alguém que seja uma só família, às claras, é preferível que alimentar estes centos de mamões...!! – Pensa muito bem – disse eu – não resolve tudo mas já é um começo da limpeza que é necessário fazer. Limpar e polir.