3 de março de 2015

Hoje

"Uma mulher, de 29 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira na sua residência em Santa Marta do Pinhal, no Seixal, com indícios de ter sido esfaqueada. O marido suicidou-se depois na ponte 25 de Abril.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) adiantou ao PÚBLICO que o casal estaria a passar por graves dificuldades relacionadas com o pagamento de dívidas, tendo até um automóvel penhorado. Essas dificuldades terão motivado o agressor, que estava desempregado. A mulher foi atingida por vários golpes de uma faca de cozinha.
De acordo com a mesma fonte, recentemente eram habituais as desavenças entre o casal, havendo mesmo informação de pelo menos um episódio de violência doméstica.
"Pelas 4h30 de hoje, uma mulher faleceu, com indícios de agressão praticada pelo cônjuge de 33 anos. A PSP encontrou a vítima no interior da residência, com sinais de agressão, tendo o corpo sido removido para a morgue do Hospital Garcia de Orta, em Almada", referiu a PSP.
O alegado agressor abandonou a residência numa viatura e seguiu para a Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, tendo saltado do tabuleiro. "O corpo já foi recuperado pela Polícia Marítima", acrescenta a polícia. O primeiro alerta para a morte do homem resultou do facto de este ter deixado parado no meio da ponte um automóvel BMW que estava penhorado."

In Público

Violência doméstica. Das poucas coisas que me penhoram nesta República (maldita). Porquê matar quem partilha a proximidade? Não. Não é a "cultura" machista. Não é a "crise económica". Não é o "berço". É o descrédito pelo futuro, a ausência da Esperança, o vazio de um sentido pátrio que nos apele e nos situe. A loucura tem muitas razões. Aparte as congénitas (físicas e psíquicas), prevalecem as motivações de um regime que se diz "fraterno e igual" porém, limitado e limitador. Não é a "cultura" machista. Não é a "crise económica". É o chão, que outrora nos ergueu, que nada diz e que pouco sustenta.

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